LOGINNapilitang magpakasal ang tanyag na abogadong si Elias Macini sa isang anak ng maid na si Dasha Rivera, sa tatlong taon nilang pagsasama ay hindi niya pinakitaan ng kabutihan ang babae, ngunit sa kabila nito ay pagmamahal pa rin ang binabalik ni Dasha. Natapos ang kanilang pagsasama noong nalaman ng lalaki na nagdadalang tao si Dasha, kaagad na nakipag-divorce si Elias sa kaniya at sumama sa tunay nitong mahal. Umalis ng mansyon si Dasha at isang aksidente ang nangyari na naging dahilan upang muli niyang makita si Samuel Valdez, ang una niyang naging asawa. Sa gitna ng kaguluhan sa kaniyang buhay at sa pag-alalang walang tatayong maging ama ng kaniyang anak, muli niyang pinakasalan si Samuel na walang kaalaman na ito ang desisyon na pagsisihan niya buong buhay.
View More— Eu nunca fui tão humilhada na minha vida! — A mulher que acabara de sair da sala de entrevistas praticamente gritou isso ao passar pela recepção como um furacão.
As outras candidatas se entreolharam. Algumas ajeitaram a postura. Outras checaram os currículos pela décima vez. Todas pareciam prontas para desistir.
Eu? Eu estava sentada numa cadeira desconfortável demais para um prédio tão chique, com uma barra de chocolate meio derretida na mão, que eu beliscava compulsivamente porque meus nervos estavam em frangalhos.
Calma, Mareu. Você consegue.
Mentira. Eu não conseguia. Mas também não tinha escolha.
Minha amiga Clara tinha me arranjado essa entrevista para digitalizar papelada no RH da empresa onde ela trabalhava. Algo temporário, entediante, mas era dinheiro. E era melhor do que continuar dormindo no sofá apertado dela, comendo miojo.
Ouvi a mulher ao meu lado suspirar alto e murmurar para outra candidata:
— Não sei se vale a pena tudo isso por uma vaga de babá de duas crianças birrentas...
Minha cabeça girou tão rápido que quase quebrei o pescoço.
Espera. Crianças? BABÁ?
A recepcionista tinha me mandado para a sala errada! Peguei a bolsa do chão com a mão livre, pronta para sair dali. Eu não fazia a menor ideia de como cuidar de criança — mal cuidava de mim! Tomara que ainda desse tempo de achar a entrevista certa.
Droga, tudo estava dando errado!
Mas para ser honesta, nada mais parecia dar certo na minha vida depois de Rafael, o golpista que fingiu estar apaixonado por mim só para ter acesso ao dinheiro da minha família.
Depois do escândalo, meus pais decidiram "resolver" minha vida. Arranjaram um casamento por contrato com um viúvo bilionário — alguém que eu nunca conheci, nunca vi, sequer quis saber o nome.
Fugi antes do jantar de noivado.
Já estava quase me levantando da cadeira, pronta para fugir daqui também, quando a outra candidata respondeu, com aquele tom de quem sabe de fofoca boa:
— Mas os benefícios são ótimos! Moradia, alimentação, salário generoso... e dizem que o patrão é um gato.
Congelei com a bolsa no colo.
Teto. Comida. Salário.
Sentei de novo, devagar, recolocando a bolsa no chão.
Bom... já que estou aqui...
Mordi mais um pedaço do chocolate e esperei.
Uma a uma, as candidatas foram chamadas, desapareceram pela porta e voltaram com cara de derrota.
— Homem grosso... — ouvi uma resmungar.
— Criança impossível... — outra completou.
O relógio parecia andar rápido demais e, ao mesmo tempo, não sair do lugar.
Quando a penúltima se levantou, já não restava ninguém além de mim e da minha barra de chocolate.
— Candidata número nove! — A voz da secretária ecoou pela recepção.
Levantei com as pernas bambas. A secretária abriu a porta da sala e anunciou:
— Senhor Novak, essa é a última candidata.
Depois olhou para mim e acenou com a cabeça.
— Pode entrar.
Respirei fundo e entrei.
