Se connecterCom sorte, não precisaríamos dar sinal algum. Por mais que eu quisesse vingança, o objetivo daquele dia era simplesmente resgatar Avery. Arrasar aquele lugar maldito ficaria para depois, quando tivéssemos recursos suficientes.— Fiquem perto. — Murmurei quando todos estavam prontos. — E mantenham a cabeça baixa.Aproximamo-nos do acampamento devagar, misturando-nos ao grupo de renegados que voltava das patrulhas. Os guardas mal olharam para nós quando passamos pelo portão. Meu coração martelava, mas mantive a expressão neutra e o passo casual.Uma vez lá dentro, me separei do grupo e segui na direção das jaulas. Não captei o cheiro dela. Para meu alívio, Avery não estava em nenhuma daquelas jaulas. Não reconheci nenhum dos escravos.Uma garota olhou para mim por um momento longo demais. Mas me virei depressa, assobiando, e continuei andando. Ela não me chamou nem me seguiu, e presumi que não tivesse me dado atenção.Depois de observar mais um pouco o acampamento, finalmente aviste
Ponto de vista de GideonPartimos assim que os primeiros raios de sol começaram a romper o horizonte.Eu mal tinha dormido, mas não me sentia cansado. Em forma de lobo, meu corpo era mais forte, mais rápido. Meus sentidos estavam focados em uma única coisa: encontrar Avery. O sono podia esperar.A jornada até o Desfiladeiro de Matthew foi longa e árdua. Cruzamos o Desfiladeiro do Homem Morto cedo naquela manhã, mas ainda havia mais de dezesseis quilômetros até chegarmos ao Desfiladeiro de Matthew. Sem estradas levando pela região, não tivemos escolha além de seguir a pé, transformados, correndo por quilômetros de floresta selvagem.Quanto mais nos aproximávamos do desfiladeiro, mais acidentada a mata ficava. Território renegado sempre era selvagem, mas estava claro que o Rei dos Renegados, ou Asher, como Dierdra o chamava, tinha escolhido sua localização estrategicamente.Ele queria garantir que nenhum lobo sensato ousasse se aproximar. Certificou-se de que o acampamento fosse col
— Preciso colher algumas ervas na floresta.Gestionei vagamente na direção das árvores além do acampamento.— Para a minha gravidez. Existem certas plantas que ajudam com náusea e fadiga. Sei onde encontrá-las.Asher recostou-se na cadeira, estudando-me.— Você quer sair do acampamento?— Só por um tempinho. E apenas com escolta.Forcei um sorriso doce.— Prometo que não vou fugir. Eu só... Preciso das ervas. Elas vão me ajudar a me sentir melhor. E um pouco de exercício também faria bem.Ele ficou em silêncio por um longo momento. Prendi a respiração, esperando. Por fim, assentiu.— Muito bem. Mas você precisa usar seu anel e permanecer à vista do guarda o tempo todo. Se tentar fugir, haverá consequências.— Entendo.Dei um passo à frente e, antes que pudesse pensar duas vezes, inclinei-me e beijei sua bochecha.— Obrigada.O olho bom de Asher se arregalou. Ele ergueu a mão e tocou o lugar onde meus lábios tinham estado, e um sorriso lento se espalhou por seu rosto.— De
Ponto de vista de AveryAcordei com o som de vozes do lado de fora da minha tenda.Meus olhos se abriram de repente. O sol mal tinha nascido, lançando um brilho pálido através da lona. Sentei-me devagar, puxando as peles ao redor dos ombros bem quando a aba da tenda se abriu.Asher entrou primeiro, seguido pela velha médica com seus ossos e contas. Meu estômago despencou.— Bom dia, bonequinha. — Asher disse.Ele sorriu, mas havia algo ainda mais frio e cruel naquele sorriso do que o normal.— A médica está aqui para fazer um exame de rotina em você e no bebê.— Um exame? Por quê?— Só para garantir que tudo esteja progredindo como deve.A médica avançou com passos arrastados.— Deite-se de novo, garota.Obedeci, abaixando-me sobre o colchão. Meu coração martelava enquanto a médica afastava as peles e levantava minha camisa, expondo minha barriga. Ela pressionou as mãos contra meu abdômen, apalpando e cutucando vários pontos.Asher ficou aos pés da cama, observando. Estava
