A Inocente
Ele me encurralou contra o muro de uma casa abandonada, segurou meus pulsos com uma força brutal e sussurrou no meu ouvido palavras que ainda queimam na minha memória como ferro em brasa: disse que adorava garotinhas indefesas, que já tinha dado fim a outras como eu e que eu seria apenas mais uma na conta dele.
O pânico me paralisou, mas o instinto de sobrevivência falou mais alto. Eu consegui me soltar por um segundo e gritar. Guto, Alicia e Amélia estavam por perto. Nós éramos amigos de infância, criados praticamente no mesmo quintal. Nossos pais eram vizinhos e amigos de longa data. Embora na escola estudássemos em salas e horários diferentes por causa das