LOGINNo dia em que descobri que eu era a falsa herdeira de uma família poderosa, a verdadeira herdeira invadiu minha casa e cravou várias facadas no meu ventre, tirando de mim a chance de ser mãe. Meu noivo explodiu de raiva ao saber disso, e meus pais declararam que nunca a reconheceriam como filha. Para me confortar, eles agiram rápido. Meu noivo me pediu em casamento no mesmo dia, e meus pais escreveram uma carta pública rompendo qualquer laço com ela, pedindo que eu focasse na minha recuperação. Depois, disseram que a verdadeira herdeira fugiu para o exterior e acabou sendo vendida para a Venezuela. "Colheu o que plantou", foi o que disseram. E eu acreditei. Seis anos após o casamento, porém, vi algo que jamais imaginei: a verdadeira herdeira, que deveria estar sofrendo em outro país, estava bem ali, na minha frente. Ela exibia uma barriga de grávida enquanto se apoiava no ombro do meu marido, suspirando: — Seis anos atrás, se eu não tivesse perdido a cabeça e cometido aquele erro, Valentina nunca teria tido a chance de se casar com você. Ainda bem que você e os meus pais ficaram do meu lado. Caso contrário, eu teria sido presa por causa daquela impostora. Aposto que ela nunca imaginou que eu estivesse vivendo bem debaixo do nariz dela todos esses anos. E agora, ainda estou esperando um filho seu! Quando eu der à luz, você arruma uma desculpa para adotar a criança, e aquela impostora vai passar o resto da vida cuidando do meu filho como uma babá. Obrigada por tudo, Bernardo. Ela o olhou com olhos cheios de amor e Bernardo Alves corou. — Não diga isso. Casar com ela foi a única forma de garantir que você pudesse continuar vivendo livremente de jeito limpo. Enquanto você estiver bem, tudo vale a pena para mim. — Respondeu Bernardo. O homem que eu acreditava ser meu grande amor estava me enganando desde o início. Bernardo nunca me amou. Meus pais só se importavam em proteger a filha de sangue legítima deles. Se era assim, eu não precisava mais deles. Nenhum deles!
View More# Chapter 1: The Life I Can Barely Afford
*Sloane*
My phone buzzed at 6:45 in the morning, and I already knew it wasn't good news. Good news doesn't buzz that early.
A message from my bank sat on the screen, bright and cheerful like it hadn't just ruined my whole day. *Your balance is $2,340.17.* I already knew where every dollar of it was going before it even left my account — Mom's tests, Mateo's school fees, rent, the lights, the water, all the little things that stop feeling little when they show up on the same day. I did the math fast and grim, the way I always do, and landed where I always land. Nothing left over.
It's not like I waste money. I haven't bought new shoes in over a year. I bring lunch to work in a plastic container older than some of my coworkers' relationships. The problem was never how I spend it. The problem is there just isn't enough of it.
My phone buzzed again. A call this time. Mom.
"Hey, sweetheart." Her voice was warm, the way it always is, like she'd practiced sounding fine before she picked up. "I'm fine. Really. Just a few more tests, that's all."
A few more tests that cost money neither of us had. "Okay," I said. "I'll handle it. Don't worry about the cost, just worry about resting."
"Sloane—"
"I said I'll handle it."
She let it go, the way she always does. She tries to protect me from worrying. I try to protect her from worrying that I'm worrying. Neither of us wins.
A text from Mateo followed a minute later. *Sorry to bother you. School f*e deadline's in two weeks. It's fine if you can't—*
*Don't apologize. I've got it,* I wrote back, even though I had no idea how.
That's the thing about being the one everyone leans on. You say "I've got it" so many times that people believe you, even while you're quietly panicking on the inside. I don't complain to my mom. I don't complain to Mateo. I just find a way. I always find a way.
I got up and got dressed, telling myself what I tell myself most mornings. *Today could be the day.*
I work at one of the biggest news organizations in the city, which sounds impressive at parties and means almost nothing on my bank statement. I'm a junior investigative reporter — plenty of hard work, very little of the getting-paid-for-it. I have talent, and my editor's said as much more than once. What I don't have yet is *the story*. The one that gets my name on the front page instead of buried on page nine. Not for the fame. Because a bigger story means a better title, and a better title means a paycheck that might finally cover everything my family needs without me holding my breath every time my phone buzzes.
By the time I left the building that evening, the sun was going down over a street I still can't quite believe I live on. Tall glass buildings. Doormen in neat uniforms. Women walking dogs that cost more than my monthly rent. I can't actually afford any of it — I only live here because my company covers part of the housing cost for employees working late-night stories in the city. My job put me here, right in the middle of a world I get to look at every day but never touch.
I was almost at my building when I heard the ripple of noise down the block. People stopping. Phones coming up. A woman near me grabbed her friend's arm and whispered, way too loudly, "Oh my gosh, that's him."
I didn't need to look to know who "him" was.
I looked anyway.
Rhys Calloway was climbing out of a car that probably cost more than everything I owned combined, wearing a dark jacket like he hadn't even tried and somehow still looking like he'd stepped out of a magazine. A couple of guys called his name. He gave a small, easy wave, used to being looked at, because he was.
Hockey's biggest star. Rich. Famous. Adored by half this city.
My neighbor.
For one second, across the street, his eyes landed on me. No smile. No nod. Just a look, like he was cataloguing me as *the girl from next door* and nothing more, before he turned and walked into the building like the whole street belonged to him.
Something in my chest went tight and annoyed, the way it always does when I see him.
I don't even fully know why I dislike him as much as I do. I just know that I do.
I went up to my apartment, dropped my bag by the door, and kicked off my shoes. Through the peephole, if I leaned just right, I could see his door across the hall. Perfect and shiny, like everything else about his life.
