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A 300ª Dívida que Escrevi

A 300ª Dívida que Escrevi

Dos dez aos dezoito anos, meus pais me obrigaram a escrever duzentas e noventa e nove dívidas. Cada centavo que eu pedia a eles era considerado um empréstimo — algo que eu teria que pagar quando me tornasse adulta. Até que sofri um acidente de carro... Na hora de pagar a cirurgia, ainda me faltavam três mil no cartão. Sem saída, fui implorar ajuda aos meus pais. Mas eles apenas sorriram friamente: — Júlia Monforte, você já tem dezoito anos. Não temos mais obrigação nenhuma com você. Escreva uma nova dívida! Com lágrimas nos olhos, escrevi minha tricentésima dívida. Após a cirurgia, abri o Instagram e me deparei com uma publicação da minha irmã adotiva. Na foto, ela estava em um cruzeiro internacional, celebrando seu aniversário de dezoito anos como uma princesa, cercada de gente a bajulando. O presente dos meus pais para ela? Um apartamento de alto padrão no centro de São Paulo... e a chave de um Maserati. Até meu amigo de infância... olhava para ela com olhos cheios de amor. Ela agradecia: "Obrigada às pessoas que eu mais amo, por me darem o melhor que eu poderia ter." E eu, segurando aquela dívida toda amassada nas mãos, simplesmente sorri. Depois que eu quitar essa dívida... uma coisa é certa — não preciso mais de uma família assim.
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A Noiva Que Perdeu Tudo

A Noiva Que Perdeu Tudo

No dia que deveria ser o meu casamento... a noiva não era eu. A cerimônia pela qual esperei durante cinco anos se transformou em uma piada quando Valentina, minha irmã, entrou pelo corredor de mármore usando um vestido de noiva branco. Seu braço estava entrelaçado ao de Luca, o homem que deveria estar me esperando no altar. — Sinto muito, Bianca. — Disse ela suavemente. — Mas hoje você não é mais a noiva. Então ela tocou a própria barriga, os olhos brilhando de triunfo. — Estou grávida do filho de Don Romano. Suas palavras explodiram dentro da minha cabeça, e o mundo inteiro mergulhou no silêncio. Como se temesse que eu não acreditasse, ela ergueu algo brilhante em direção à luz. Uma imagem de ultrassom em preto e branco. Nela, lia-se claramente: Idade gestacional — 12 semanas. Meus olhos arderam, as lágrimas queimando enquanto me virei para Luca, procurando desesperadamente qualquer coisa, uma negação, uma explicação, arrependimento. Em vez disso, ele apenas suspirou, cansado e resignado. — Bianca, me desculpa... — Disse ele, impotente. — Valentina não tem muito tempo de vida. Este casamento… era o último desejo dela. — Eu vou compensar você. — Acrescentou. — Podemos ter outro casamento depois. Meu pai, Moretti, estava atrás dele, usando a mesma expressão severa que carregou durante toda a minha vida. Nunca o vi sorrir para mim, nem uma única vez. — Bianca!! — Disse ele, ríspido. — Sua irmã está morrendo. Deixe que ela fique com isso. Meu irmão assentiu em silêncio, como se isso fosse uma resposta suficientemente sólida. Durante toda a minha vida, eles sempre a escolheram, as lágrimas dela, seus caprichos, suas necessidades, acima das minhas. Hoje não foi diferente. Algo dentro de mim se quebrou silenciosamente. Tudo bem. Se ninguém nesta família se importa comigo, eu vou embora.
Histoires courtes · Máfia
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Je savais que je survivrais

Je savais que je survivrais

Peut on vivre comme dans les télé novela ? Souvent on s’imagine que les films sont terriblement loins de la vérité mais parfois il se peut qu’ils existent et j’en suis la preuve vivante. Entre trahison, mensonges, tromperie, changement, bouleversement et amour, il y a de quoi perdre la tête.
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La Mentira que Me Alimentó

