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" COMPROMISSO "

Autor: A.P Silva
last update Data de publicação: 2025-02-07 09:07:31

**Rose**

Assim que entro no pub, sou envolvida por um calor acolhedor e uma vibração intensa. As luzes suaves dançam ao som de uma música animada, criando uma atmosfera perfeita para uma noite descontraída. O aroma inebriante de frituras e cerveja flutua no ar, misturando-se com as risadas ecoantes de grupos de amigos. Uma onda de animação percorre meu corpo ao avistar a mesa onde estão Jorge e os outros.

— **Rose, aqui!** — a voz de Jorge ressoa em meio ao barulho, enquanto ele acena com um
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Último capítulo

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   Capítulo 20 — Linhas Que Se Cruzam

    Rose A sala da psicóloga não era silenciosa. Tinha um relógio discreto marcando os segundos e o som distante da rua entrando pela janela entreaberta. — Quer água? — ela perguntou. Assenti. Ela me entregou o copo e se sentou de frente, sem pressa. — Você disse no telefone que algo te incomodou hoje. — Um nome — respondi. — Ou talvez… a forma como ele foi dito. Ela esperou. — Sr. Mendonça. — Continuei. — Quando ouvi, meu corpo travou. Eu não pensei em nada. Só… senti. — O que você sentiu? — Medo. — respondi sem rodeios. — Um medo diferente. Ela anotou algo. — Diferente como? — Não era pânico. Era alerta. A psicóloga encostou a caneta. — Seu corpo aprendeu algo naquele dia. Mesmo que sua memória ainda não tenha organizado isso em palavras. — Então pode ser real. — Pode. — disse. — Ou pode ser uma associação que sua mente criou para se proteger. Não temos como saber agora. Suspirei. — Odeio não saber. — Todo mundo odeia. — ela respondeu, simples

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   Capítulo 19. Fissuras.

    Rose A primeira coisa que voltou foi o som. Um bip insistente, ritmado, como se alguém estivesse marcando o tempo por mim. Depois, o cheiro — limpo demais. Álcool, plástico, algo estéril. Não havia fumaça. Não havia calor. Abri os olhos com dificuldade. A luz branca do teto me fez piscar várias vezes, até que as formas começaram a se ajustar. Hospital. A palavra se formou lenta, mas sólida. Minha garganta queimava. Cada inspiração vinha curta, arranhando por dentro, como se o ar ainda tivesse farpas. Tentei me mexer, e um peso suave sobre a minha mão me impediu. — Ei… — a voz veio rouca, quase inexistente. Os dedos apertaram os meus no mesmo instante. — Estou aqui. Virei o rosto um centímetro. Foi o suficiente para vê-lo sentado ao lado da cama, o corpo inclinado para frente, como se tivesse passado horas exatamente naquela posição. A barba por fazer marcava o cansaço. Os olhos… os olhos estavam vivos demais. Vigilantes. Como se ainda estivesse em combate. — Você

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   Capítulo 18 - No Limite

    Daniel 10h03 O rádio da polícia ainda chiava, mas nada do que vinham dizendo ajudava a encurtar a distância entre mim e Rose. O carro suspeito foi visto entrando em uma rua estreita na zona norte… mas a câmera seguinte estava desligada. Pista morta. Eu apertei o volante até sentir os dedos formigarem. — Droga… — O palavrão saiu baixo, mas queimou na garganta. Jhon, ao meu lado, analisava o monitor portátil que a equipe dele tinha trazido. — Daniel… sem a placa completa, vamos depender de reconhecimento visual. E o último registro é de duas horas atrás. A informação caiu como pedra no estômago. Duas horas. Duas horas de vantagem para quem quer desaparecer. 10h26 Fomos até o endereço de uma suposta “garagem de fachada” que poderia abrigar o carro. Nada. Portão fechado, correntes novas, silêncio absoluto. Um cachorro magro latiu até a garganta secar, mas não havia ninguém ali. Eu caminhei em círculos na calçada, sentindo a respiração rasgar o peito. A imagem de Rose,

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   capítulo 17 cada minuto conta

    Rose O silêncio era pior do que qualquer ameaça. Não sabia se era madrugada ou manhã — não havia janelas visíveis, apenas as cortinas pesadas bloqueando qualquer luz natural. O ar estava carregado, denso, como se cada respiração me custasse um esforço extra. As cordas ainda marcavam meus pulsos, o formigamento já se transformando em dormência. Tentei mexer as pernas, mas elas também estavam presas. A cada movimento, o colchão velho rangia, denunciando minha tentativa de buscar uma posição menos dolorosa. O som de passos ecoou no corredor. Rítmicos. Lentos. Deliberados. Meu corpo inteiro ficou rígido. A maçaneta girou e Nathan entrou. Ainda trazia marcas roxas no rosto — provavelmente resultado da surra que levou de quem quer que estivesse atrás dele. Uma fina linha de sangue seco cortava o canto da boca, mas isso não apagava o brilho de satisfação em seus olhos. — Dormiu bem? — perguntou, fechando a porta atrás de si. Eu não respondi. Mantive o olhar fixo, tentando ler

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   capítulo 16 - Corrida contra o tempo .

    Daniel 7h58. Eu já estava na sala da Suzy, encostado na mesa de reuniões, olhando a tela do celular como se ela pudesse adiantar os ponteiros. O vidro do prédio refletia um céu nublado, e a editora tinha aquele cheiro de papel, café e ansiedade que normalmente me acalma. Hoje, não. — Ele confirmou ontem — disse Suzy, ajeitando uma pilha de dossiês. — Oito em ponto, lembra? Assenti sem tirar os olhos da porta. 8h03. Nenhum “bom dia”, nenhum passo no corredor. Só o ar-condicionado insistindo. A cadeira à minha frente continuava vazia, impecável. A cadeira que eu tinha reservado para o “Jorge”. Para o Nathan. — Manda a Michele tentar de novo — falei. Suzy já estava com o ramal no ouvido. — Caixa postal. — Ela mordeu o lábio. — De novo. Respirei fundo, abrindo minha agenda. Uma linha seca me encarava: Reunião: 8h — Nathan / Suzy / Rose. — E a Rose? — perguntei, automático. — Pedi para ela vir para a reunião. — Deve estar chegando. — Suzy forçou um sorriso que não en

  • A Escritora e o Estranho: Ecos de uma Noite de Paixão   capítulo 15 Na Teia do Inimigo.

    A noite já tinha engolido a cidade quando Daniel me deixou na porta do meu prédio. Eu sentia o corpo pesado, mas a mente estava desperta, como se cada pensamento fosse um fio puxando outro, formando um emaranhado impossível de desfazer. — Tenta descansar, pequena — disse ele, segurando minha mão por alguns segundos. Seus olhos tinham aquele brilho grave, como se carregassem segredos que não podiam ser compartilhados. Assenti, mesmo sabendo que o descanso era a última coisa que conseguiria encontrar. Vi-o entrar no carro e desaparecer na esquina, enquanto a brisa fria da noite arrepiava minha pele. Lá dentro, o apartamento parecia silencioso demais. Maxine não estava — provavelmente ainda na rua com alguma amiga. Liguei a chaleira e me sentei no sofá, olhando para a porta como se esperasse que alguém entrasse a qualquer momento. Era estranho... uma sensação persistente de que eu estava sendo observada, mesmo dentro de casa. Do outro lado da cidade, Daniel estacionava diante do

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