เข้าสู่ระบบ— Não estou rejeitando, só quero ficar mais perto da minha mãe. — Luísa não caiu na armadilha dele. — Mesmo ela já estando acordada há dias, às vezes ainda tenho a sensação de que não é verdade.Ela tinha medo de que tudo fosse um sonho. Medo de que fosse uma ilusão. Medo de que, se se afastasse por muito tempo, ela voltasse a ficar inconsciente como antes.Vendo que ela não estava mentindo, Rodrigo estendeu a mão e segurou a dela, transmitindo calor e uma sensação de realidade.— Não sinta que não é verdade. Sua mãe realmente acordou.— Rodrigo. — Ela disse.Talvez fosse pelo espaço apertado do carro, ou pelo tom e gesto gentis dele. Luísa, de repente, quis saber a resposta para uma pergunta. Mesmo já tendo adivinhado qual era a resposta.— Sim? — Rodrigo respondeu gentilmente.— Se eu não cumprir o acordo... — Luísa olhou para o rosto dele, que parecia abençoado pelos céus. — Você realmente faria algo contra a minha mãe?Rodrigo encontrou o olhar dela.Ele queria dizer que não, mas s
— Está bem, quase como a gente. — Luísa respondeu como uma máquina.A comunicação normal já não era problema. Só coisas como gritar ou berrar ainda não eram possíveis por enquanto.— Lulu. — Rodrigo chamou, com a voz mais baixa.— O que foi? — Luísa virou o olhar para ele.Os olhos negros de Rodrigo encontraram os dela. — Agora que sua mãe acordou, você pensou em ir embora com ela e o Cacá? — Mesmo sabendo a resposta, ele ainda assim a encarou e perguntou.Se ela respondesse com sinceridade, ele poderia conversar com ela. Mas, se mentisse, depois não poderia culpá-lo por não considerar seus sentimentos.— Por que você está me perguntando isso de repente? — Luísa não respondeu diretamente.— Primeiro me responda. — Rodrigo não mudava de assunto assim tão fácil, a menos que ele próprio quisesse.— Por enquanto, não. — Luísa não sabia por que ele perguntava, então só pôde dar uma resposta meio verdadeira. — Mas, se no futuro você não me tratar bem, ou não cumprir o que prometeu, aí a res
Durante os dias em que acompanhou a mãe nos exercícios de reabilitação, Luísa conversou com ela sobre sua situação financeira e também entendeu que aquilo que Nádia havia dito antes não era brincadeira. Sua mãe tinha muito dinheiro.O documento de transferência de bens que ela havia visto antes mostrava apenas uma parte do patrimônio, havia ainda outras que não estavam listadas.Ela disse para Luísa ficar tranquila e fazer o que quisesse, sem se preocupar com dinheiro. Também lhe disse que a multa por rescisão de contrato, caso pedisse demissão, não era nada para ela.Enquanto pensava nisso, o carro já havia chegado à Estância Suave. Assim que o veículo parou, ela desceu e foi direto para a mansão. Ao saber pelo mordomo que Rodrigo ainda não havia voltado, foi primeiro tomar um banho e trocar de roupa.Rodrigo só chegou uma hora depois. Exatamente às nove da noite.Vestido com um terno, ele entrou.— Senhor, a Srta. Luísa tem algo a tratar com o senhor e está esperando no escritório. —
— Estou pensando no que fazer em relação ao divórcio. — Luísa não escondeu. Naquele momento, ela era apenas uma criança que tinha em quem se apoiar. — O pedido de divórcio vai ser automaticamente cancelado em breve. Se não conseguirmos concluir dentro desse período, teremos que entrar com um novo pedido.Com o estado atual de Rodrigo, ele com certeza não iria com ela protocolar novamente. E mesmo que fosse, quem sabe quantas mudanças poderiam acontecer ao longo de mais um mês?— Pedido de divórcio? Cancelamento automático? — Dulce ficou confusa. Era a primeira vez que ouvia tal coisa. Aquelas expressões lhe soavam estranhas.Não bastava levar os documentos necessários e resolver?Luísa ia explicar, quando de repente lembrou que, quando sua mãe entrou em coma, o período de reflexão do divórcio ainda não havia sido oficialmente implementado. Então ela explicou de forma simples a atual lei do casamento e detalhou esse período.Depois de ouvir, o rosto sempre sereno de Dulce foi tomado pel