— Só estou curioso sobre a paisagem. — Falei, dando de ombros. — Deve ter sido uma boa caminhada até levarem você para lá. Imagino que a mantiveram naquelas correntes horríveis o tempo todo.Dierdra corou de leve.— Eu... Eu não sei. Fiquei vendada a maior parte do tempo. E eles me carregaram.O garçom voltou e abriu nossa garrafa. Agradeci e a peguei, enchendo a taça dela até a borda. Coloquei um pouco mais na minha também, só para parecer que eu estava bebendo mais.Ela lambeu os lábios com avidez e tomou um gole longo.— Nossa, este vinho é bom.— Só o melhor para você, meu amor.Ela corou ainda mais, então afastou uma mecha de cabelo do rosto.— Eu me lembro de ter atravessado um riacho.Desfiladeiro do Homem Morto. Então o acampamento realmente ficava além dele. Mas isso eu já sabia.— E o acampamento em si? — Insisti. — Era grande? Pequeno?— Grande.Dierdra abanou a mão.— Enorme, na verdade. Centenas de renegados. Havia tendas por toda parte. E guardas. Tantos guar
Ponto de vista de GideonFiquei sentado na sala de espera enquanto Dierdra era examinada, batendo o pé contra o piso de linóleo. Meu lobo andava de um lado para o outro dentro do meu crânio, inquieto e furioso. Cada segundo que eu passava ali era um segundo desperdiçado.Avery ainda estava lá fora, sozinha, possivelmente presa com o Rei dos Renegados e desesperada por ajuda.Mas, em vez de ir até ela, eu estava sentado no consultório médico, entrando nos joguinhos de Dierdra. Tudo porque precisava pegá-la na mentira.Pelo menos, quando ela fosse desmascarada, eu poderia seguir em frente sem que ela me atrasasse.A porta da sala de exames se abriu, e o médico saiu. Olhou para mim, então gesticulou para que eu o seguisse para dentro.Dierdra estava sentada na maca, com as pernas penduradas pela beirada. Pareceu nervosa no início, mas sorriu de leve quando me viu.— E então? — Perguntei.O médico pegou a prancheta e a estudou por um momento.— Senhorita Dierdra está perfeitamente
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Alguns dias depois, parei diante do espelho. Puxei a gola da camisola no ponto onde o ombro encontrava o pescoço. Minha marca de mordida já estava cicatrizada. Foi incrivelmente rápido. Toquei a pele lisa, sem acreditar.Agora não havia nenhuma indicação visível do que ac
(PONTO DE VISTA DE AVERY)— Que diabos... — Meu pai praguejou enquanto subia as escadas pesadamente.Ele e minha madrasta invadiram o quarto. Tentei recuar enquanto eles avançavam sobre mim no espaço reduzido. Zara agarrou meu braço e me girou bruscamente para que a mordida ficasse bem visível sob
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Um dos renegados zombou sem sequer olhar para quem estava atrás dele. — Caia fora, rapaz. Vá procurar sua própria garota...— Espere. Ele não é... — Outro gaguejou.Todos os renegados voltaram sua atenção para o homem atrás deles. Eu vi uma figura, toda de preto, parada a
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Eu tinha concordado em me entregar ao meu namorado, Ryan, pela primeira vez hoje à noite, no nosso primeiro Dia de Acasalamento.Quando escancarei a porta do seu quarto, vi-o exatamente como imaginei: nu e incrivelmente atraente. Mas havia outra mulher sobre ele. Minha me







