เข้าสู่ระบบDOMINIC FRASERUm ano depois:Quando entro na igreja, acompanhado de minha mãe, parece que vou explodir de emoção.Primeiro que eu jamais, em toda a minha existência, imaginei que fosse me casar, e principalmente, com a mulher dos meus sonhos.A mãe de Samantha, entra acompanhada do próprio pai, Wilson, já que o meu pai é falecido.Quando começa a tocar a música dos padrinhos, ainda está fácil de conter a emoção. Charlotte entra primeiro, acompanhada de Ian — que depois saiu pelos fundos para entrar com seu verdadeiro par. Não preciso dizer que o salão inteiro quase se esvaiu em lágrimas.E então, Laura entra acompanhada de Louis, os dois formam um casal tão lindo, que meus olhos ficam marejados, e não me importo de permitir que as lágrimas venham à tona, porque hoje é o dia do meu casamento. E minha grande amiga acabou de entrar na nave, radiante e acompanhada do homem que ela ama, e não há satisfação maior, do que ver pessoas que você ama, felizes. Estou transbordando de alegria.
SAMANTHA VASCONCELOSSeis meses depois:Chego tarde da empresa, e encontro Dom no quarto com Obra prima dormindo aos seus pés. — Oi, nenê — digo para ela e enfio o nariz em seus pelinhos. — Sempre ela primeiro né? — diz meu namorado, levantando os olhos de um livro.—Você não me recebe saltitando e dando a vida por um colinho.Ele dá risada e vou para cima dele, já o montando, mas ele me impede.— O que pensa que está fazendo? — ele pergunta.Estranho sua reação. Com o cenho franzido, respondo:— Te dando oi do nosso jeito preferido?— Oi amor — diz ele com um sorriso, um beijo na testa e um cheiro.Ele se levanta comigo no colo e fala:— Temos compromisso.— Compromisso? Que compromisso? Eu não tenho nada marcado.— Tem sim, amor.— Não tenho, Dom.— Tem um jantar à luz de velas esperando por você — começo a sorrir. — Na biblioteca — Completa.— O que? — Pois é, estou inovando, pro nosso relacionamento não cair na rotina.Reviro os olhos, Dom sendo… Dom.Esse cara realmente nunca
IAN MCDOUGALLAinda há duas coisas que preciso resolver.Preciso me desculpar com Samantha antes que ela se vá. Louis me informou que ela está na empresa agora, então passo óleo de peroba na minha cara de pau, e vou até lá.Nesses dias, descobri que a quero na minha vida, e não importa muito como. Eu já estou em pedaços, e preciso de todos os meus amigos ao meu lado, todos. Meu comportamento e minha acidez fez com que nos afastássemos.Eu me tornei amargo, uma pessoa chata.Quem sou eu para interferir na felicidade de alguém? Tornei a vida de Samantha infeliz de todas as maneiras que estiveram ao meu alcance.E por isso, estou indo até sua sala para me desculpar com ela. É o correto e com certeza é o que meu pai gostaria que eu fizesse. E disso eu tenho certeza. Já que meu pai de alguma maneira, passou a amar Samantha, como todos aqui.Agora ela é da família.Que doideira.Bato na porta da sala e não aguardo resposta antes de entrar.— Ian? – Samantha obviamente se assusta ao me ver.
IAN MCDOUGALLNão posso acreditar no que está me acontecendo. Estou colocando os bofes pra fora enquanto Samantha e Dom, me dão suporte.Eu não mereço a ajuda deles, de nenhum dos dois.Ao me ver passar mal, Dom se levanta rapidamente da mesa, e chega em mim antes que Sam se quer, pousasse sua xícara no pires.— Calma, respira — ele passa a mão em minhas costas. — Respira — ele segue repetindo a palavra até que eu acabe de colocar tudo pra fora. — Vem comigo.Eu não consigo me mexer.Estou de porre.Fraco, já que estou há dias sem comer.Sem contar a vergonha que estou sentindo.Dom praticamente me carrega até o banheiro, e quando percebe que eu realmente não consigo ficar em pé, ele me ajuda.Dom coloca a cara pra fora da porta do banheiro e grita para Samantha:— Traz uma de minhas roupas e deixa aqui na porta pra ele.— To indo! — ela grita de volta.— E uma toalha limpa.— Indooo! — ela repete.Escuto a movimentação na casa, minha cabeça está girando, e doendo muito.Dom Fraser aj
IAN MCDOUGALLNão estou sabendo lidar com o turbilhão de sentimentos ruins que estão me afligindo. Na verdade, se parece mais com um ataque. Um ataque de sentimentos.Primeiro minha mãe, agora… meu pai?Me pergunto o que posso ter feito para merecer tal destino. Quando fecharam aquele caixão, e o selaram dentro da terra, algo dentro de mim se quebrou.Não há outra maneira de colocar: uma fenda se abriu em meu coração, e dali, parecem escorrer todo tipo de sentimento.Sentimentos ruins.Angústia.Medo.Desespero.Solidão.Não existe mais ninguém nesse mundo que seja pra mim, por mim. Eu tinha meu pai, e agora não tenho nada e nem ninguém.É exatamente por isso que passei os últimos dias me embebedando na cabana do meu pai. Minha agora, essa cabana é minha.Não sei quantos dias se arrastam, enquanto passo por essa situação deplorável que eu mesmo me coloquei. Esse é o primeiro dia que passo com certa lucidez, as outras vezes que tentei, os sentimentos eram demais para suportar.Mas agor
SAMANTHA VANCONCELOSDepois do enterro, quando chegamos em casa, estou tomada pelo cansaço. Tomo um banho quente e Dom está providenciando algo para comermos.Fico esparramada no sofá. Não há mais lágrimas para chorar. Nós jantamos em silêncio, e caímos na cama. Ainda é cedo, são dezoito horas. E dormimos até às dez do outro dia. Muito cansaço.Muito esgotamento.A energia de morte parece recair sobre todos nós. Aproveito para ligar pros meus pais, dando graças a deus por ouvir a voz dos dois e saber que estão vivos e bem.Não damos o devido valor as coisas que são extremamente importantes para nossa vida, só porque achamos que certas coisas não vão acontecer com a gente. Mas acontece. Acidentes acontecem. A morte acontece.De tarde, recebo um telefonema incomum para o dia de hoje:— Oi, Louis — atendo.— Samantha, tudo bem? — Estou bem. E a Laura?— Estamos aqui na mansão com Charlotte. Ela está trancada no quarto chorando... — ele faz uma pausa. — Alto. — Ela está aos berros!







