FAZER LOGINDi pesta pernikahan yang kurancang sendiri, tunanganku yang biasanya serius dan jarang tersenyum malah kabur bersama asistennya yang mengenakan gaun pengantin. Adiknya tiba-tiba naik ke mobil pengantin, menarikku yang masih panik ke kantor catatan sipil, lalu bilang mau menikah denganku. Dekorasi tiba-tiba ambruk, memperlihatkan tamu-tamu undangan yang menertawakanku. Dua sahabat masa kecilku yang dulu bersumpah akan menjagaku seumur hidup, malah merobek surat nikah palsu demi membuat si asisten tersenyum dan melemparkan sobekannya ke wajahku. Mereka bertiga bersulang di atas panggung, seolah dunia milik sendiri. “Konsep pernikahanmu terlalu kuno, dijadikan pesta lajang untuk Yovita itu justru keberuntunganmu!” “Pernikahan resminya diadakan di hari minggu! Bagaimana? Ide Yovita mengejutkan sekali, ‘kan?” Kedua orang itu begitu yakin aku tak akan meninggalkan mereka. Namun, aku hanya dengan tenang mengambil ponselku. “Jadwal nikahku dengan putra mahkota Keluarga Lessy ditetapkan di hari minggu ini saja.”
Ver maisO som de copos quebrando ecoou como um estrondo. O barulho de vidros se espatifando ressou no exato momento em que eu deixava a bandeja com a louça suja na pia, no susto senti o coração disparar. Saí correndo da cozinha para ver o que tinha acontecido.
— Ei, não precisa gritar assim, foi um acidente — intervi, me colocando no meio. A menina era mais nova que eu e tinha começado há apenas uma semana.
— Essa infeliz não olha por onde anda! — ele falou, quase rosnando. Minha chefe saiu correndo de trás do balcão.
— Luana, vai lá dentro e pega a pá e o rodo — falei para ela, que tremia. A ideia era tirá-la dali. Acidentes aconteciam. Eu mesma já tinha derrubado algumas bandejas quando comecei a trabalhar. Até entendia a raiva de ter café derramado na roupa, mas também não precisava exagerar.
— Me desculpe, senhor. É que a menina é nova, e sabe como são esses jovens hoje em dia, tudo desastrado — disse minha chefe.
Neide queria amenizar a situação só porque o cara parecia ter dinheiro. Caso contrário, ela nem sairia de trás do balcão.
— Isso não é desculpa para contratar gente incompetente — ele respondeu com rispidez.
Comecei a ficar com raiva do cara, mesmo ele tendo sido a vítima nesse caso. Mas eu estava com fome, já passava das duas da tarde. Eu tinha entrado às seis, e minha chefe só me deixava tirar a pausa do almoço depois desse horário, quando o movimento diminuía. Tudo porque ela não gostava de atender os clientes. Queria ficar apenas no caixa, recebendo o dinheiro e já tinha uma pessoa que ficava lá, então ela não fazia nada. Mas, para se desculpar com esse cara, saiu de trás do balcão rapidinho.
— Mil desculpas, senhor — ela repetiu, intimidada pela presença dele.
— Desculpas? Acha que suas desculpas servem pra quê? Essa incompetente arruinou um terno que custa mais do que o salário miserável que vocês devem ganhar aqui.
— Olha aqui — sim, eu estava apontando o dedo para ele. Eu não sabia quem era o homem, mas não podia admitir que falasse assim com as pessoas. Nesses momentos, eu esquecia que devia ficar de boca fechada. — Foi um acidente, acontece. Já pedimos desculpas, mas o senhor não aceita e ainda vem aqui gritar, ser arrogante, agir como um louco...
— Quem você pensa que é para falar assim comigo?! — ele disse, ainda mais irritado. Eu podia ver uma veia pulsando em sua testa.
— Alguém que não vai abaixar a cabeça só porque recebe menos do que esse terno ridículo que o senhor está usando — falei sem elevar o tom de voz, porque não queria me rebaixar ao mesmo descontrole que ele.
Ele era uns bons quinze centímetros mais alto, cabelos um pouco longos, barba cheia e meio desleixada. Se apoiava numa bengala. Os olhos, que naquele momento transbordavam ódio, eram castanhos claros, quase verdes. Seria um homem bonito, se não tivesse aquela carranca no rosto.
— Quer saber? Isso aqui não vale a pena. Dá pra ver, pelo tipo de gente que trabalha aqui, que esse lugar devia fechar as portas — disse ele, virando de costas e saindo da lanchonete em direção a um carro grande, estacionado do outro lado da rua.
