Compartilhar

A Mulher Casada em Êxtase na Academia
A Mulher Casada em Êxtase na Academia
Autor: Alface

Capítulo 1

Autor: Alface
Meu nome é Lívia. Desde pequena, sempre tive um corpo cheio de curvas, daqueles que despertam inveja e desejo por onde passam.

Na época da escola, inúmeros colegas não tiravam os olhos dos meus seios fartos e empinados. Riam, faziam piadas maldosas, inventavam apelidos constrangedores.

Depois de casada, eu me tornei exatamente o tipo de mulher que faz todos os homens na rua virarem a cabeça, uma esposa madura, bonita, impossível de ignorar.

Mas meu marido… Ele só tinha aparência. Bonito por fora, vazio por dentro. Nem seis meses depois do casamento, já me deixava sozinha na cama, viajando o mundo a trabalho, sempre ausente.

Dizem que, depois dos vinte e cinco, a mulher entra numa fase em que a solidão e o vazio chegam com mais facilidade.

Todas as noites, eu só conseguia me encolher debaixo das cobertas, apertar as pernas com força, levantar devagar a saia e explorar meu próprio corpo com a mão.

Depois do prazer, eu ficava encarando o teto. Lágrimas escorriam em silêncio.

Não era suficiente. Nada daquilo bastava.

Eu queria um homem feroz. Alguém que me segurasse pelo pescoço e me prendesse com força contra a cama. Eu queria alguém capaz de realmente me preencher.

Esse desejo gritava dentro de mim, cada vez mais alto. E os brinquedos já não conseguiam mais me satisfazer.

Até o dia em que comecei as aulas na academia.

A academia tinha trocado meu instrutor.

Dessa vez, colocaram no meu caminho um universitário alto, com cerca de um metro e oitenta e três. Ombros largos, cintura fina, o tipo de corpo que parece ter sido esculpido para provocar.

Quando entrei, ele estava levantando a barra com intensidade, exibindo sem pudor cada linha dos músculos. A força daqueles braços dava a impressão de que ele poderia me erguer do chão com uma única mão.

O ar da academia inteira parecia impregnado de hormônios masculinos. Toda aquela agitação que eu mal tinha conseguido conter dentro de mim foi incendiada de uma vez. Quase tive vontade de correr até ele, me jogar e montar no seu colo ali mesmo.

Meu olhar desceu sem pedir permissão e parou entre as pernas dele. Havia ali um movimento inquieto, quase vivo.

Era simplesmente… Grande demais.

Grande a ponto de me deixar sem palavras.

"Se eu fizesse aquilo com ele… Será que meu corpo aguentaria sem ser rasgado por dentro…?"

— Você veio treinar? Entra. O seu treinador anterior pediu licença, hoje eu fico no lugar dele. Meu nome é Antônio.

A voz dele me arrancou dos pensamentos. Eu abaixei a cabeça, o rosto em chamas, tentando esconder as imagens indecentes que tinham acabado de atravessar minha mente ao encarar aquele corpo jovem.

— Ah… Tá.

— Então vamos começar. Senta ali na bola de pilates primeiro. Vamos fazer alguns movimentos de aquecimento.

Antônio pegou a bola e trouxe até mim. Seguindo o gesto dele, me sentei, mas meu equilíbrio não era dos melhores. Meu corpo começou a balançar de um lado para o outro.

De repente, escorreguei para a frente.

Antes que eu pudesse reagir, meu corpo inteiro se chocou com força contra o peito firme de Antônio. Bati direto nos músculos duros e quentes dele.

O cheiro, aquele aroma inconfundível de hormônios masculinos, me envolveu por completo. Eu estava há tempo demais sem qualquer contato com um homem. Naquele instante, cada célula do meu corpo parecia inquieta, ardendo de desejo.

— Cuidado.

Com medo de que eu caísse, Antônio estendeu a mão e segurou a minha cintura.

As mãos grandes dele envolveram com firmeza minha cintura fina. Por causa do meu balanço, o braço dele roçava de vez em quando na altura do meu peito, provocando uma sensação ao mesmo tempo de cócegas e eletrizante, que me fazia arrepiar inteira.

Eu me sentia completamente sob o controle dele. Como se bastasse um pequeno descuido para eu simplesmente derreter ali mesmo.

— Pronto. Vamos trocar o movimento. Agora usa a força do abdômen e se deita sobre a bola.

Antônio falava com total seriedade, concentrado no treino, sem perceber que o contato involuntário já tinha incendiado meu corpo. Minha pele estava quente, o rosto completamente ruborizado, denunciando tudo o que ele parecia não notar.
Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 9

    Soltei uma risada fria e devolvi a pergunta:— Esse vídeo… Você tem certeza absoluta de que encontrou na internet? Ou será que não foi você mesmo quem pagou alguém para forjar tudo isso?Um lampejo de pânico atravessou o olhar dele. Gabriel se apressou em rebater, a voz subindo de tom:— O que você quer dizer com isso? Para de distorcer as coisas. Traição é traição. As provas estão aí, bem na sua frente, e você ainda tem coragem de negar.No instante seguinte, apresentei ao juiz a gravação da conversa que tive com Antônio no café.— Foi o Gabriel quem vinha me drogando aos poucos. — Declarei, com a voz firme. — E foi ele quem contratou o Antônio para me seduzir e fabricar essas provas. No áudio, tudo fica claro. Antônio e eu nunca tivemos absolutamente nada. Essa evidência é falsa.Levantei o olhar e encarei Gabriel sem piscar.— Você não precisa continuar bancando a vítima diante de todos. Porque quem traiu esse casamento foi você.Respirei fundo e continuei, cada palavra pesada como

