หน้าหลัก / Romance / ENTRE O AMOR E O DESTINO / CAPÍTULO 6 — FERIDAS QUE NINGUÉM VÊ

แชร์

CAPÍTULO 6 — FERIDAS QUE NINGUÉM VÊ

ผู้เขียน: Luna Dias
last update วันที่เผยแพร่: 2026-07-07 08:23:06

A chuva finalmente começava a diminuir.

Os carros pretos deixaram a avenida em direção à Mansão Castellani.

Antes de entrar no veículo, Enzo soltou a mão do pai e correu novamente até Helena.

Ela se abaixou para ficar na altura dele.

— O que foi, campeão?

O menino abriu um sorriso tímido.

— Você prometeu que não ia embora enquanto eu precisasse de você.

Helena sorriu com ternura.

— E eu cumpri minha promessa.

Enzo fez um biquinho.

— Mas eu ainda preciso...

As palavras do menino tocaram fundo o coração de Helena.

Ela acariciou seus cabelos molhados.

— Às vezes, as pessoas precisam ir para poder voltar.

Os olhos azuis do garoto brilharam.

— Então você vai voltar?

Helena olhou rapidamente para Lorenzo, que observava a cena em silêncio.

Depois tornou a olhar para Enzo.

— Vou.

O sorriso do menino iluminou seu rosto.

Sem pensar duas vezes, ele abraçou Helena novamente.

Ela o envolveu nos braços com carinho.

Lorenzo observava aquela cena com uma estranha sensação no peito.

Desde a morte da esposa, Enzo nunca havia se aproximado tão rapidamente de alguém.

Nem mesmo dos familiares.

E, no entanto...

Bastaram alguns minutos ao lado daquela jovem para que o menino se sentisse seguro.

Havia algo especial nela.

Algo que Lorenzo ainda não conseguia explicar.

Assim que os carros desapareceram na avenida, Helena permaneceu parada por alguns instantes.

Olhou o cartão nas mãos.

Respirou fundo.

Guardou-o cuidadosamente na bolsa.

Então voltou à realidade.

Seu celular desligado.

As roupas encharcadas.

O coração em pedaços.

Chamou um táxi.

Durante todo o trajeto até sua casa, permaneceu em silêncio.

As luzes da cidade passavam pela janela enquanto sua mente insistia em reviver a traição.

Cada lembrança machucava.

Cada palavra de Ricardo.

Cada risada de Vanessa.

Era como se sua alma estivesse coberta de pequenos cortes invisíveis.

Quando chegou ao prédio onde morava, viu a luz da cozinha acesa.

Respirou profundamente antes de abrir a porta.

Assim que entrou, ouviu a voz aflita da mãe.

— Helena!

Clara correu até ela.

Seu rosto estava tomado pela preocupação.

— Meu Deus... o que aconteceu?

Você está toda molhada!

Seu celular está desligado!

Eu liguei tantas vezes...

Helena tentou sorrir.

Não conseguiu.

Bastou olhar para a mãe para toda a força que fingia ter desaparecer.

Ela caiu nos braços de Clara.

E chorou.

Chorou como não chorava desde criança.

Clara apenas a abraçou.

Não fez perguntas.

Apenas acariciava seus cabelos enquanto esperava a filha encontrar forças para falar.

Depois de alguns minutos, Helena conseguiu respirar melhor.

Sentaram-se no sofá.

Clara segurou suas mãos.

— Agora me conta.

O que aconteceu?

Helena fechou os olhos.

As lágrimas voltaram.

— Acabou, mãe...

Clara franziu a testa.

— O casamento?

Helena confirmou com a cabeça.

— Eu encontrei o Ricardo...

Sua voz falhou.

— ...na cama com a Vanessa.

O silêncio tomou conta da sala.

Clara permaneceu imóvel por alguns segundos.

Depois segurou o rosto da filha.

— Tem certeza?

Helena deu uma risada triste.

— Infelizmente.

Vi tudo.

Ouvi tudo.

Eles estavam juntos há um ano.

Clara levou a mão à boca.

Seus olhos também se encheram de lágrimas.

Não apenas pela filha.

Mas pela crueldade da situação.

— Minha menina...

Helena abaixou a cabeça.

— O pior não foi a traição.

Foi descobrir que eles riam de mim.

Que eu era motivo de piada.

Que todos os sonhos que eu construí eram apenas um teatro.

Clara puxou a filha para um abraço.

— Escuta bem o que vou dizer.

Helena permaneceu em silêncio.

— Quem perdeu hoje não foi você.

Foram eles.

Perderam uma mulher honesta.

Leal.

De caráter.

Isso dinheiro nenhum compra.

Helena fechou os olhos.

Era exatamente o que precisava ouvir.

Na Mansão Castellani...

O médico terminava de examinar Enzo.

— Está tudo bem.

Foi apenas um pequeno machucado no joelho.

Lorenzo respirou aliviado.

— Obrigado, doutor.

Assim que o médico saiu, Lorenzo sentou-se na cama do filho.