Luana voltou com o rodo e a pá, começando a limpar o chão, enquanto as pessoas murmuravam sobre o que tinha acontecido.
— Você ficou louca, menina? De destratar um cliente como ele? Tem noção do que fez? Alguém como ele pode acabar com esse lugar em cinco minutos. Você está demitida!
Neide tinha me puxado pelo braço para um canto mais afastado para os clientes não ouvirem.
— Demitida? Mas eu não fiz nada! Só não ia deixar aquele cara falar daquele jeito. — Tentei me defender.
— Você não entende nada mesmo, né? Some daqui e não precisa voltar.
Era muita injustiça. Mas eu conhecia a mulher e sabia que ela era irredutível. Então tirei o avental, peguei minhas coisas e saí.
Antes da confusão, eu tinha visto Aninha do outro lado da rua, acenando animada. Parecia muito feliz, e eu imaginava que tivesse uma boa notícia — e eu estava precisando de algo bom.
Quando saí, Aninha estava na porta. Com certeza tinha visto tudo e se aproximou para entender o que tinha acontecido.
— Vamos — falei, puxando-a pelo braço para longe da lanchonete.
— Meu Deus, o que aconteceu ali? Que cara grosso! Tá bom que eu ia ficar puta se derramassem café em mim, mas falar daquele jeito?
— A Neide me demitiu.
— O quê? Aquela vaca fez o quê?
— Pois é. Disse que eu não devia ter falado daquele jeito com um "cliente importante".
— Cliente importante? Nunca vi aquele cara por aqui! Como ela sabe que ele é importante? Pode ser só um idiota metido a besta.
— Dinheiro. O cara cheirava a dinheiro. E isso, pra ela, já é o suficiente.
— Não fica assim. Tenho uma notícia que vai te animar! A Tia Cleide me ligou para avisar que te indicou para uma vaga de babá. E adivinha onde? No condomínio Rio das Flores!
— Sério?
— Seríssimo! Você vai precisar dormir na casa, mas não é exploração. Tem registro e tudo. O salário é mais de dez mil. Você não vai pagar aluguel e ainda vai conseguir juntar dinheiro. Dá até pra contratar um detetive — Aninha falava empolgada, como se eu já tivesse conseguido o emprego. Mas eu estava desconfiada. O salário era bom demais para ser verdade. Tinha alguma coisa errada.
— Tudo isso pra um emprego de babá?
— São três crianças. Parece que eles tiveram problemas com as outras babás. É pra um cara ricaço, tipo muito rico, dono de uma mega fazenda de produção de leite. Ele é viúvo, vive viajando a trabalho. Os três filhos ficam em casa e precisam de uma babá. A tia disse que a mais velha tem uns nove anos e é um menino bem difícil. As babás vivem fugindo de lá. O salário é esse mesmo. Tem plano de saúde, alimentação feita na casa... A tia garantiu que não é exploração. Acho que até ligou para outra babá que trabalhou lá. O problema realmente são as crianças.
— Tá... Mas se ninguém aguenta, por que vocês acham que eu vou conseguir?
— Porque você é perfeita! Brincadeira. Porque você tem cursos, já trabalhou em escola e como babá. É um poço de amor e paciência. E, o mais importante, cresceu em um abrigo. Sofia, a gente cresceu ao lado de todo tipo de criança. Você se dava bem com todos, até com o esquisito do Paulo. Então a tia te recomendou porque achou que você é mais do que competente.
— O Paulo não era esquisito... Mas eu entendi. Vou falar com a tia. Mas, pelo que você disse, pode ser que eu também saia correndo de lá.
— Duvido! E tem outra coisa: eles estão com urgência. Então você tem uma entrevista marcada às cinco.
— Como é?! E você me fala isso agora? Nem aceitei ir!
— Eu sei, mas a tia achou melhor já deixar agendado. E agora que aquela megera que nem te dava horário de almoço te demitiu, você pode correr pra casa e se arrumar. É uma oportunidade excelente. E você vai poder realizar os itens da sua lista.
Pensei um pouco. Era realmente um bom dinheiro, mas muita responsabilidade cuidar dos filhos dos outros, ainda mais de crianças que, pelo que entendi, tinham perdido a mãe e o pai vivia fora. Minha experiência de babá tinha durado uns quatro meses e foi antes de eu mudar de cidade. Eu cuidava de uma menininha fofa de três anos enquanto os pais trabalhavam. Não imaginava como seria cuidar de três.
— Eu vou. Até porque agora não tenho muita escolha. Tem o endereço?
— Tenho! Vou te mandar por mensagem.