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 8

    Para se proteger, ele chegou ao ponto de trocar a senha do celular. Brigamos feio, uma discussão enorme, e acabamos dormindo em quartos separados.Como não havia mais espaço para avançar por esse lado, mudei de estratégia. Se não podia mexer com ele, iria direto nela.O hacker conseguiu para mim o número de telefone da Patrícia. Assim que tive o contato, liguei sem hesitar.— Vamos nos encontrar. Quero conversar com você sobre o Gabriel.Amantes não suportam ser provocadas, ainda mais quando escutam alguém falando com o tom da esposa legítima. Ela não conseguiu se conter. Veio ao encontro furiosa, quase espumando de raiva.— Vou deixar isso bem claro. — Disse ela, sem me dar tempo de abrir a boca. — A amante é quem não é amada. Eu sou a mulher do Gabi. Ele já está preparando os papéis do divórcio com você. Quando isso acontecer, você não vai ficar com nada. Vai sair humilhada, de mãos vazias. Não se iluda só porque ainda é esposa no papel. No máximo em duas semanas, você não vai ser c

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 7

    Chega a ser ridículo.Depois de ter sido provocada por Antônio, eu ainda cheguei a achar que o problema era eu, que tinha sido libertina demais, que tinha passado dos limites. Senti culpa, me senti em dívida com o meu marido e cheguei até a pensar em como compensá-lo.Hoje, só sinto nojo.Gente como ele é que deveria sair de casa sem nada, sendo apontada e desprezada por todos.O próximo passo era claro. Eu precisava encontrar provas da traição dele.Depois disso, contratar um advogado e entrar com o pedido de divórcio.Quem sairia de mãos vazias… Com certeza não seria eu.As viagens de trabalho do meu marido quase sempre eram para a cidade vizinha, a pouco mais de cem quilômetros daqui. Por isso, ele sempre ia de carro.Se eu quisesse encontrar vestígios da traição, o lugar mais óbvio era o carro dele.Inventei uma desculpa. Disse que o meu estava na oficina para revisão e que precisaria usar o dele por alguns dias.Meu marido fez cara feia no começo, claramente contrariado. Mas, naq

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 6

    Ele se virou para ir embora. Eu não hesitei e falei, de forma direta:— Se você sair agora, eu vou procurar pessoalmente o professor de vocês e contar tudo.Ele parou imediatamente, exatamente como eu previa. Ficou imóvel por alguns segundos e, por fim, disse, resignado:— Dá pra não envolver a faculdade nisso? Vamos sair daqui. Eu te conto tudo o que você quiser saber.Escolhi um café ali perto. Assim que nos sentamos, fui direto ao ponto, sem rodeios:— Como você conheceu o meu marido? Por que ontem, na academia, você fez aquilo comigo do nada? É melhor dizer a verdade. Eu já vi as conversas entre você e ele.Antônio ficou tão nervoso que as mãos começaram a tremer. Diante da minha postura, ele não tentou mais esconder nada.— Eu juro que sou inocente. Foi ele quem postou no mural da faculdade procurando alguém pra um trabalho temporário. Como eu poderia imaginar que era esse tipo de coisa? Mas ele ofereceu dez mil reais. Dez mil… Qualquer um ficaria tentado, né?Ele respirou fundo a

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 5

    — Você já é casada e ainda fica tendo essas paixonites? — Ele respondeu com desdém. — Já que achou o treinador tão bom assim, então vai treinar mais. Quem sabe ele ainda te dá um descontinho."Meu marido está… Me incentivando a me aproximar de Antônio?"Como marido, ele não sentia nem um pingo de ciúme. Nenhuma vontade de me possuir, de me proteger.Uma ponta de decepção me atravessou. Baixei os olhos e suspirei de leve.— Tá bom… Então espera só eu me aproximar dele. Vai que a gente se dá bem e eu te largo, né?Ele não respondeu.Esperei alguns segundos e virei o corpo devagar para ver o que ele estava fazendo.Foi então que vi.Ele estava digitando uma mensagem para Antônio.[Conseguiu a prova ou não? Te dou no máximo mais um dia. Me manda logo. Eu não aguento mais passar nem um dia assim.]Então ele conhecia Antônio.Por que tinha fingido não saber quem ele era diante de mim?Eu ia abrir a boca para questionar, quando vi outra coisa.Meu marido abriu a conversa com um advogado e env

  • A Mulher Casada em Êxtase na Academia   Capítulo 4

    No exato momento de maior perigo, a porta da academia foi empurrada de repente.— O treinador Jorge não está? Por que só tem dois alunos aqui?Era o dono da academia.Assustada, desliguei o telefone na mesma hora. Empurrei Antônio para longe e me vesti às pressas, fingindo que nada tinha acontecido. De cabeça baixa, caminhei rapidamente em direção à saída.— Professor Antônio, eu já vou indo.Quando cheguei em casa, meu rosto ainda queimava de vergonha. Eu mal conseguia encarar alguém. Minha mente não parava de repetir tudo o que tinha acontecido na academia."O que foi que eu fiz…?Eu quase fiz algo imperdoável com o meu marido."Era verdade que ele passava pouco tempo em casa, sempre viajando a trabalho. Mas, quando se tratava de dinheiro, nunca me negava nada. Toda vez que ele voltava exausto, eu sentia pena. Tudo aquilo era pelo nosso lar.E, mesmo assim, eu quase perdi o controle. Quase cometi algo que não teria perdão.Ainda bem que alguém apareceu. Se não fosse por isso, aquela

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status