เข้าสู่ระบบUm traço de desespero passou pelo rosto de Bruna, e Douglas não deu a ela tempo para escolher as palavras. Ele avançou mais um passo. O rosto dele quase não mostrava expressão, mas a pressão que ele exercia era sufocante.— Você pagou a Camila, mandou que ela conseguisse aquelas fotos para você, e depois foi você quem colocou as fotos na internet.Bruna desviou o olhar, e a voz dela saiu sem firmeza:— Eu... Eu não estou entendendo o que você está falando.— Não está entendendo? — O olhar de Douglas ficou preso no rosto dela, e a voz dele baixou ainda mais, fria. — Então eu falo mais claro. Primeiro você comprou a Camila para ela vigiar cada passo meu. Depois você a mandou fotografar todos os encontros entre mim e a Nina. Agora você ainda procurou a imprensa para divulgar aquela matéria. E é agora que você vem me dizer que não entende o que foi que você mesma fez?— Eu não fiz isso! — Bruna subiu o tom de repente, como um bicho encurralado. — Aquelas fotos não vazaram por minha causa!
Nina baixou um pouco os olhos e manteve a ponta dos dedos imóvel sobre a tela por alguns segundos antes de digitar:[Não tem nada a ver com você. Não fica pensando besteira. Vai descansar cedo.]Depois de apertar o botão de envio, ela virou o celular com a tela para baixo e largou sobre a mesa.Ela não perguntou como as fotos do Grupo Duarte tinham vazado, e também não perguntou qual era o plano de Douglas para resolver aquilo.Ela ainda ficou sentada em silêncio por um tempo e, em seguida, se levantou, apagou a luz do escritório e voltou para o quarto para descansar.Quando Douglas recebeu a mensagem, percebeu que, sem se dar conta, havia fechado os dedos com força em volta do celular.Nina não tinha cobrado nada, não tinha culpado Douglas, nem sequer tinha feito uma pergunta a mais. E justamente essa confiança fez a raiva abafada no peito dele arder ainda mais.Aquela história, pelo jeito, realmente não se desvinculava de Soren.Mas como, exatamente, a mão de Soren tinha conseguido a
A pergunta tinha sido direta, e o ar entre os dois pareceu endurecer de vez.Soren estreitou um pouco os olhos.— Você está desconfiando de mim?— Você pode entender assim. — Douglas esboçou um sorriso gelado e admitiu sem rodeios.— Eu realmente quero mantê-la ao meu lado, mas eu não chego ao ponto de usar uma coisa rasteira dessas. — A voz de Soren carregou um cansaço perfeitamente calculado. — Você está me fazendo parecer muito mais desprezível do que eu sou.— É mesmo? — Douglas avançou meio passo, encarando-o de frente. — Se não foi você, de onde vieram as fotos? Aquelas imagens só poderiam estar nas mãos de quem anda perto o suficiente dela e sabe exatamente a rotina dela. Me diz: tirando você, quem mais poderia ter aquele material?O sorriso no rosto de Soren foi desaparecendo aos poucos. Ele ficou em silêncio por alguns segundos, como se tivesse sido encurralado e já não fizesse questão de manter a fachada de harmonia. Então ele riu, frio:— Você também não poderia ter? A foto
Douglas baixou os olhos.— Eu entendo.— Pode levantar. — A voz de Magnus saiu neutra.Douglas disfarçou o sarcasmo que ainda brilhava no fundo dos olhos e se levantou.Os joelhos dele estavam dormentes depois de tanto tempo ajoelhado, mas ele não deixou transparecer nada. Ele apenas ficou quieto, de pé ao lado.Magnus, enfim, direcionou o olhar para Soren.— Soren.— Vô.— O que você pretende fazer em relação a isso?Soren apertou de leve os lábios. O tom dele soou manso e respeitoso:— Eu vou divulgar, o quanto antes, uma nota oficial esclarecendo os fatos. Eu não vou deixar que esses boatos prejudiquem a Nina. Quanto ao divórcio... No momento, não é prudente forçar nada.Magnus examinou o neto por um instante, como se avaliasse o quanto daquilo era sinceridade e o quanto era cálculo.Depois de alguns segundos, ele assentiu devagar.— Pelo menos, dessa vez você não foi ingênuo até o fim. — Ele se recostou na poltrona, e o tom ganhou um peso pensativo. — No fim das contas, por mais fe
Luiza ouviu o que ele disse e sentiu a inquietação ir se dissipando aos poucos.Ela virou o rosto, encaixou o queixo no ombro dele e murmurou, com a voz abafada:— Você acha que a Nina, depois disso tudo, vai acabar perdendo de vez a fé em casamento?— Eu acho que não. — Gustavo respondeu na hora.Só que as expectativas de Nina em relação a casamento nunca tinham a ver com aquele ideal perfeito de casal em harmonia absoluta.Luiza ergueu os olhos para ele.— Você fala sério?Gustavo não entrou em detalhes. Ele apenas deu um leve tapa carinhoso na cabeça dela.— Falo. Ela só precisa de um pouco de tempo.Longe da atmosfera acolhedora do Solar do Lago, o clima na mansão da família Williams estava ainda mais pesado do que a chuva de inverno caindo lá fora.Magnus tinha chegado já no fim da tarde.O velho vestia um terno cinza-escuro impecável e se apoiava na mesma bengala de madeira de roseira que usava havia anos. Chegara às pressas, ainda com a roupa amarrotada pela viagem, e nem sequer
Nina continuou recostada no banco de trás e baixou o olhar.— Não tem problema. Daqui a pouco ninguém vai ter mais assunto.A voz dela saiu calma, como se ela apenas constatasse algo que já estivesse decidido.Virgínia se surpreendeu por um instante, mas logo entendeu.Pelo jeito como Callum costumava conduzir as coisas, mesmo que ele tivesse falado com tanta dureza ao telefone, parte daquela reação também tinha a ver com a própria reputação. Mas aquilo também afetava diretamente o futuro da neta preferida.Nina não era só a neta dele. Naquele momento, ela era a melhor aposta da família para preservar o nome dos Frota.Edson e Cauã podiam fazer barulho no mundo dos negócios, mas os dois precisavam da base que Nina garantia. Era o equilíbrio entre os três irmãos que permitia que a família Frota subisse cada vez mais alto.Quando parasse para pensar com frieza, a última pessoa que Callum colocaria na mira seria a própria neta.As pessoas que precisassem ser silenciadas, ele trataria de s