Corri para a pensão. Ainda não eram três horas e todo mundo estava fora trabalhando, então pude tomar um banho caprichado pra tirar o cheiro de fritura. Eu tinha um cabelão cacheado que ia até o meio das costas, que consegui lavar e secar com tempo.
Coloquei minha melhor roupa: um vestido social preto com gola padre e mangas ¾. Tinha detalhes de botões dourados em forma de abelha, um verdadeiro achado de brechó. Ficava ótimo no corpo, nem muito largo, nem muito justo, ideal para uma entrevista. Eu não tinha muita coisa, já que morava em um quarto de pensão. Meu sonho era morar sozinha num cantinho só meu, mas meu salário na lanchonete mal dava pra comer. Quem dirá pagar aluguel.
Pedi um carro de aplicativo. Rio Claro do Sul era uma cidade pequena, então a corrida não ia sair cara. No caminho, o carro passou pela rua da lanchonete, fiquei agradecida porque nunca mais iria encontrar aquele cliente novamente.
Meu nome é Sofia Valente, tenho 20 anos e cresci em um abrigo para menores. Quando tinha três anos, minha mãe deu entrada num hospital passando muito mal. Infelizmente, era tarde demais: estava com um quadro avançado de pneumonia e acabou falecendo. Como não encontraram nenhum parente ou documentos, fui enviada para casas de acolhimento. Passei por diversos abrigos até completar 18 anos.
Não fui adotada. Já tinha três anos, era meio doentinha e subnutrida, vivia indo ao médico. Quando fiquei melhor, já era uma criança de sete anos, então minhas chances eram poucas.
Mas não me sinto triste com a minha história. Conheci pessoas que cuidaram de mim, fiz amizades, convivi com muitas crianças que tinham histórias ainda mais difíceis e precisavam de um ombro amigo. Quando chegou a hora de sair para o mundo, foi muito difícil, mas eu tinha planos e objetivos. Foquei em correr atrás deles.
Um desses objetivos era descobrir mais sobre minha mãe, saber quem ela era, se tinha alguma família. No meu registro, não constava nome de pai, apenas o dela e dos meus avós — que nunca foram encontrados.
Foi por isso que vim para a pequena cidade de Rio Claro do Sul, onde supostamente tudo começou, já que foi aqui que minha mãe morreu. Vim morar numa pensão com Ana, minha irmã de coração, que cresceu comigo no abrigo. Consegui um emprego numa lanchonete, passei no vestibular e comecei a investigar o destino da minha mãe, mais de vinte anos depois.
Se esse novo emprego der certo, com o salário poderei finalmente pagar um bom detetive e começar a entender minha própria história.
Sepertinya kali ini mereka juga diam-diam mendaftarkan Yovita ikut kompetisi.Dalam sekejap, nama Yovita naik ke puncak topik viral dan skandal perselingkuhan yang dulu pun ikut terbongkar.Reputasinya sebagai perencana acara profesional di industri ini benar-benar hancur.“Jadi, semua karya dia selama ini hasil plagiat?”“Dia bahkan merebut tunangan Ketrin?! Dua orang itu benar-benar buta, bisa-bisanya menjunjung tinggi tukang plagiat!”Banyak orang menonton keributan sambil mencemooh.Ayah Kezzy naik pitam, tapi tak satu pun komentar itu dihapus.Leslie dan Kezzy membaca kalimat-kalimat itu, seolah menyakiti diri sendiri dengan cara seperti itu.[Amarahmu bisa sedikit mereda dengan begini?]Mereka sudah tak seangkuh dulu, kini mengirimiku pesan dengan sangat hati-hati.[Tanpa bantuan siapapun, aku tetap bisa menang. Apa yang kalian lakukan, sudah nggak ada hubungannya denganku.]Balasku dengan tenang.Pesan itu pun benar-benar sunyi sejak saat itu.Aku kembali fokus, diam-diam menung
