เข้าสู่ระบบQuando ele me tocava, todo meu corpo queimava, como se necessitasse do dele. Mas apesar de todo desejo dentro de mim, eu não queria perder a virgindade dentro de um carro na frente da minha casa. Foi difícil parar... Mas eu precisava.
- Dom... Eu... Preciso parar.
- Eu sei. – ele disse se afastando, com os olhos cheios de desejo.
- Eu... Vou entrar na minha casa.
- Acho que precisa fazer isso logo.
Rimos. Eu lhe dei um último beijo e perguntei:
- Quando vejo você novamente?
Eu gostaria que a resposta fosse de que ainda neste domingo nos veríamos. No entanto ele disse:
- Assim que a realeza libertá-la estarei esperando por você.
Não era exatamente o que eu queria ouvir. Mas pelo menos eu tinha a certeza de que ele estaria esperando por mim.
- Já sabe onde eu moro.
- Sei aonde vem duas vezes no mês agora. – ele retrucou. – Acho que você mora no palácio de Noriah.
Eu sorri timidamente e saí do carro, mesmo não querendo deixá-lo ali, sozinho, cheio de amor e queimando de desejo por mim, assim como eu por ele. Abri a porta de casa e fiquei olhando-o, mas parecia que ele também não queria partir antes que eu fechasse a porta e entrasse. Acenei e ele fez o mesmo, ligando o carro. Fechei a porta e fiquei ali, recostada um tempo, tentando recuperar o fôlego. Teria acontecido no porão da adega ou mesmo no toalete daquela casa, mas não ali dentro do carro. Até porque eu sabia que em algum lugar, minha mãe espionava o que acontecia. E não demorou muito para ela ligar a luz e me surpreender.
- Não era o carro de Léo. – ela disse fechando o roupão, com os cabelos amassados, indo para a cozinha preparar um café.
Eu respirei fundo e fui atrás dela. Sentei à mesa e disse, sem rodeios:
- Eu terminei com Léo.
- E já encontrou um substituto? – ela perguntou ironicamente.
- Eu fui sincera com ele. Sempre fomos amigos. Achei mais justo dizer a verdade do que mentir para ele, pois jamais eu poderia amá-lo.
- Eu já lhe disse que amor não é tudo nesta vida.
- Mãe... Você amou meu pai algum dia?
- Eu... Não tenho certeza.
- Não tem certeza?
- Não. – confessou ela.
- E... Amou alguma outra pessoa?
- Não. – ela disse sentando na minha frente e me entregando uma xícara de leite quente com açúcar e pegando uma para ela com café puro. – Eu sempre fui muito sensata.
- Então para você amor e sensatez não andam juntos?
- Não... Não mesmo.
- Acha que pode amar algum dia um homem?
- Não quero que isso aconteça. Prefiro minha razão.
- E... Seria possível amar dois homens?
- Seria muito azar. – ela disse.
Será? Ou seria sorte? Acho que eu nunca saberia. Não tinha certeza se estava apaixonada por Dom ou Magnus... Mas eu ficava sem razão quando estava junto deles. Então neste ponto eu não poderia negar que Laura Lee estava certa.
- Eu não quero que você se meta em encrencas no pouco tempo que está fora do castelo. – ela advertiu.
- Eu não faria isso.
- Kevin também sempre me garantiu isso.
- Eu não sou como Kevin... Nunca fui.
- Me desculpe por cobrar tanto de você... Eu deveria agradecer por tudo que tem feito por nós nos últimos dias.
- Não precisa me agradecer, mamãe. Vocês são minha família e minha responsabilidade.
- Nunca vivemos tão bem desde quando você assumiu esta casa.
Eu me senti orgulhosa por um momento quando ela falou aquilo. Sabia o quanto ela sempre apostou em mim e ficava feliz por não tê-la decepcionado. Eu não concluí a faculdade, como todos esperavam, inclusive eu mesma. Mas eu tinha um emprego muito rentável e que podia dar-lhes uma vida boa, depois de quase termos passado fome.
- Eu... Soube sobre meu pai ter trabalhado no castelo. – eu disse.
Ela fixou os olhos na xícara e ficou um tempo em silêncio. Depois falou:
- É um assunto que eu não gosto de relembrar. E você já deve saber o motivo.
- Sim... E eu gostaria de dizer que sinto orgulho por ser filha de Laura Lee.
Ela sorriu:
- Eu amo você, Kat.
A abracei carinhosamente e fui deitar. O meu quarto não parecia me pertencer mais. Eu estava tão acostumada ao calabouço que até minha cama pareceu ruim. Se bem que o dormitório do castelo era horrível, mas eu não podia reclamar da cama de lá. Eu queria pensar em Dom... E relembrar cada momento que eu passei com ele. No entanto a imagem de Vitória subindo as escadas e tomando o meu lugar no jantar era mais forte que tudo. Eu torcia para que ela e Magnus tivessem tido uma noite péssima. E no íntimo queria que ele pensasse como teria sido jantar comigo. Talvez eu fosse muito ousada... Mas eu acreditava que de alguma forma ele pensava em mim como eu pensava nele. Mesmo que fosse por pressão de Dereck. Eu sorri pensando nas coisas que ele falava para me unir a Magnus... E acabei adormecendo com um sorriso no rosto.
No dia seguinte aproveitei cada momento que tinha ao lado da minha família. À tarde recebemos Kim, que trouxe bolo para comermos com chá. Foi um dia divertido e eu senti tristeza quando os deixei.