A primeira coisa que senti foi o caos. Um bebê chorando alto num carrinho. O tipo de choro que perfura o cérebro. Uma menina de uns seis anos andando de um lado para o outro, mexendo num celular e falando alto como mini executiva, revirando os olhos para o choro do irmão.
E então... ele.
Céus! O homem estava sentado atrás de uma mesa enorme, terno impecável, gravata afrouxada, cabelo castanho escuro bagunçado como se ele tivesse passado a mão ali várias vezes por puro estresse. Olhos verdes, cansados, mas intensos. Maxilar marcado, ombros largos, presença que ocupava o ambiente inteiro.
Meu cérebro romântico e viciado em doramas pensou imediatamente: Nem na ficção tinha um protagonista masculino tão perfeito.
E então eu tropecei. No tapete. Meu pé prendeu na beirada, meu corpo se desequilibrou, e eu me agarrei na beirada de uma mesinha lateral. O copo plástico de água que estava em cima tombou. A água se espalhou pelo tampo e começou a pingar no chão.
O barulho ecoou pela sala. Até o bebê parou de chorar por dois segundos, confuso com o show de desastres.
Eu queria enfiar a cabeça num buraco e sumir do mapa.
Senhor Novak me olhou. Aqueles olhos verdes me analisaram de cima a baixo com uma expressão que eu não consegui decifrar. Cansaço? Incredulidade? Desprezo? Provavelmente tudo junto.
O bebê voltou a chorar, mais alto ainda.
Senhor Novak fechou os olhos por um segundo, como se reunisse toda a paciência do universo.
— Como pode perceber — disse, a voz grave, controlada —, minha filha derramou refrigerante em cima do seu currículo.
Olhei para a mesa. Havia uma folha de papel molhada, borrada, ilegível.
— O que eu preciso saber sobre você? Seja rápida. Eu não tenho todo o tempo do mundo.
Engoli seco.
— Meu nome é Maria Eu... — Merda. — Mareu. Meu nome é Mareu e...
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Você não sabe seu nome?
— Sei! É que... pode me chamar de Mareu. Tenho 26 anos e...
— Olha, Mareu — ele me interrompeu. — Você é a última candidata. Já entrevistei outras oito pessoas hoje. O bebê não para de chorar há horas e eu... — passou a mão pelo cabelo, bagunçando ainda mais. — Eu só preciso que alguém consiga fazer o básico. Se você fizer esse bebê parar de chorar, o emprego é seu.
— Sério?
— Sério.
É só um bebê. Quão difícil pode ser?
Caminhei lentamente até o carrinho. O bebê chorava mais alto ainda, como se soubesse que eu não fazia ideia do que estava fazendo.
Tentei empurrar o carrinho de um lado pro outro. O choro continuou.
Fiz uma careta engraçada. Nada.
Tentei balançar mais rápido. Só piorou.
— Então — a voz do Senhor Novak veio atrás de mim. — Como era sua rotina na última casa? Minha filha é bem ativa.
Ele quer conversar AGORA?
— Ahm... natação duas vezes na semana, tênis às quintas, hipismo no final de semana e depois do Rafael tinham as aulas de defesa pessoal...
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Defesa pessoal para criança? Interessante.
Ahh.
Ele estava falando de criança?
Eu tinha respondido sobre a minha rotina. A rotina que eu tinha quando ainda morava na mansão dos Valença.
Melhor improvisar.
— É! — forcei entusiasmo, ainda balançando o carrinho. — Super importante para... desenvolvimento da confiança delas! E autodefesa, claro. Defesa... muita... defesa. Auto.
Ele pareceu considerar isso, então continuou:
— E como você lida com birras?
Respirei aliviada. Essa eu sabia responder.
— Normalmente com chocolate e doramas. Quero dizer, depois de uma certa idade, não dá pra achar que birra vai resolver tudo. É só se sentar e esperar passar.
Os olhos dele se estreitaram levemente.
Merda.
De novo, Mareu?
Mas então ele disse, com um toque quase... divertido?
— Interessante. Chocolate como recompensa e distração visual. Funciona?
— ...Funciona sim.
Pelo menos pra mim.
— Viagens podem estar incluídas no trabalho. Tudo bem para você?
