เข้าสู่ระบบNaquela noite, Mael levou Yasmin ao hospital para visitar Felícia.A porta do quarto foi aberta com todo o cuidado.Assim que o olhar de Yasmin recaiu sobre Felícia, reclinada na cama do hospital, seus passinhos estacaram de repente.Felícia apoiava-se nos travesseiros; embora seu rosto ainda mantivesse a palidez da convalescença, sua aparência estava infinitamente melhor do que no dia do desmaio. Ao ver a filha, tentou esboçar um sorriso acolhedor:— Yasmin, venha aqui com a mamãe.Ao ouvir a voz, em vez de correr radiante para os braços da mãe como costumava fazer, a menina permaneceu imóvel.Ela continuou plantada na entrada, com o corpinho miúdo tremendo levemente.A lembrança aterrorizante daquela manhã — quando a mãe desabara no chão de repente, desacordada e sem reagir a nenhum de seus chamados desesperados — inundou sua mente infantil.De uma hora para outra, Yasmin rompeu em um pranto inconsolável, tomado pelo pânico e pela impotência.— Mamãe! Mamãe! — soluçava ela, com a vo
A cadeira rangeu contra o piso.O sorriso no rosto de Rafael foi se desfazendo aos poucos. Ele largou a agulha de chá sobre a bancada e encarou Abelardo com atenção.A fisionomia de Abelardo não escondia o estrago. Embora seu terno estivesse impecavelmente alinhado e a gravata perfeitamente ajustada, ele exalava um esgotamento mortal e uma dor sufocante.Aquela não era a expressão de quem saía vitorioso ou derrotado de um litígio comum; parecia mais com a ruína de alguém que fora completamente aniquilado por dentro.Rafael absteve-se de fazer mais perguntas.Ele empurrou delicadamente uma xícara de líquido translúcido de tom avermelhado na direção do amigo.Abelardo permaneceu imóvel. Seu olhar estava fixo em um ponto vago no espaço, alheio à xícara fumegante, ao ambiente e a qualquer outra coisa ao redor.Naquele espaço preenchido pelo perfume terroso do chá e por um silêncio sepulcral, o tempo parecia ter perdido o sentido.A luz do dia, que antes entrava esbranquiçada pela janela,
O Mercedes-Benz Classe G de Abelardo disparou como uma fera selvagem com as rédeas rompidas, serpenteando de maneira imprudente e descontrolada pelo tráfego da cidade.A paisagem do lado de fora da janela fundia-se em borrões velozes.Obstáculos. Semáforos que mudavam de cor, carros amontoados e vultos de pedestres — tudo parecia conspirar contra ele, erguendo barreiras para atrasar seu caminho.Ele daria tudo para que o veículo criasse asas ou se teletransportasse instantaneamente para a entrada do hospital.Felícia havia desmaiado.Por que ela desmaiou de repente?Inúmeras suposições aterrorizantes atropelavam-se em sua mente, despertando os medos mais profundos e sombrios escondidos em seu coração.Esse pavor cortou toda a sua armadura de ressentimento como uma lâmina afiada.Sim, ele a odiava. Guardava mágoas profundas e estava determinado a disputar a guarda da criança no tribunal, a fazê-la provar do próprio veneno e pagar pelo engano do passado... Mas em momento algum ele desej
Dra. Juliana percebeu que sua reação havia sido um tanto precipitada e recompôs-se rapidamente:— Srta. Felícia, em processos de disputa de guarda, o critério primordial avaliado pelo juiz é sempre o "melhor interesse da criança". O estado emocional individual de qualquer um dos genitores não constitui, por si só, uma regra rígida de exclusão. Claro que isso não quer dizer que seja totalmente irrelevante. Se o outro genitor possui um novo relacionamento estável ou está constituindo uma nova família, o magistrado pode ponderar esse fator ao analisar a estabilidade e o ambiente de cuidado futuro. Além disso, avalia-se se o novo parceiro demonstra disposição genuína para acolher e cuidar de uma criança que não é biologicamente sua. Se necessário, podemos levantar questionamentos pertinentes sobre esse ponto no tribunal.Felícia recordou-se de quando Yasmin lhe contara que Clara havia perguntado se ela se importaria de ter uma "nova mamãe". Pelo visto, Abelardo já havia levado o assunto a
Um choque indescritível, misturado a uma emoção secreta e a uma ponta de expectativa, explodiu em seu coração como uma gota d'água caindo em óleo fervente.Felícia reduziu ainda mais a velocidade do veículo e olhou de soslaio para o banco do passageiro.Completamente absorto em seu sonho, Abelardo franziu ainda mais o cenho, e sua respiração tornou-se curta e irregular logo após murmurar aquele nome.Será que ele estava sonhando com ela? O que será que ele viu em seu sonho?Felícia apurou os ouvidos, na esperança de que ele voltasse a falar.Para sua surpresa, Abelardo atendeu às suas preces e resmungou de novo.Desta vez, não se tratou de um murmúrio incoerente; cada sílaba saiu nítida e clara.— Eu te odeio!Três palavras frias e resolutas, carregadas com o peso sufocante de um pesadelo, ecoaram naquele espaço exíguo e atingiram em cheio o coração de Felícia.O entusiasmo e a esperança de Felícia despencaram do ápice ao fundo do poço em uma fração de segundo.É claro... Ela já sabia
Naquele instante, o isqueiro que fora perdido e reencontrado repousava tranquilamente na palma da mão de Felícia, com sua luz prateada tão gélida e nítida quanto o luar daquela noite em suas lembranças.Esse simples objeto foi o suficiente para trazer à tona tudo o que acontecera naquela ocasião.Vendo que ele permanecia em silêncio, Felícia acrescentou:— Acho que este isqueiro é de ótima qualidade; deve ter custado caro.Antes que ela pudesse concluir a frase, Abelardo tomou o objeto de sua mão com um movimento ágil e, num golpe rápido de pulso, arremessou-o para longe.O isqueiro cortou o ar num breve lampejo prateado antes de aterrissar com um estalo seco, caindo precisamente dentro de uma lixeira de ferro forjado posicionada a poucos passos dali.— Não vale mais nada.Dito isso, ele virou as costas e afastou-se.Felícia permaneceu estática, olhando incrédula para as costas de Abelardo e, em seguida, para a lixeira. Que homem completamente irracional, pensou.Um item tão requintad