La Mentira que Me Alimentó

Estuve cinco años casada con el heredero de la familia Romano, la más poderosa del crimen organizado en Italia. Cada noche, me abrazaba y susurraba: —Solo dame un heredero, y le daré todo el imperio Romano. Pero nunca quedé embarazada, y la decepción del jefe de la mafia hacia mí crecía con cada mes que pasaba. Hasta que descubrí que mi esposo había estado cambiando a escondidas mi ácido fólico por pastillas anticonceptivas. Aún me tambaleaba por la furia cuando vi una publicación de su exnovia: una foto de ultrasonido. Su mensaje era dulce y presumido: —Diez semanas. Vincent dice que no puede esperar para conocer al bebé. Al ver la avalancha de felicitaciones, tomé una decisión. Busqué los datos de contacto de mi exnovio, aquel que había pasado los últimos cinco años intentando recuperarme, y le envié un solo mensaje: "Dame un mes. Luego voy contigo."
Histoires courtes · Mafia
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Lágrimas que Nascem em Flor

Lágrimas que Nascem em Flor

O arquirrival do meu tio salvou minha vida duas vezes. Na primeira, foi no mar — um naufrágio, ondas violentas. Ele surgiu pilotando um jet ski e me tirou da morte certa. Na segunda, eu fui enganada. Puseram algo na minha bebida. Desesperada, dormi com o homem dez anos mais velho do que eu, o lendário herdeiro de Solmaré, Lourenço Monteblanco. Depois daquela noite intensa, o antigo mulherengo finalmente sossegou, e passou a ser só meu. Ele registrava, uma vez após a outra, meu corpo entregue ao desejo. Meu rosto queimava de vergonha, mas por dentro eu sorria — embriagada pela doçura de ser amada. Até que, do fim do corredor, vieram vozes soltas e sujas... — Lourenço, você tá se divertindo até demais, hein? — Aliás, imagina o Gilberto Marques sabendo que a sobrinha dele tá sendo comida há três anos pelo inimigo dele?
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Renasci no Dia em que a Mulher que Meu Marido Amava Morreu

Renasci no Dia em que a Mulher que Meu Marido Amava Morreu

No momento do terremoto, meu marido, capitão da equipe de resgate, me deixou para trás e correu para salvar a mulher que amava, Luna Soares. Eu não o impedi. Apenas deixei que ele fosse. Tudo porque, na minha vida passada, diante da mesma escolha, ele me resgatou primeiro, eu, grávida de oito meses. E Luna, por causa do atraso no socorro, foi soterrada nos escombros durante uma réplica e morreu asfixiada. Mais tarde, no dia em que fui dar à luz, ele me levou até o túmulo dela. Assistiu friamente enquanto eu desabava no chão de tanta dor, implorando ajuda. — Talita, está doendo? A dor que a Luna sentiu debaixo dos escombros foi mil vezes pior! Olhei, incrédula, para o homem enlouquecido à minha frente. — No dia do terremoto você estava numa zona segura! Se não tivesse usado a gravidez como chantagem, Luna teria tido a chance de ser salva! — Todo o sofrimento da Luna… eu quero que você sinta com seu próprio corpo! Ele me forçou a ajoelhar e bater a cabeça diante da foto da Luna, enquanto o sangue escorria por entre minhas pernas. Acabei morrendo de hemorragia durante o parto. Quando abri os olhos novamente, era o mesmo dia do terremoto. Desta vez, nem eu nem meu filho vamos esperar por ele.
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Nunca es tarde para arrepentirse del amor

Nunca es tarde para arrepentirse del amor

Frente a la entrada del hospital, mientras una hemorragia me bañaba las piernas durante el embarazo, Leandro Rivera me dejó sola para llevar a casa a su clienta... la misma a quien le estaba tramitando el divorcio. No importó que suplicara con la mirada. No miró atrás. Solo se fue. Esa misma noche, en lugar de estar a mi lado, apareció en la publicación de la clienta en Facebook. «Qué suerte tener a mi gran abogado... ¿quién dijo que no hay sopa para la resaca? Oh, cierto... ¡yo sí la tengo!» No dormí en toda la noche. A la mañana siguiente, con una calma que no sentía, marqué el número de mi padre. —Papá, ya lo decidí. En tres días vuelvo a casa... a hacerme cargo de la empresa.
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O Amor Que Ficou Para Trás