— Quer conversar comigo?

Enzo abraçou o ursinho.

Ficou em silêncio.

Lorenzo sorriu de forma paciente.

— Você sabe que pode contar qualquer coisa ao papai.

O menino levantou os olhos.

Parecia querer dizer algo.

Mas, naquele instante, ouviu passos no corredor.

Era Sabrina.

Ela entrou carregando uma bandeja com leite quente.

O sorriso delicado voltou ao rosto.

— Trouxe o leite do nosso campeão.

Enzo imediatamente abaixou a cabeça.

Lorenzo não percebeu.

Mas Sabrina percebeu o medo nos olhos do menino.

Ela sorriu discretamente.

— Acho melhor ele descansar.

Foi um dia muito difícil.

Lorenzo concordou.

Beijou a testa do filho.

— Boa noite, campeão.

Qualquer coisa, me chama.

Assim que Lorenzo saiu do quarto, Sabrina fechou a porta.

O sorriso desapareceu.

Ela caminhou lentamente até a cama.

Colocou a bandeja sobre o criado-mudo.

Depois inclinou-se na direção de Enzo.

— Gostou da sua heroína?

O menino não respondeu.

Ela segurou seu queixo com força.

— Estou falando com você.

— Sim...

— Escute muito bem.

Ela não vai voltar.

Pessoas como ela só aparecem quando querem alguma coisa.

Você entendeu?

Enzo tentou puxar o rosto.

— Ela prometeu...

Sabrina sorriu friamente.

— Promessas são feitas para serem quebradas.

Você vai aprender isso.

O menino abraçou o ursinho com força.

As lágrimas voltaram a escorrer.

Ela aproximou os lábios de seu ouvido.

— E se contar qualquer mentira sobre mim para o seu pai...

Da próxima vez, eu faço esse ursinho desaparecer para sempre.

Enzo fechou os olhos.

Seu corpo inteiro tremia.

Sabrina saiu do quarto completamente satisfeita.

No corredor...

Seu celular vibrou.

Era uma mensagem de uma amiga.

"Encontraram o garoto?"

Ela respondeu apenas uma frase:

"Sim. Mas apareceu um problema muito maior."

Em seguida, abriu discretamente uma foto tirada da janela do carro.

Na imagem apareciam Lorenzo...

Enzo...

E Helena.

Sabrina ampliou o rosto da jovem.

Seus olhos se estreitaram.

— Quem é você...

E por que tenho a impressão de que acabou de entrar na minha vida para destruir tudo o que eu construí?

Sem saber, Helena também olhava naquele instante para o cartão dourado sobre sua mesa de cabeceira.

Nenhum dos dois imaginava.

Mas aquele simples encontro na chuva já havia colocado suas vidas na mira de uma mulher capaz de tudo para não perder o império que sonhava conquistar.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 76 — O MORTO QUE VOLTOU

    "Algumas pessoas desaparecem da nossa vida. Outras desaparecem apenas para que possam retornar no momento em que mais precisamos da verdade."Helena ficou imóvel diante da janela.A silhueta permanecia parada na porta da casa do outro lado da estrada.Seu coração começou a bater acelerado.Ela conhecia aquele rosto.Conhecia aquele olhar.Conhecia aquela pessoa.— Não... — murmurou.Lorenzo percebeu a mudança em sua expressão.— Helena, quem é?Ela não respondeu.Apenas continuou olhando.Beatriz aproximou-se da janela.Quando viu a pessoa, levou a mão à boca.— Meu Deus...Isabela olhou para ela.— Você também conhece?Beatriz começou a chorar.— Sim.Valentina franziu a testa.— Quem é?Helena finalmente conseguiu falar:— Meu avô.O silêncio tomou conta da sala.Lorenzo olhou novamente para a casa.— Henrique?Helena assentiu.— Ele está vivo.Clara começou a chorar.— Eu disse que vocês não estavam preparadas.Helena se virou.— Há quanto tempo você sabe?— Desde que ele reaparece

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 75 — O HOMEM POR TRÁS DE TUDO

    "Existem verdades que, quando descobertas, não libertam imediatamente. Primeiro, elas destroem tudo aquilo que acreditávamos ser real."Helena continuava olhando para o celular.A ligação havia terminado.Mas as últimas palavras de Samuel continuavam ecoando em sua mente.“O homem que vocês estão procurando não é meu chefe.”“É seu verdadeiro pai.”Ela sentia o coração bater descompassadamente.Lorenzo aproximou-se.— Helena...Ela ergueu os olhos.— Samuel disse que o homem que está por trás de tudo é nosso pai.Isabela ficou imóvel.Valentina também.— Mas como isso é possível? — perguntou Isabela.Helena balançou a cabeça.— Eu não sei.Beatriz aproximou-se lentamente.— Talvez seja hora de vocês conhecerem toda a verdade.As três irmãs olharam para ela.— Toda? — perguntou Valentina.Beatriz respirou fundo.— Sim.Eles voltaram para a casa onde estavam escondidos.Beatriz fechou todas as portas e janelas.Depois colocou sobre a mesa uma antiga caixa de madeira.Helena reconheceu i