Tentei fazer cócegas no pé do bebê. Sons engraçados com a boca. Nada.
— Ah, eu amo viajar! — respondi, quase gritando por cima do choro. — Ano passado passei um verão incrível num cruzeiro de luxo pelas ilhas gregas!
Ele inclinou a cabeça.
— Então você está acostumada a trabalhar com famílias de alto padrão. Ótimo.
Trabalhar? Eu tinha falado das minhas férias. Mas se ele entendeu como experiência profissional, eu não ia corrigir.
— Sim. Totalmente acostumada.
O bebê estava inconsolável. Senhor Novak me observava com aquela cara séria. Eu estava falhando miseravelmente.
E então, sem pensar, comecei a cantar uma música idiota de um dorama que eu tinha assistido na semana passada, em um coreano ruim, que eu nem sabia o significado.
Baixinho. Desafinado. Ridículo.
Eu estava tentando acalmar mais a mim mesma, mas... o bebê parou de chorar.
Assim. De repente. Ficou me olhando com aqueles olhinhos arregalados.
Continuei cantando, com medo de parar e o choro voltar.
O bebê soluçou uma última vez e fechou os olhinhos, finalmente em paz.
Silêncio.
Parei de cantar devagar, quase sem acreditar.
Senhor Novak continuou me observando por um longo momento.
A sala em silêncio absoluto, só o som da minha respiração ofegante, enquanto até a menina mais velha me encarava por cima do celular como se eu fosse a coisa mais estranha que tinha acontecido naquele dia.
Então... eu consegui o emprego?
Olhei para a cara dele buscando algum sinal, mas ele apenas me encarou com aqueles olhos verdes penetrantes, a expressão séria, fria, ilegível.
Bem... talvez não...
Elias's Point Of View."Umalis ka rito! Ayokong makita ang mukha mo! Naiinis ako sa'yo!" Mas lalo akong kinabahan sa sinabi ni Dasha, damn it. Ganito ba talaga kapag buntis? Palagi na lang siyang irita sa akin! At ayoko noon! Due date niya na next month. Malaki na ang kaniyang tiyan at sobrang excited na akong makita ang aming second baby girl. Simula noong nalaman kong buntis siya, nagbawas-bawas na ako ng mga gawain sa trabaho... Work from home lang din ako dahil gusto ko talagang nandito lang ako sa bahay at nababantayan siya. Wala ako noong unang beses siyang nagbubuntis kaya naman ayoko talagang mawala'y sa tabi niya."D-Dasha... Baby, please. Wala naman akong ginawa, diba? Huwag ka ng magalit sa akin," pagpapakalma niya sa akin ngunit inirapan niya lang ako at pumasok sa aming kwarto. Kaagad akong sumunod."Bakit nandito ka pa?! Hindi ba't pinaalis na kita?!" sigaw niya ulit ng makita akong sumunod, umupo siya sa kama at nanlilisik ang mga matang nakatingin sa akin.Alam ko na
Dasha's Point Of View.Kung sino man ang lintik na tumatawag sa akin ng ganitong kaaga, sisiguraduhin kong malilintikan talaga.Nakapikit pa ang aking mga mata ngunit kinuha ko na ang aking cellphone na nasa gilid lang naman, nang makuha ko iyon ay kaagad kong sinagot ang tawag."Please... Ang aga-aga naman bakit kailangang tumawag ng ganitong oras?" naiinis kong sabi.Kaagad kong narinig ang malakas na pagtawa ni Jazz sa kabilang linya. "Anong maaga sa 7AM? Napaka-OA, Dasha ha? Ba't ba laging mainitin ang ulo mo? Huwag mo sabihing buntis ka na?"Inis akong tumayo mula sa pagkakahiga at dumiretso sa balcony, wala naman si Elias ngayon dahil maaga siyang umalis, may emergency daw kasi sa law firm niya."Oo, buntis nga ako," inis ko pa ring sagot at narinig ko naman ang malakas niyang pagsigaw."Totoo ba?!" gulat na gulat siya. "Magkakaroon na ako ng panibagong pamangkin?!""Oo nga, ang kulit? Paulit-ulit?" sabi ko at malakas na bumuntong. "Pero huwag ka munang maingay, ikaw pa lang ang