O Amor Que Ficou Para Trás

Houve uma confusão no hospital quando o familiar de um paciente começou a levantar uma faca. Instintivamente, tentei empurrar meu marido, Dr. Ricardo Lourenço, para longe. Mas, ele agarrou minha mão e me colocou na frente da sua protegida, Camila Xavier. Aquela facada entrou no meu abdômen, matandoo bebê que acabava de se formar. Quando meus colegas me encaminharam às pressas para a UTI, chorando, Ricardo me arrancou da maca. — Salvem a Camila primeiro! — Ele berrou. — Se acontecer qualquer coisa com ela, eu demito todo mundo! Os médicos ficaram chocados e furiosos: — Dr. Ricardo, você enlouqueceu? A Camila só teve um corte superficial. Sua esposa está em estado grave! Eu toquei meu ventre que sangrava sem parar e assenti devagar: — Deixe como está. Estamos quites, Ricardo.
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La Mujer que Quemó Su Pasado

La Mujer que Quemó Su Pasado

Durante mi recuperación después del parto, mi esposo, Rubén Gutiérrez, llegó a la casa tambaleándose, borracho perdido. Venía con varios que lo sostenían... y con una mujer. Terminó vomitando por toda la sala, y yo, sin decir una sola palabra, me quedé a su lado cuidándolo toda la noche. Jamás imaginé que, al amanecer, lo primero que saliera de su boca fuera: —Está embarazada. Mejor nos divorciamos. No lloré, no grité. Solo asentí con calma. En otra vida, recuerdo haber corrido desesperada por la calle, con mi hija en brazos. Esa mujer pronto se ganó la fama de "fácil" en el pueblo, y hasta la echaron de su casa. Acorralada, terminó lanzándose al río. Rubén, por sus escándalos, perdió el trabajo. Y aun así, nunca me culpó de nada. Cuando nuestra hija cumplió un mes, Rubén encendió una hoguera enorme en el jardín... y nos quemó vivos: a mí, a la niña y a mis padres. Antes de que todo se apagara, alcancé a ver su cara desfigurada por el odio. —¡Bájense al infierno! —gritó—. Váyanse a acompañar a Mariana. Y entonces, al abrir otra vez los ojos, me encontré de vuelta en el mismo instante exacto en que me dijo que quería divorciarse.
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O Amor Que Morreu Duas Vezes

O Amor Que Morreu Duas Vezes

Depois que a amiga de infância dele morreu, Eduardo Ribeiro me odiou por dez anos inteiros. No segundo dia após o casamento, ele pediu transferência para servir nas fronteiras. Durante esses dez anos, enviei incontáveis cartas, tentando lhe agradar de todas as formas, mas a resposta dele era sempre a mesma: "Se você realmente se sente culpada, então morra logo!" Até que, quando fui sequestrada, ele entrou sozinho no esconderijo dos bandidos e me salvou, levando vários tiros. Antes de morrer, com o último fio de força, ele arrancou a mão dele da minha. — O maior arrependimento da minha vida... foi ter me casado com você... — Se tudo pudesse recomeçar, por favor... não volte a me atormentar... No funeral, Sra. Ana, a mãe dele, soluçava de arrependimento: — Filho, a culpa é da mãe... eu não devia ter te forçado... O pai dele me lançou um olhar cheio de ódio: — Você matou a Jamile, e agora matou também meu filho! Maldita azarada, por que ainda não morre?! Até o coronel que tinha insistido no nosso casamento balançou a cabeça e suspirou: — Foi erro meu separar dois corações. Eu devo um pedido de desculpas ao Eduardo. Todos lamentavam por Eduardo Ribeiro. Inclusive eu. Fui expulsa da organização e, naquela mesma noite, engoli veneno no meio de um campo abandonado. Quando abri os olhos novamente, estava de volta à véspera do casamento. Desta vez, decidi realizar o desejo de todos eles.
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