Quando cheguei ao meu dormitório no castelo eu senti novamente a tristeza que havia deixado lá quando vi Vitória e Magnus indo jantar juntos. Claro que Sofia quase não acreditou que havia feito papel de fada madrinha para no fim dar naquilo. Eu a tranquilizei:
- Dom amou o vestido. – eu não estava mentindo.
Ela riu:
- Quem perdeu foi o príncipe.
- Exatamente. E... Ninguém soube do jantar dele e Vitória?
- Não... Imaginamos que você havia jantado com ele.
- Não sei se a falta de informações é boa ou ruim.
- Kat, acho que você precisa descansar. Amanhã é segunda-feira de novo. E você tem muito trabalho. Esta festa do príncipe Magnus está deixando todos atordoados.
- Sim... Principalmente eu.
- Por causa... Do compromisso dele com Vitória?
- Claro que não... Porque eu nunca organizei uma festa em toda minha vida.
- Você irá?
- Claro que não. Eu sou só... – pensei no que dizer.
- A dama de companhia dos príncipes. – ela completou.
Começamos a rir e logo falamos sobre outras coisas. Quando Sofia foi embora eu me senti sozinha. Havia sido tanto amor e carinho nas últimas 24 horas que passei fora daquele lugar que estar ali era como ficar prisioneira. Nestes momentos eu sentia falta principalmente de Dereck, que me divertia e me fazia esquecer os problemas.
Tomei um banho. O clima já estava quente à noite, anunciando o verão que se aproximava. Coloquei somente uma camiseta larga para dormir. Fiquei um tempo olhando pela janela do banheiro e o concreto que havia depois dela. Quantas pessoas já haviam visto aqueles muros gigantescos do castelo? Quantas delas se sentiam tão sozinhas quanto eu?
Respirei fundo e parei de me lamentar. Deitei na cama confortável e tentei ler o livro que havia levado para iniciar a leitura no dia anterior no jardim, sendo interrompida por um certo príncipe tatuado. Logo as letras embaralharam aos meus olhos e eu adormeci.
Eu acordei ainda sonolenta e senti algo nas minhas pernas. Puxei as cobertas até meu pescoço, sentindo um pouco de frio. Virei-me para o lado. Algo literalmente se mexeu sob as cobertas e eu fiquei imóvel. Senti meu coração disparar quando o movimento foi de encontro à minha coxa. Era gelado, liso e... Úmido. Eu precisava pensar rápido. Se fosse o que eu estava pensando, eu poderia morrer. Num único movimento pulei da cama, sentindo que minhas pernas poderiam me deixar a qualquer momento, de tanto que tremiam. Corajosamente, puxei a coberta e vi uma enorme cobra na minha cama. Gritei feito louca e não demorou a vir alguns empregados. Vi que a intenção deles era matá-la, mas consegui impedir:
- Não matem. – pedi.
- Mas é venenosa, senhorita Lee.
- Mas... Ela não tem culpa. – falei quase sem voz.
Depois de toda confusão na ala dos empregados e as mil hipóteses de como o animal extremamente venenoso havia parado ali eu perguntei:
- Este tipo de animal é comum por aqui?
- Não... Nunca vi nada igual. Acho que não é desta região. – disse um deles.
- Você acha que a colocaram aqui de propósito? – perguntou Sofia.
- Eu já sei quem fez isto.
Sem pensar duas vezes eu saí exatamente como estava na cama, praticamente nua, até o terceiro andar. Fui impedida pelos guardas de subir. Comecei a gritar feito histericamente. Eu poderia matar a rainha Anne naquele momento. Ou no mínimo acusá-la de tentativa de assassinato. Levou pouco tempo para eu ser imobilizada por dois guardas. Mas fui resistente. Não me dei por vencida. Teriam que me levar à força. Não demorou para Magnus, Dereck e a própria rainha, junto de sua dama de companhia virem ver o que estava acontecendo.
- O que está havendo aqui? – perguntou a rainha fingindo surpresa com seu roupão tão liso e brilhante quanto seus olhos.
- Vossa Majestade tentou me matar. – eu acusei-a aos gritos.
- Largue ela. – disse Dereck aos guardas.
- Não ordene que larguem esta louca. – disse a rainha. – Não está vendo que ela está me acusando, Dereck? Eu estava em meu quarto, dormindo.
- O que... Houve exatamente? – perguntou Magnus já ao meu lado, soltando meus braços dos guardas.
- Havia uma cobra na minha cama... Era venenosa e rara. Eu poderia estar morta neste momento.
- E por que acha que eu teria colocado uma cobra na sua cama, menina? – perguntou ela fingindo não entender. Mas eu tinha certeza de que havia sido ela.
Eu tentei subir e avançar nela, sendo contida novamente pelos guardas. Magnus me pegou, colocando-me sob seu ombro e me levando dali. Eu não parava de me debater. Eu realmente queria bater na rainha Anne Marie. Não importava o que aconteceria comigo. Eu tinha provas que ela tentou me matar.
- Me largue agora. – eu gritava nos braços dele tentando me desvencilhar enquanto todos do castelo saíam de seus quartos preocupados.
- Acho melhor parar de se mexer porque você está totalmente descoberta. – ele disse.
- Dane-se.
Enquanto ele me carregava eu desisti de tentar fugir. Ele era muito forte. Larguei o peso do meu corpo, sentindo ele colocar as mãos sobre a minha minúscula calcinha para que ninguém visse. Soltei minha cabeça ficando com a visão das costas dele. Eu ainda rezava para acordar logo e que tudo fosse um sonho. Mas em pouco tempo Sofia mostrou para ele onde ficava meu quarto e ele me jogou sobre a cama.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