“Of all the buildings, in all of New York, I had to end up living next door to him.”
I went to bed already dreading the next morning.
I still couldn't explain why that man irritated me before he'd even opened his mouth.
But nothing prepared m
Le for the rainy Tuesday that made everything so much worse.
Enquanto Melissa ainda pensava em Bernardo, ele estava parado do lado de fora da casa dos meus pais biológicos.Depois de sair dali, eu decidi procurar meus pais biológicos, mas minha intenção era apenas me despedir.Isso porque, no passado, Bernardo havia me dito que meus pais biológicos não gostavam de mim. Segundo ele, eles achavam impossível que uma filha que nunca cresceu com eles pudesse se comparar àquela que foi criada sob seus cuidados.Depois que Melissa desapareceu, eles passaram a me odiar ainda mais. Durante todos esses anos, eu me convenci de que erros são erros e que eu não precisava invejar Melissa. Meus pais adotivos me amavam, e isso era suficiente.Mas, no fim, tudo não passava de um sonho. Quando acordei, estava de volta ao ponto de partida.Para minha surpresa, bastou um encontro para minha mãe biológica correr até mim, chorando, e me abraçar com força. Ela reclamou que eu havia demorado anos para voltar e confessou que tinha medo de que eu só procurasse por eles p
Dessa vez, até Bernardo ficou sem palavras. O plano para livrar Melissa da culpa tinha sido ideia dele. Desde a época do estágio, ele achava Melissa uma garota gentil e adorável."Uma menina como ela só poderia ter machucado alguém por desespero", pensava ele na época. Ele gostava tanto dela que estava disposto a resolver qualquer problema por ela.Mas quem imaginaria que, seis anos depois, Melissa não apenas causaria mais confusões, como ainda teria a ousadia de agir com tanta arrogância? Se fosse comigo, eu nunca faria isso.Ele não conseguiu evitar que um pensamento sobre mim passasse pela sua mente. Lembrar-se das minhas qualidades só o deixou ainda mais impaciente.— Melissa, ninguém nesta casa te deve nada. Há seis anos, eu e seus pais já resolvemos um grande problema para você. Agora, seis anos depois, não pense que vai sair ilesa de novo. Assim que eu encontrar Valentina, você vai implorar o perdão dela. Se ela não te perdoar, não conte comigo para resolver essa bagunça.Depois
— A falta de vergonha da família Souza realmente me surpreende. Mas não tem problema, tudo o que você acabou de dizer está gravado. Se algo acontecer com a Valentina, a polícia vai vir direto atrás de você.O vizinho ajeitou as mangas da camisa e levantou o celular, exibindo a tela como prova.— O Sr. Souza não vai me impedir de sair, vai? Ainda bem que eu já estava preparado. Estou transmitindo ao vivo neste momento. O senhor sabe o que isso significa, não sabe? — Continuou o vizinho, enquanto apontava para o celular.Os comentários na transmissão eram todos de apoio ao vizinho e críticas pesadas à família Souza.O pai fechou os punhos com força, mas permaneceu em silêncio, apenas observando o vizinho sair da casa. Assim que a porta se fechou, ele se virou e, sem pensar duas vezes, desferiu um soco no rosto de Bernardo:— Agora me explica o que está acontecendo! Para onde a Valentina foi? E essas fotos? De onde elas vieram? Eu não te falei para não expor a Melissa enquanto não tivésse
As palavras do vizinho deixaram Bernardo completamente paralisado, sua mente ficou em branco. Por um momento, ele até esqueceu meu desaparecimento.— De onde você ouviu isso?A mãe foi a primeira a reagir. Ela agarrou a gola da camisa do vizinho e começou a interrogá-lo com desespero.O pai permaneceu em silêncio, mas sua expressão deixava clara a confusão que sentia. Ele também estava se perguntando como algo assim poderia ter acontecido. Eles sempre acreditaram que tinham escondido tudo perfeitamente, especialmente os meus pais, que praticamente me monitoravam 24 horas por dia. Se eu desaparecesse por um segundo, eles imediatamente ligavam para verificar.— O que está acontecendo? — Depois de refletir por um instante, o pai lançou um olhar penetrante para Bernardo. — Você se arrependeu? Contou a verdade para Valentina?Era a única explicação que ele conseguia imaginar.— Pai, mãe, Melissa acabou de engravidar. Como eu poderia fazer algo assim? — Bernardo tentou se justificar.Ele sac
A palavra "amor" saindo da boca dele fez meu estômago revirar de nojo.— E se eu não quiser? — Perguntei, olhando diretamente para ele.O homem à minha frente não hesitou nem por um segundo ao decidir que deveríamos nos livrar do meu filho. De repente, comecei a pensar que talvez perder a capacidade
Meu pai suspirou profundamente, concordando com minha mãe. Para eles, Melissa já tinha pago um preço alto demais. Na visão deles, eu não deveria guardar tanto ressentimento. Então, quase perder minha vida era algo que eu merecia?Baixei os olhos, deixando meu silêncio expressar minha insatisfação.B
Minha mãe estava extremamente aflita, batendo de porta em porta no banheiro, com medo de que algo tivesse acontecido comigo.— Estou aqui.Depois de enxugar as lágrimas, saí do banheiro com os olhos vermelhos e fiquei diante dela. Minha mãe, surpresa com minha aparência, tocou meu rosto com cuidado:
— Veio sozinha para cá? Está tudo bem? — Perguntou meu pai.Ele se posicionou naturalmente ao meu lado esquerdo, iniciando uma conversa leve comigo.Minha mãe lançou um olhar delicado para ele e apoiou a cabeça no meu ombro:— Não foi nada grave. Nossa filha está crescendo e agora sabe cuidar da gen






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