“Ketrin itu istriku sekarang dan sebagai mantan yang baik, seharusnya kamu menghilang dari dunia ini.”Sikap Jacob tenang dan dingin, membuat kedua orang itu terlihat semakin malang dan tak berdaya.Jari-jari Leslie menggenggam erat hingga menusuk ke telapak tangannya.“Kita sudah sahabatan sejak kecil. Kamu masih ingat waktu hujan mendadak pas SMA, kamu lari-lari ke sekolah buat membawakan payung untukku ….”Melihat aku agak melamun, matanya langsung berbinar.“Kami juga selalu memberikan peralatan kesukaanmu sebagai kado ulang tahun. Kamu masih ingat nggak kita pernah bilang mau buat pesta hanya untuk kita bertiga ….”Aku tersenyum kecil dan menoleh ke arah belakangnya.Leslie pun ikut menoleh ke belakang mengikuti arah pandangku.Terlihat deretan peralatan desain yang tersusun rapi dan dijaga dengan baik.“Kalian sudah bertahun-tahun nggak kasih hadiah untukku, alat-alat itu juga sudah lama kubuang.”Mereka sendiri yang membuang semua kenangan itu.Tangannya terkulai lemas dan mulai
Pernikahan dan kabar tentang ahli waris Keluarga Lessy yang selama ini disembunyikan akhirnya terungkap dan langsung memuncaki topik viral. Tagar-tagar terkait pun ikut viral.Bahkan banyak potongan video tentang Leslie dan Kezzy yang ikut tersebar.Dorongan terakhir Leslie dan Kezzy sebelum aku pergi, akhirnya menjadi pedang yang menusuk mereka sendiri.Opini publik langsung berpihak ke satu sisi. Sejumlah orang yang mendukung Keluarga Soman pun ikut diblokir.Kali ini, akhirnya orang-orang menyadari betapa besar kekuasaan Keluarga Lessy dan pandangan mereka terhadap Keluarga Soman pun berubah total.Sementara aku hanya fokus mempersiapkan sebuah ajang kompetisi internasional.Saat sedang bulan madu keluar negeri dan mencari spot foto, aku tak sengaja bertemu dengan Leslie dan Kezzy. Aku juga sangat terkejut.Mereka tiba-tiba datang dan langsung menarikku pergi, barulah aku sadar kalau mereka memang datang mencariku.“Pernikahan itu jelas-jelas kamu rencanakan untuk kita, ayo pulang d
Kezzy dan Leslie tampaknya mulai sadar ada yang tidak beres denganku, tapi mereka juga tidak tahu harus berbuat apa.Mereka menunggu di luar hotel tempatku menginap sementara sampai larut malam.Saat koper dibuka, draf yang kusimpan terjatuh. Kezzy memungutnya dan matanya langsung berbinar.“Ketrin, aku tahu kamu pasti menantikannya! Nanti kita adakan lagi sesuai rencana ini, ya? Waktu kita masih banyak ….”Namun, dia tidak tahu, kami sudah tak punya masa depan bersama lagi.Tatapannya begitu penuh perasaan, seolah masih mencintaiku sepenuh hati.Leslie juga merangkul pundakku dengan erat, suaranya terdengar penuh harapan.“Keluarga Soman akan selalu menjadi rumahmu.”Setelah mereka pergi, aku sampai mandi tiga kali, menggosok tubuhku sampai tanganku memerah.Pagi-pagi aku sudah duduk dimobil yang dikemudikan Jacob menuju bandara, sementara ponselku tak berhenti berdering.Pesan dari Kezzy dan Leslie yang panik dan cemas.[Kamu di mana? Angkat teleponnya!][Kenapa kamu nggak ada di hot
Jika ini terjadi dulu, aku pasti sudah meminta maaf pada mereka.Setelah orang tuaku meninggal demi melindungiku, nenekku menolak mengasuhku karena benci padaku.Akhirnya, aku dibawa pulang oleh Keluarga Soman yang saat itu berhubungan baik dengan keluargaku.Perasaan minder karena menumpang hidup m
Pesan penuh semangat terus berdatangan tanpa henti, [Segera atur jadwal pernikahannya!]Yovita manyun dan bersandar manja pada Leslie Soman, “Kak, aku itu penganut anti menikah. Hanya saja, aku mau merasakan rasanya menikah, jadi Kak Leslie dan Kak Kezzy langsung menyiapkan semuanya!”Aku tak menjaw
Dengan gugup, Leslie menunduk dan mengambil sepatunya, lalu menggerutu, “Mungkin ada tamu yang yang tak sengaja menaruh di sana, kotaknya mirip sekali, jadi salah ambil.”Kezzy yang pernah bersumpah tak akan berbohong apa pun dariku, juga ikut-ikutan untuk menutupinya.“Iya, kamu juga tahu ada tamu
Hari terakhirku di dalam negeri, aku pergi ke kantor untuk serah terima kerjaan.Jacob sempat ditahan di depan gedung, tapi dia tetap berdiri menunggu di depan gerbang tanpa bergerak sedikit pun.Saat serah terima, aku mendengar beberapa rekan kerja lama berbisik sambil menunjuk ke arahku.“Itu tuna


















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