R18+Dasha's Point Of View."T-Teka lang naman, Elias," nanghihina wika ko habang nararamdaman ko ang paghalik niya sa aking leeg. Parang siyang tigreng gutom na gutom na gusto ng kumain. Naramdaman ko naman ang pagtigil niya, tumayo siya ngunit nanatili siya sa aking ibabaw."What?" tanong niya, ang mga mata ay nakatingin sa akin.Napalunok ako. "E-Eh ano eh..."Shit naman, Dasha! Honeymoon niyo 'to oh?!Narinig ko naman ang panlalaki niyang pagtawa. "Why? Are you shy?" tanong niya na mas lalong nagpamula sa aking mga pisngi. Ni-hindi ko siya magawang sagutin dahil totoo naman ang sinasabi niya. Narinig ko muli ang pagtawa niya. "We already make love once... Nakita mo na ang lahat sa akin, bakit nahihiya ka pa?"Doon ako nagkaroon ng boses para magsalita. "Iba naman 'yon, lasing ako noon," sabi ko. "Wala ako sa katinuan noon dahil sa alak, ni-hindi ko na nga maalala kung gaano kalaki 'yang sa'yo."Nakita ko ang pagseryoso niya bigla. "Sino ba ang mas malaki sa amin?"Nanlaki ang mga
Dasha's Point Of View.Sa dalawang buwan na lumipas, naging busy kami ni Elias dahil sa papalapit na kasal namin. At ngayon nakatayo na ako sa labas ng simbahan, suot ang off shoulder wedding gown, handa ng pakasalan si Elias. Masasabi kong worth it lahat ng pagod na pinagdaanan namin dalawa, mula sa mga nangyari noon, hanggang sa pag-aayos ng mga kailangan para sa kasal namin. Masasabi kong worth it ang lahat.Nakita ko ang dahan-dahan pagbukas ng malaking pintuan sa aking harapan, sunod kong narinig ang pagtugtog ng isang pamilyar na musika, ang Valentine by Jim Brickman at Martina McBride. Kasabay ng bawat indayog ng kanta ay ang dahan-dahan kong paglalakad papasok sa panibagong pahina ng aking buhay.Tatlong beses na akong kinasal sa buong buhay ko, at ito na ang pang-apat. Totoo nga ang sinasabi nilang iba talaga ang pakiramdam kapag parehas niyong mahal ang isa't isa.Nakangiti akong tumingin sa mga bisita ng aming kasal, ang mga taong mahal ko. Sa kaliwang banda ng mga upuan, n
Dasha's Point Of View."Hello po, Kuya Erickson," nakangiting wika ko sa kaniya."Ikaw nga, Dasha! Anong ginagawa mo rito at bumisita ka?" aniya, nakangiti rin sa akin. "Halika, pumasok ka muna rito sa loob at gabi na, malamok diyan sa labas."Tumango ako at sinunod ang sinabi niya, walang pinagbag
Dasha's Point Of View.Sa San Diego Hospital ang sinabing location ni Dr. Naomi, mabuti na lang dahil hindi iyon kalayuan sa shop kaya naman nakarating kaagad ako. Kaagad ko namang hinanap ang private room ni Caroline kung saan siya nakaconfine, hindi ako nahirapang mahanap iyon.Isang beses akong
Dasha's Point Of View.Napansin ko ang pagkunot ng noo ni Elias habang nakatingin sa akin, alam kong gusto niyang magtanong kung sinong tumawag ngunit nanatili siyang tahimik at nakatingin sa akin."T-Tito Simon," saad ko at tumikhim, napansin ko ang pagtataka sa mukha ni Elias. "Bakit po kayo napa
Dasha's Point Of View.Napakunot ang noo ko sa narinig, ilang segundo kong tinignan si Elias habang iniisip nang mabuti ang sinabi niya. Teka... Nabanggit niya sa akin noon ang pangalan ni—"Mama!"Sabay-sabay kaming napalingon kay Celaida ng bigla siyang napasigaw, nakita kong nakatayo na siya sa












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