Criar suspense sem revelar o final é como cozinhar um prato cheio de aromas tentadores, mas sem deixar ninguém provar até o último momento. Uma técnica que adoro é usar pistas falsas – aquelas migalhas de informação que parecem levar a um desfecho óbvio, mas na verdade são apenas distrações. Em 'Sherlock Holmes', Arthur Conan Doyle era mestre nisso, fazendo o leitor acreditar que tinha resolvido o mistério antes do detetive.
Outro truque é explorar o desconhecido através da perspectiva dos personagens. Se o narrador também está confuso ou assustado, o público compartilha dessa tensão. Stephen King faz isso brilhantemente em 'It', onde a ansiedade das crianças contagia o leitor. E não subestime o poder do silêncio: às vezes, o que não é dito cria mais suspense do que qualquer revelação.