Eduardo ficou confuso. Só um "entendi"?Rodrigo não disse mais nada. Saiu e foi até ao seu escritório no último andar. Sentado na cadeira, observava através da janela panorâmica os carros indo e vindo do lado de fora. A atmosfera ao seu redor estava mais pesada do que em qualquer outro momento.Ele ligou para o assistente Pedro para passar algumas instruções e também avisou Henrique sobre algumas precauções.Só então ligou para Ísis.— Algum problema? — A voz de Ísis era leve e natural.— Sua mestra acordou. — Disse Rodrigo.Ísis fez uma pausa.— Não vai vir vê-la? — Rodrigo perguntou.— De certa forma, somos só amigas virtuais. — Ísis se recostou, sentando-se de forma relaxada na cadeira. — Depois de tantos anos, duvido que ela ainda se lembre que tem uma discípula.— Se lembra ou não, de que isso importa? — Disse Rodrigo.— Você não deve ter me ligado para falar disso. — Ísis não respondeu à pergunta, mantendo o mesmo tom despreocupado de sempre.— Se Dulce quiser levar a Luísa embo
— Então por que você não disse antes? Fiquei preocupada por tanto tempo! — Nádia rangeu os dentes do fundo.— Você não perguntou. — Luísa respondeu.— A capacidade dela de irritar as pessoas é exatamente igual à sua. — Nádia disse para Dulce. — Não importa, vocês duas têm que me compensar pelos danos emocionais.— Obrigada. — Disse Dulce, com sinceridade.— Me deixa em paz. — Nádia, como sempre. — Para de me incomodar.Dulce sorriu levemente.Tudo continuava como antes.— Mãe, posso dormir com você hoje? — Luísa abraçou o braço dela, com um leve ar de manha.— Claro que pode. — Dulce afagou a cabeça dela e, tentando falar da forma mais fluida possível, respondeu.O coração de Luísa amoleceu instantaneamente e uma sensação de paz tomou conta do seu peito.— Você passou por momentos muito difíceis. — Dulce estendeu a mão para ajeitar os fios soltos da franja dela. O gesto era suave e carinhoso, embora a fala não fosse muito fluente. — Quando eu me recuperar, vou te levar embora.Luísa fi
— É para vencer uma colega minha. — Disse Bibi. A menina era pequena, mas sua voz frágil carregava determinação. — Quero provar que posso derrotá-la em todos as áreas.Luísa ficou um pouco surpresa. Não esperava que a criança fosse tão competitiva.— Professora Luísa. — Bibi estendeu a mão e segurou
— Se essa é a sua tal razão justificável, então agora você pode me acompanhar até o hospital para se ajoelhar e pedir desculpas à minha mãe. — Luísa falou com franqueza e firmeza.Glauber largou a taça de vinho e levantou-se lentamente. Ela pensou que ele finalmente iria acompanhá-la. Mas, no segun
— Se você não consegue beber, não vamos forçar. — Disse Henrique com um sorriso nos lábios. — Esse tipo de coisa precisa de consentimento mútuo.Glauber apertou inconscientemente o copo na mão, olhou para a mesa e, depois de considerar todas as consequências, deu uma resposta decisiva:— Eu bebo!A
Ele lançou um olhar de lado.Henrique logo se atentou ao que disse. Como é que pôde deixar escapar seus verdadeiros sentimentos?— O que eu quis dizer é que os presentes que você me dá são sempre muito especiais, e alguém como eu, que não faz nada e ainda por cima não ajudou em nada, não merece rece







