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Capítulo 3

Penulis: Calma
— Nossa, a aniversariante chegou primeiro. Que culpa a minha, com essa barriga é difícil me mover. Lucas ficou com medo que eu ficasse desconfortável em outro carro. Fez questão de vir me buscar.

Paula acariciou a própria barriga com orgulho. Depois, olhou para a minha.

Era como se dissesse: você também está grávida, mas e daí?

Por causa da fala dela, a galera começou a fazer barulho.

— Desde pequenos, o chefe Lucas sempre deu atenção só para a Paula.

— Quando o bebê de vocês nascer, vai rolar o casamento, né?

— Não esquece de nos convidar!

Em meio a tantos parabéns, pareciam ter esquecido que eu ainda era a esposa de Lucas.

E pareciam ter esquecido que aquilo não era um noivado.

Era só uma festa de aniversário que Lucas organizou para aliviar a culpa que sentia.

Vê-los daquele jeito me deu um enjoo incontrolável. Tive que segurar o vomito.

Fui me levantar para sair. De alguma forma, isso chamou a atenção de Lucas.

Ele franziu a testa para mim e disse com frieza:

— É o seu aniversário. O que vão pensar se você sair?

— É só enjoo de gravidez, aguenta um pouco.

Mas no segundo seguinte, Paula também fez um som de enjoo.

Lucas imediatamente a segurou, tenso, fazendo-a sentar. Tirou uma bala de ameixa do bolso.

Abriu a embalagem e deu na boca dela, ele mesmo.

Os gritos de aprovação voltaram.

Fechei os olhos.

Minha festa de aniversário virou o palco do show de afeto deles.

Eles agiam como um casal de verdade, rindo e conversando com os amigos em comum.

Eu fui esquecida em um canto.

Nem um bolo de aniversário tinha.

Que absurdo, que ridículo.

Essa era a festa de aniversário que Lucas preparou para mim.

Forcei as lágrimas a sumirem. Engoli todo o amargor.

Eu realmente deveria parabenizá-lo, Lucas, porque em mais dois dias eu ia embora de vez.

O lugar de Sra. Ribeiro pode ficar com a pessoa que ele realmente ama.

Eu não fui embora naquela noite. Apenas fiquei sentada, sozinha no canto, assistindo àquela festa ridícula.

Só quando acabou, Lucas finalmente me notou e se ofereceu para me levar para casa.

Ele era meu marido, mas parecia que não estávamos voltando para a casa dele.

Mas, assim que ele disse isso, Paula o segurou pelo braço.

— Lucas, estou cansada. Quero ir para casa logo.

Lucas acariciou o cabelo dela, preocupado: — O bebê está te incomodando de novo? Então vamos para casa.

Ele saiu com Paula, e eu tive que entrar no carro dos seguranças de novo.

Eu me senti um palhaço.

Toquei meu rosto. As lágrimas que eu pensei que cairiam, não caíram.

Parece que quando a dor é extrema, você realmente para de sentir.

Eu não consigo entender.

Se ele se importava tanto com a amiga de infância, por que casou e teve um filho comigo?

Se ele queria tanto mostrar ao mundo o quanto a amava, por que não se divorciava de mim? Por que insistir em manter nosso filho, para sermos ridicularizados e insultados juntos?

Eu não dormi bem naquela noite.

Só acordei de manhã com a campainha.

Paula e os pais dela apareceram de surpresa.

Assim que me viu, a mãe de Paula começou a alfinetar:

— Grávida do bastardo de outro e ainda tem a ousadia de monopolizar o lugar de Sra. Ribeiro.

— Não sei como seus pais criaram uma filha tão sem-vergonha.

O pai de Paula também me olhou com desprezo.

— Chega. Por que perder tempo com gente assim?

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