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5. ADICTA AO DESCONHECIDO

Penulis: Bris
last update Tanggal publikasi: 2026-02-02 18:51:19

Com cada risada que se filtrava pelas paredes, minha resolução se fortalecia. Não permitirei que este casamento aconteça. Meus pais poderão tentar forçar minha mão, mas minha vontade é de aço forjado no fogo da traição.  

Quando já não aguento mais suas vozes e risadas, me levanto; a chave fria na minha mão é um lembrete tangível do meu novo propósito. Com apenas meu roupão como escudo contra o mundo exterior, saio. Eles nem percebem, imersos em seu jogo de se apropriar do controle enquanto se tocam e se abraçam com luxúria.  

Não os olho, avanço decidida em direção ao meu destino sem olhar para trás uma única vez, sem remorso nem analisar o que vou repetir. Caminho para fora da casa enquanto fecho a porta atrás de mim, deixando para trás as risadas e os jogos triviais. Tenho um encontro com o destino e não chegarei atrasada.  

O silêncio do corredor parece guardar os segredos da noite enquanto me dirijo ao elevador. A subida até o último andar é uma viagem de determinação, cada andar deixado para trás me afasta da vida que conhecia e me aproxima de uma nova realidade que estou disposta a explorar.  

Ao chegar, a porta se abre sem resistência, como se o destino estivesse ao meu lado. A suíte se revela diante de mim, um lugar de escapismo e prazer. Ele jaz ali, um Adônis completamente nu em repouso no centro da cama, alheio às tempestades que assolam meu mundo. Meu roupão cai ao chão com um sussurro suave, assim como ele, uma declaração silenciosa das minhas intenções.  

Subo na cama sem medo, como se fizesse isso todos os dias. Deslizo com uma graça nascida de uma mistura de desejo e desespero. Preciso que ele me faça esquecer novamente, que o prazer apague toda a dor do meu coração. Meus movimentos o despertam e seus olhos encontram os meus, cheios de perguntas que não precisam ser formuladas em voz alta. Não há surpresa em seu olhar, apenas a aceitação tranquila do que está por vir.  

—Agrade-me —é tudo o que digo em um sussurro. Meus lábios buscam os dele em um beijo que é tanto uma promessa quanto uma súplica. Quero me perder na sensação, esquecer tudo exceto o aqui e o agora.  

Levanto-me sentindo como ele penetra e se introduz de novo em mim, enquanto me guia com suas mãos na minha cintura no movimento que quer que eu siga. E eu sigo, acompanhando o movimento que ele impõe, desfrutando de me sentir cheia, estremecendo com cada investida que ele me dá, e me deixo levar, esquecendo de tudo o mais; só existimos nós e o prazer que nos damos sem exigir nada em troca.  

Estou maravilhada comigo mesma, nunca antes fiz isso e parece que sim. Peço a ele repetidamente que me faça experimentar essa descarga de prazer que me preenche e me estremece do fundo do meu ser, enchendo-me de um prazer indescritível como uma droga que me faz gritar pedindo mais sem pudor.  

Ele responde com uma paixão que não precisa de palavras. Nos entregamos ao ritmo antigo e eterno do desejo, buscando e encontrando o alívio do cansaço nos braços um do outro. Nossos corpos brilham de suor, odorosos dos líquidos espalhados, sem deixarmos de desfrutar um do outro. Sem nos importar com mais nada, apenas com o líquido inesgotável de nossos corpos como uma fonte interminável que nunca seca.  

Ele me ensina tudo o que quer e eu sigo, não me nego a nada que ele sugira. Sem me importar com a dor, o cansaço, a ardência. O prêmio do prazer faz com que tudo isso fique em segundo plano. Ele me penetra repetidamente com afinco, me experimentando por todos os lugares que consegue entrar, deleitando-se com meus gemidos a cada vez que me faz explodir.  

Por esta noite, pelo menos, posso deixar para trás a traição e a dor, mergulhando em um mundo onde apenas o prazer importa. Um prazer que não sabia que existia e que estou aprendendo a partir das mãos de um expert que não se importa com minha inexperiência, e sim com o que eu quero, que me agrade sem exigir nada em troca.  

Posso ver que, assim como eu, ele quer escapar de algo ao me penetrar repetidamente; percebo isso em seu olhar, reconheço-me nele. Ele tem a mesma dor e desesperança que a minha. Não pergunto, não quero saber. Continuo agradando-o em tudo o que ele deseja até que ambos caiamos rendidos, exaustos, mas satisfeitos.  

Para minha surpresa, comecei a contar-lhe tudo o que me havia acontecido na vida sem que ele fizesse uma única pergunta ou compartilhasse algo sobre a sua. Só quando me levantei para ir embora, ele me segurou pela mão e com voz firme aconselhou:  

—A melhor vingança é atingi-los onde mais dói. Não mostre que está ciente; aja como a noiva apaixonada perfeita e enfrente sua irmã com suas próprias armas.  

Não compreendi totalmente suas palavras, mas captei a essência de sua mensagem. Ele me beijou intensamente e, ao se afastar, acariciou-me delicadamente enquanto acrescentava:  

—E lembre-se, conto com você.  

Ao retornar para meu apartamento e atravessar a porta, a visão de Roger e Celeste, entrelaçados em um sonho compartilhado no sofá, mal toca a superfície da minha consciência. Continuei em frente sem sentir nada, nem raiva nem decepção; apenas uma desconexão fria e libertadora. Dirigi-me ao meu quarto com uma única ideia em mente: a vingança.  

Tomei um banho com bastante sabonete aromático, como gosto. A ideia que ele me disse não é nada má; farei o que ela faz. Ha, ha, ha... Preparem-se, vamos ver quem ri por último. A água quente leva os últimos vestígios da noite anterior e, a cada gota que escorrega pela minha pele, sinto como se a velha Celia, aquela que se submetia às expectativas dos outros, se desgrudasse.  

Vesti-me com esmero, não para agradar a ninguém, mas como uma armadura brilhante para a batalha que tenho pela frente: a luta pela minha própria libertação. Ao entrar na cozinha, comecei a preparar meu café da manhã como se nada tivesse acontecido. Contrariamente ao que se esperava, sinto-me imensamente feliz e relaxada, como se a noite nos braços daquele desconhecido me tivesse tirado da escuridão, enchendo meu corpo de luz e esperança. Quem será?

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