로그인Ponto de vista de AveryTroquei de roupa rapidamente, vestindo um suéter limpo e uma calça jeans, e passei uma escova pelo cabelo.Bjorn estava me esperando na sala da nossa suíte quando saí do quarto.A cor tinha voltado um pouco mais ao rosto dele, e ele andava de um lado para o outro, impaciente.— Você descansou? — Perguntei enquanto descíamos as escadas.— Não!Revirei os olhos, mas sorri.— Nem lembro da última vez que vi você tão animado assim, Bjorn.Ele não comentou.Era bom ver ele agindo como criança de novo.Mas aquilo também apertava meu peito, porque servia como um lembrete doloroso do quanto as terras humanas realmente tinham mudado ele.A sala de jantar ficava no térreo.Havia uma mesa comprida coberta de comida, e minha boca encheu de água no segundo em que entramos.Bjorn arquejou.A boca dele se abriu ao ver toda aquela carne assada, vegetais frescos, pães ainda soltando vapor do forno e tigelas de ensopado perfumado.— Por que a gente não come assim?
— Sou.— Isso explica muita coisa. — Bjorn disse. — Eu já achava você muito grande antes, mas não sabia que era um Alfa. Quer dizer, meu lobo disse que você era, mas eu não acreditei nele. Sem ofensa.Sebastian soltou uma risada pelo nariz.— Nenhuma.A propriedade parecia ainda maior do que eu lembrava da noite do evento.Ou talvez só parecesse assim à luz do dia.O Beta de Sebastian, Colt, apareceu e se ofereceu para mostrar a casa a Bjorn enquanto Sebastian me levava até nossos quartos.Bjorn se virou imediatamente para mim.— Posso?— Você estava com febre dois dias atrás. — Avisei.— Eu estou bem. Mãe, olha pra mim.Ele abriu os braços.— Estou bem.E realmente parecia.Na verdade, parecia melhor do que vinha parecendo havia muito tempo.Seja lá o que existia no território das alcateias, claramente já estava fazendo efeito.— Só... Fica com Colt. — Falei. — E nada de sair correndo por aí.Bjorn já estava indo antes mesmo de eu terminar a frase.Sebastian observou
Ponto de vista de AverySaímos às sete da manhã seguinte.O céu estava cinzento e carregado, prometendo mais chuva no horizonte.Acordei Bjorn e vesti nele um conjunto de moletom quente. Enquanto eu colocava as coisas no carro, minha mãe o acomodou no banco de trás com uma garrafa térmica cheia de mais daquele caldo.— Ele parece melhor hoje de manhã. — Minha mãe comentou assim que ele se ajeitou. — Como se só a promessa de ir já estivesse curando ele.Soltei uma risada pelo nariz.— Talvez então a gente possa dar meia-volta no meio do caminho.— Eu ouvi isso! — Bjorn protestou.Logo depois, começou a tossir.Quando terminei de colocar tudo que precisávamos no carro, fechei o porta-malas e me virei para minha mãe.Meus ombros caíram com um suspiro.— Bem, acho que é isso.— Vem cá, meu amor.Minha mãe me puxou para perto e me abraçou forte por um momento.— Vai ficar tudo bem. Você vai ver.Assenti, torcendo para que ela estivesse certa.Então Bjorn e eu fomos embora.
