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Capítulo 2

ผู้เขียน: Liora
Meu pai nunca gostou dos Dragões Negros, mas conhecia bem a minha teimosia. Tudo o que conseguiu fazer foi franzir a testa e tentar me dissuadir:

— Os Dragões Negros mal estão conseguindo sobreviver. Se passar por alguma dificuldade, não tenha vergonha de pedir ajuda à Lucia.

Lucia acabava de voltar e escutou a última frase. Revirou os olhos na minha direção e soltou uma risada debochada ao entender o que nosso pai estava pedindo a ela.

— Você enlouqueceu de vez, Sadie. Todo mundo sabe que os Dragões Negros estão racionando comida. Escolher se casar com um deles é pedir para passar fome.

— Os Lobos não passam por isso. Vivem cercados de luxo, poder e guardas pessoais. Quando saem, estão sempre protegidos por uma dúzia de guerreiros. Se não suportar o sofrimento, ajoelhe-se e me implore. Talvez eu considere ajudar.

Riu com prazer, ignorando o constrangimento estampado no rosto do criado ao lado.

De fato, os Lobos eram ricos. E Silas tinha fama de leal e confiável. Se Lucia conseguisse engravidar dele, poderia se tornar a Primeira Dama da Aliança.

O que ela não sabia é que gerar um filho com outro clã, mesmo carregando Bênçãos, era algo extremamente difícil para as humanas.

Silas era um lobo movido por ambição. Queria um filho nascido com Bênçãos para consolidar seu domínio sobre os três clãs.

Na vida passada, ele me envolveu em gestos de ternura e afeto no início. Durante seis meses, demonstrou o tipo de cuidado que faria qualquer mulher acreditar no amor. Mas, como a gravidez não vinha, ele começou a me torturar.

Só consegui continuar viva porque procurei um xamã e aceitei realizar um ritual ancestral em troca de todas as minhas Bênçãos. Foi assim que consegui engravidar de Zion.

Baixei os olhos.

— Não se preocupe, Lucia. Foi essa a escolha que fiz. Aceitarei o que o futuro me reservar.

— Para com essa encenação. Parece até que vai se casar com um dragão selvagem à beira da extinção.

— Espera só. Eu serei a primeira a dar à luz um filho mestiço. Meu filho vai governar os três clãs!

Lucia odiava a minha calma. Com um gesto brusco, empurrou o vaso sobre a mesa, que caiu em estilhaços no chão. Saiu furiosa sem olhar para trás.

Voltei a preparar meu vestido de noiva no quarto.

Meu casamento foi adiado por dois dias — porque Lucia se enfiou na cama de Silas, e eu fui obrigada a escolher outra aliança.

Os Dragões Negros ainda estavam fracos. Pobreza e incerteza os cercavam. Nem mesmo sabia se conseguiriam preparar um vestido de noiva para mim.

Não esperava que Liam aparecesse pessoalmente para entregar dez caixas de presentes.

Entre elas, havia um vestido de noiva digno da realeza.

Era negro como a noite, bordado com linhas douradas que desenhavam um dragão imponente. Escamas pretas reluziam na gola, e a saia, fluida e farta, se abria em camadas luxuosas a partir da cintura.

Ele colocou a caixa no chão com cuidado.

— Este é o vestido da Rainha dos Dragões Negros. As escamas decorativas vieram da parte mais sólida da minha armadura. — Virei o rosto em sua direção e encontrei seus olhos cor de âmbar, límpidos e serenos. Seu rosto era anguloso, sua presença envolta por uma aura quente. Não havia nele traço algum do dragão cruel de que todos falavam.

— É a primeira vez que um Dragão Negro se une a uma humana numa aliança. Estamos preparando esta cerimônia com todas as honras. Se precisar de qualquer coisa, me avise. — Completou.

Meus dedos roçaram o tecido. O dourado cintilava sob a luz. Um brilho nobre e silencioso.

— Eu amei. — Sussurrei.

Quando me preparei para guardar o vestido, a porta foi escancarada.

Lucia entrou de braços dados com Silas.

— Só isso que o Dragão Negro te deu, Sadie? Um vestido? Silas trouxe vinte vestidos de gala pra mim. Cada um com joias combinando. Quase desmaiei de tanto escolher.

Silas a olhou com ternura.

Lucia não fazia ideia... A tal "lealdade" de um lobo não passava de um impulso fisiológico. Os instintos animalescos de reprodução vinham acima de qualquer coisa. E sendo Silas o Rei dos Lobos de Prata do norte, esse impulso se tornava ainda mais agressivo.

Ela não conhecia nenhum ritual secreto. Sadie se perguntava quanto tempo levaria até Lucia experimentar a mesma tortura que ela sofreu — quando, depois de seis meses sem engravidar, o lobo finalmente revelasse quem era.

Liam se voltou para mim com um olhar firme. Sua voz saiu baixa, mas carregada de convicção:

— Estou disposto a amar e proteger você por toda a vida, só porque aceitou se casar comigo, Senhorita Quentin.

Lucia revirou os olhos.

— Até parece! Um Dragão Negro dizendo essas besteiras. Quero ver se continua tão doce quando descobrir que não vai poder ter filhos.

Tudo o que importava para Lucia agora era gerar um herdeiro. Desde que foi expulsa pelos Dragões de Prata por ser estéril, aquilo virara uma obsessão.

Olhei para ela e sorri. Não um sorriso qualquer, mas um carregado de intenção.

— Se eu fosse você, me preocuparia com seu próprio marido, Lucia. Você não para de encarar o meu noivo. Está com pensamentos indecentes?

O rosto dela se contorceu. Silas puxou sua mão e se virou, levando-a dali às pressas.

A porta se fechou, mas ainda escutei a voz esganiçada de Lucia do outro lado:

— O próximo governante será...

Patética. Achou mesmo que, só porque renasceu antes de mim, teria o luxo de escolher primeiro e garantir uma vida fácil.
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