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Ettore

last update 게시일: 2026-11-09 00:40:46

— Vamos para o quarto!

Ettore pegou a mão de Elisa e a conduziu pela casa até um quarto nos fundos.

O quarto tinha móveis de madeira escura e a decoração também era em tons frios e escuros. Para Elisa, o quarto tinha a essência de Ettore.

Elisa sentiu-se tensa quando passou pela porta e escutou o clique da fechadura sendo trancada.

— Esse é o seu quarto, você costuma dormir aqui? — perguntou, tentando disfarçar o nervosismo.

— Nós moramos nessa casa um tempo atrás, e sim, esse era o m
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  • Os Trigêmeos do Morro   Triste

    Elisa deitou-se na cama, mas não conseguiu pegar no sono. Estava agitada por causa de tudo o que aconteceu naquela noite com os trigêmeos, mas tinha um outro pensamento lhe atormentando.César.Não conseguia compreender como ele poderia ser tão indiferente a ela. Lutava com todas as forças para matar aquele sentimento em seu coração. Não era amor, não podia ser. Não depois de tudo o que ele fez.Mas ela sentia como se uma faca entrasse no seu peito toda vez que o marido sequer reparava quando ela se produzia mais ou quando voltava animada do salão de cabeleireiro, e ele não tecia nenhum elogio.Não entendia por que ainda esperava isso dele.Mas, quando chegou em casa às três da manhã e se deparou com ele sentado na sala, achou que era impossível que ele fosse indiferente a isso e se decepcionou outra vez.César não se importava.Agora que ele entrou no Grupo Duran, não estava preocupado nem mesmo com sua imagem. Aliás, por que estaria? Elisa tinha certeza de que a amante do marido foi

  • Os Trigêmeos do Morro   Comemorando

    — Ettore, eu não posso dormir aqui... — a voz miúda de Elisa ecoou pelo quarto.— Não se preocupe, não vou te deixar dormir muito. Quero apenas que descanse um pouco.Ettore estava sentado na beirada da cama, pensativo.— Ettore... — Elisa se sentou, mas não tocou nele. As costas dele possuíam tantas cicatrizes que ela sequer sabia se poderia tocá-lo ali sem lhe causar desconforto. — Você está bem? Ficou estranho depois de...— Estou preocupado com você.— Comigo? — Ela o olhou surpresa. — Eu estou bem. Gostei e estou feliz que você tenha sido o primeiro.Ettore segurou a mão dela, fazendo carinho com o polegar. Um sorriso genuíno finalmente surgiu naquele rosto severo.— Pelo pouco que nos contou sobre a sua vida, imagino que deva se sentir muito solitária. Na verdade, nós pesquisamos sobre você também. — Ettore riu. — É ruim se sentir só, então quero te dizer uma coisa muito importante. Preste bastante atenção...— Pode falar.— Nós gostamos de você, queremos você... E estamos dispo

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    — Vamos para o quarto! Ettore pegou a mão de Elisa e a conduziu pela casa até um quarto nos fundos. O quarto tinha móveis de madeira escura e a decoração também era em tons frios e escuros. Para Elisa, o quarto tinha a essência de Ettore. Elisa sentiu-se tensa quando passou pela porta e escutou o clique da fechadura sendo trancada. — Esse é o seu quarto, você costuma dormir aqui? — perguntou, tentando disfarçar o nervosismo. — Nós moramos nessa casa um tempo atrás, e sim, esse era o meu quarto. Mas fazia tempo que não voltava aqui. — É bonito, combina com você. Ettore se aproximou dela e tirou a jaqueta que ela estava usando sobre o vestido. Dobrou a peça com cuidado exagerado e a colocou sobre a cômoda. Ettore sempre gostou de ter o controle, ele e os irmãos costumavam decidir tudo juntos. No entanto, era ele quem dava a palavra final. Era o mais velho, por uma diferença de poucos minutos, mesmo assim, era respeitado como tal. Os irmãos tinham muitas regras entre

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    Elisa estava sentada no sofá, enquanto os três irmãos permaneciam em pé, ansiosos, com as mãos enterradas nos bolsos das calças.Tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo. Elisa ficava impressionada quando olhava para os três tão juntos assim.— Então, o que você quer de nós, bichinho? — Ettore iniciou.— Quero... — Ela olhou para os próprios pés, criando coragem para dizer o que precisava. Quando levantou os olhos, Ettore estava com o maxilar tensionado e o olhar sombrio. — Os três.Os outros dois irmãos não olhavam para ela de maneira diferente. Todos os três estavam com aquele olhar carregado. Eram homens intimidantes.— Um de cada vez? — Ettore prosseguiu.— Sim.— E o seu marido? — Ethan perguntou, com os olhos azuis fixos nos dela.— Nosso casamento é... é de fachada. Ele não tem nenhum interesse em mim.— Mas ele tentou te forçar. — Ethan se aproximou dela, mas Elisa continuou sentada, olhando para o homem enorme que a interrogava com altivez.— Ethan... Aquilo foi... foi um m

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    Elisa deu um pulo da cama, sentindo-se animada como não se sentia havia muitos dias.Colocou um vestido discreto lilás por cima da lingerie rosa. O modelo era justo ao corpo, mas comprido e de mangas longas. Estava uma noite fria.Calçou botas que iam até os joelhos. Dessa vez, não se importou que o marido pudesse ouvi-la sair. Ela havia se transformado em um fantasma naquela casa. Uma mulher invisível para César. E ele deveria estar muito satisfeito consigo mesmo para se importar com o que ela fazia.Pegou o celular para enviar o endereço da nova casa, já que havia se mudado recentemente, mas, antes que pudesse apertar a tecla de enviar, uma mensagem brilhou na tela.[Estamos aqui fora!]Elisa foi até a janela e viu a caminhonete estacionada em frente à sua casa. Não entendia como eles conseguiam fazer aquilo, como conseguiam ter acesso a essas informações.Mas não ficou pensando muito nisso. Colocou uma jaqueta por cima do vestido e saiu de casa.Do lado de fora, estava chovendo uma

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