Eu gostava da objetividade de Claire.Passamos a hora seguinte revisando tudo.Ela fez anotações, organizou compromissos na agenda e montou um plano para os próximos dias.Saber que deixaria tudo nas mãos dela me deixou bem mais tranquila.Depois da reunião, cuidei do restante dos assuntos do dia, garantindo que tudo estivesse em ordem.Na prática, foi um dia normal de trabalho.Participei de reuniões.Conduzi uma conferência.Atendi ligações.Preenchi documentos.Mas, durante o dia inteiro, continuei olhando para a porta da minha sala, com medo de que Gideon aparecesse ali agora que sabia quem eu era nas terras humanas.Ele não apareceu.Já era alguma coisa, eu supunha.No fim do expediente, eu estava exausta e só queria voltar para casa e ver como Bjorn estava.Mas ainda faltava fazer uma última coisa.Fiquei sentada por um momento com o celular no colo.Então procurei o número de Sebastian.Ele atendeu no terceiro toque.— Avery?— Preciso pedir uma coisa. — Falei
Ponto de vista de AveryA febre de Bjorn cedeu em algum momento antes do amanhecer, mas pela manhã ele ainda estava péssimo.Ele estava acordado quando fui vê-lo antes de ir trabalhar, mas por pouco.Seus olhos estavam vidrados, a pele pálida e as bochechas fundas. As olheiras escuras ao redor dos olhos me assustaram assim que entrei no quarto.— Como você está se sentindo? — Perguntei.Ele apenas olhou para mim e tossiu.Resposta suficiente.Encostei o dorso da mão na testa dele.Pelo lado positivo, a febre parecia ter baixado.Era o único “lado positivo”.— Volta a dormir. — Falei. — Daqui a pouco trago alguma coisa para você comer.Ele fechou os olhos sem discutir.Aquilo me preocupou mais do que qualquer outra coisa.Ultimamente, Bjorn discutia por tudo.Então, se não tinha forças nem para isso, significava que estava realmente muito doente.Lá embaixo, minha mãe já estava na cozinha.Claramente estava acordada havia algum tempo. Havia uma jarra cheia de café pronto
Ponto de vista de GideonEu a reconheci antes mesmo de ela baixar completamente o vidro.Os olhos verdes e afiados.O cabelo escuro e liso, sempre preso num coque impecável com uma presilha.O jeito como sorria para mim como se já esperasse me encontrar atolado numa vala, numa estrada secundária, no meio da noite, como se aquilo fizesse parte de algum plano que tinha traçado no começo da semana.Conhecendo Fiona, provavelmente fazia.— Fiona. — Falei, sem emoção, à guisa de cumprimento.— Alfa Gideon.Ela olhou além de mim, para o carro, e inclinou a cabeça.— Parece que você está numa situação um pouco complicada.— Eu sei.Ela colocou o carro em ponto morto e desceu, embora eu não tivesse pedido.Como sempre, usava saltos finos e um vestido preto justo sob um sobretudo de grife.Eu nunca tinha visto Fiona usando algo casual.Aquilo era culpa do pai dela, claro.Ela tinha apenas dezessete anos, prestes a completar dezoito, mas nunca tinha tido permissão para agir de aco
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O belo Alfa se aproximou, encarando meu pescoço. Seus olhos eram punhais afiados perfurando minha pele. O próprio ar ao redor dele ondulava com intensidade enquanto ele me prendia no lugar com o olhar.Ah, merda, merda!Meus instintos gritavam para eu fugir desse predado
(PONTO DE VISTA DE AVERY)O som da chave girando na minha porta pareceu obscenamente alto.Quando Zara entrou, seu rosto ostentava uma expressão altiva e satisfeita. Meu estômago afundou. Isso não seria bom.— Que sorte a sua. Você vai viver um pouco mais. — Informou ela, jogando uma pilha de rou
(PONTO DE VISTA DE AVERY)Alguns dias depois, parei diante do espelho. Puxei a gola da camisola no ponto onde o ombro encontrava o pescoço. Minha marca de mordida já estava cicatrizada. Foi incrivelmente rápido. Toquei a pele lisa, sem acreditar.Agora não havia nenhuma indicação visível do que ac
(PONTO DE VISTA DE AVERY)— Que diabos... — Meu pai praguejou enquanto subia as escadas pesadamente.Ele e minha madrasta invadiram o quarto. Tentei recuar enquanto eles avançavam sobre mim no espaço reduzido. Zara agarrou meu braço e me girou bruscamente para que a mordida ficasse bem visível sob







