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Capítulo 4. Acordo

ผู้เขียน: Deypi
last update วันที่เผยแพร่: 2026-09-01 01:03:56

Dentro do escritório e devidamente acomodados, Gustavo perguntou, tentando controlar a ansiedade.

      — Diga o que você quer, querida.

      — Descobri uma médica e cientista, especialista em medicação natural e holística e quero que ela examine o Rafael.

      Gustavo encostou em sua poltrona confortável, com os cotovelos apoiados nas laterais e juntando os dedos das mãos. O que sua filha pedia não era um caso simples. Rafael estava sendo mantido isolado de tudo e todos para evitar especulações.

      A própria Carolina, noiva do rapaz em coma, só podia vê-lo em dias e horas determinados. A família Pacheco já tinha gasto uma fortuna trazendo os melhores especialistas de dentro e fora do país e não descobriram nada. Trazer outra pessoa para explorar o que não tinha explicação, era cutucar a ferida.

     .— Você conhece essa doutora? Como você chegou até ela? Sabe que pedir esse tipo de coisa, neste momento, não será nada fácil.

      — Ela é famosa por suas descobertas na área de medicina natural. Infelizmente, trabalha para a concorrência, mas acredito que ela se encaixa perfeitamente no caso do Rafael. Tenho quase certeza que usaram um veneno natural nele e ela é especialista nesta área.

      Gustavo quase bufou. Sua filha queria trazer uma cientista da concorrência para examinar o xodó dos Pacheco, a principal mente controladora dos novos empreendimentos da empresa.

      — Tenta, pai, por favor. Prometo me comportar e obedecer todas as suas ordens daqui em diante. 

      Aquela não era uma promessa a ser desprezada, por isso, Gustavo, antes de se atrever a ligar para o amigo com aquela proposta quase ultrajante, quis confirmar. Pegou o celular e colocou para gravar.

      — Só acredito se você gravar essa promessa.

       — Tudo bem. — Ela gravou seu compromisso e o pai sorriu satisfeito.

      — Não imaginava que você gostasse tanto daquele rapaz.

      — Não é uma questão de gostar e de proteger a nós todos, pois se aquele demônio maldito dominar toda a empresa Pacheco, nós todos estaremos na miséria. 

      Gustavo abaixou a cabeça, analisando o que ela estava dizendo. Rafael era o melhor presidente que as empresas Pacheco tiveram nos últimos anos. Era jovem, inteligente e inovador, mas acima de tudo, agia com decência e justiça, tratando todos os seus funcionários com benevolência, mas sendo justo.

      Puxando o ar para tomar coragem, Gustavo pegou o celular e ligou para o número restrito de seu amigo Alan, que atendeu do outro lado da linha, franzindo a testa por receber a ligação de um amigo com quem não falava há um bom tempo. 

      — Gustavo, que surpresa! O que posso fazer por você? 

      — Sei que seu momento não está dos melhores, mas esse assunto é sério e é para ajudar a todos.

      — Pelo jeito é um assunto sério.

      — Sim, meu amigo, vai mexer com seu coração e medir a dimensão do seu amor por seu filho.

      O coração de Alan pulou uma batida e ele levou a mão ao peito agarrando-o com os dedos como se fossem garras, tentando bloquear o mal maior. 

      — Fale sem rodeios.

      — Tenho uma sugestão de médica para examinar o Rafael. Ela não é nenhum dos nossos, muito pelo contrário, é do lado do inimigo. 

      — O que você quer dizer com isso, fale logo com clareza, meu coração não aguenta mais sofrimento.

      — Minha filha sugeriu chamarmos a doutora Carolina Ferreira para examinar Rafael. Minha filha Carol acha que ele foi intoxicado por algo natural, algum tipo de erva ou coisa assim e essa doutora é especialista nessa área.

      Alan estava sentado à sua mesa do escritório em frente ao computador e digitou o nome Carolina Ferreira e tudo que apareceu fez com que ele arregalasse os olhos de surpresa. 

      — Uau! Estou vendo a ficha dela e ela, realmente, é incrível. Mas pelo jeito, deve ser difícil contatá-la.

     — Se você consentir, Carol entrará em contato com ela e você só precisa autorizar sua entrada.

      — O que a sua filha prometeu a você para que ligasse para mim?

      — Ela terminará hoje mesmo o chip do novo firewall.

      Alan sorriu, com aquele chip ele bloqueia todos os seus inimigos, incluindo aqueles que estavam ao lado dele, sugando-o como se ele não estivesse percebendo.

      — Ótimo, diga a ela que chame a doutora e confirme a visita no dia e hora que ela estiver disponível, de preferência o mais rapidamente possível e me avise para que eu autorize a entrada. 

      — Ótimo, tenha esperança, amigo, dará tudo certo.

     Os dois se despediram e desligaram os seus aparelhos. Gustavo, sorrindo prazeroso, olhou para sua filha e levantou o polegar confirmando a visita da doutora. 

      Carolina não perdeu tempo e entrou em contato consigo mesma em outra vida, marcando a visita para o dia seguinte pela manhã. Desligaram depois de Carolina avisar que não poderia a acompanhar, pois sua presença estava restrita.

Entusiasmada, Carolina agradeceu ao pai:

— Obrigada, papai. Ela irá amanhã, passe o contato restrito dela para o tio Alan, ela irá amanhã de manhã e ele pode combinar diretamente com ela.

— Ótimo e você pode ir direto para o laboratório.

— Está bem, vou indo, não precisa mandar, cumpro minhas promessas.

Por mais que amasse seu pai, não gostava de ficar muito tempo com ele, sua aura poderosa e pesada, faziam-na se sentir muito pequena e não gostava desse sentimento de inferioridade.

Aprendeu na adolescência a se defender dele, após completar seu primeiro projeto de ciências na escola e ser elogiada, ganhando até o prêmio de excelência. Desde então, não aturou mais o menosprezo e principalmente a maneira machista como ele a diferenciava dos irmãos.

Estava saindo, quando seu irmão mais velho chegou. Ele era o segundo na administração da empresa e pelo seu semblante, ainda não sabia que ela estava de volta e concluiria o projeto.

Foi agarrada pelo colarinho da camisa que usava e suspensa até tirar os pés do chão.

— Aqui está você, sua pequena irresponsável, vou te levar agora mesmo para o laboratório da empresa e você só sairá de lá quando completar o projeto.

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