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 74 — ENTRE A VIDA E A TRAIÇÃO

    "Quando tudo parece perdido, é preciso descobrir quem realmente está ao nosso lado. Porque, no momento decisivo, até um aliado pode se tornar a maior ameaça."Helena ficou paralisada.Ricardo segurava a arma apontada diretamente para Lorenzo.Samuel permanecia atrás dele, com um sorriso frio.No chão, Valentina lutava para respirar.— Não! — Helena gritou. — Ricardo, abaixe essa arma!Ele não se moveu.Lorenzo permaneceu imóvel.— Ricardo, se quer alguma coisa, fale comigo.Samuel soltou uma risada.— Ainda tentando negociar?Lorenzo ignorou-o.Seus olhos continuavam fixos em Ricardo.— Você não precisa fazer isso.Ricardo apertou a arma.— Eu sei.Helena sentiu o coração apertar.— Então abaixe.Ricardo olhou para ela.Por um instante, seus olhos revelaram dor.— Eu sinto muito.Samuel ordenou:— Atire.Helena se colocou diante de Lorenzo.— Não!Ricardo arregalou os olhos.— Saia da frente, Helena.— Não vou.— Ele vai morrer.— Então você terá que passar por mim primeiro.Samuel fi

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 73 — A IRMÃ QUE ME ODEIA

    "Às vezes, a pessoa que mais desejamos encontrar é justamente aquela que passou a vida acreditando que somos seu maior inimigo."Helena não conseguia tirar os olhos da mensagem.“Isabela acredita que foi você quem matou o pai dela.”As palavras pareciam não fazer sentido.— Meu pai? — perguntou Helena, quase sem voz. — O pai dela?Beatriz assentiu lentamente.— Sim.— Mas eu nunca matei ninguém!— Eu sei.— Então quem contou isso a ela?Beatriz abaixou os olhos.— Samuel.Helena sentiu o peito apertar.— Ele destruiu nossas vidas...Lorenzo aproximou-se e segurou sua mão.— E agora quer usar Isabela contra você.— Mas ela é minha irmã.— Exatamente.Helena respirou fundo.— Onde ela está?Beatriz respondeu:— Em uma casa antiga, nas montanhas. Foi para lá depois que desapareceu.Lorenzo pegou as chaves do carro.— Então vamos.Beatriz segurou seu braço.— Não será tão simples.— Por quê?— Porque Isabela não sabe que você é irmã dela.Helena ficou imóvel.— Ela não sabe?— Não.— Entã

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 72 — O LUGAR ONDE TUDO COMEÇOU

    "Algumas histórias começam no instante em que nascemos. Outras começam antes mesmo de abrirmos os olhos para o mundo. E, às vezes, para descobrir quem somos, precisamos voltar exatamente ao lugar onde tudo começou."Helena permaneceu parada diante do papel.“No hospital onde sua história realmente começou.”Ela releu a frase.Depois olhou para Beatriz.— Mãe... o que aconteceu naquele hospital?Beatriz demorou a responder.— Foi naquela noite que tudo mudou.Lorenzo aproximou-se.— E Augusto?— Samuel o levou para lá porque sabe que é o único lugar onde Helena pode descobrir toda a verdade.Helena apertou os punhos.— Então vamos.Beatriz segurou seu braço.— Você precisa estar preparada.— Para quê?— Para descobrir que talvez algumas das coisas que você acredita sobre o seu nascimento nunca tenham acontecido da maneira que contaram.Helena sentiu um arrepio.— Eu quero saber.Lorenzo segurou sua mão.— Então nós vamos descobrir juntos.O hospital estava abandonado havia anos.A fach

  • ENTRE O AMOR E O DESTINO   CAPÍTULO 71 — A CASA DE HENRIQUE

    "Quando o passado abre suas portas, não há como voltar a ser quem éramos antes de conhecer a verdade."A mensagem de Samuel continuava aberta na tela do celular.“Venha sozinha à casa de Henrique. Se trouxer Lorenzo, Augusto morre.”Helena sentia o coração apertado.— Eu vou.Lorenzo imediatamente balançou a cabeça.— Não.— Lorenzo...— Não vou permitir que você entre naquela casa sozinha.— Ele está com meu pai.— E é exatamente por isso que não podemos fazer o que ele quer.Beatriz permaneceu em silêncio, observando os dois.Então falou:— Samuel espera que você vá sozinha.Helena olhou para ela.— E o que você sugere?— Que façamos exatamente o contrário.Lorenzo sorriu.— Finalmente concordamos em alguma coisa.Helena respirou fundo.— Então qual é o plano?Beatriz se aproximou do mapa que estava sobre a mesa.— A casa de Henrique tem três entradas.Ela apontou para uma delas.— A principal estará vigiada.Depois apontou para os fundos.— Aqui existe uma passagem subterrânea.Lor

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status