เข้าสู่ระบบPOV PaigeSinceramente, não me surpreendi. Era óbvio que Alessandro escolheria alguma coisa daquele tipo para me usar sexualmente. E, caralho, como eu gostava de usar e ser usada.Respirei fundo:— Agora? Ou... agora mesmo? Eu adoro jogar. O único problema é que perco na maioria das vezes.— Deve ser porque você é muito ingênua e... talvez um pouquinho desprovida de inteligência quando o assunto envolve raciocínio lógico.Sorri. Depois, virei-me de costas para ele e pedi:— Poderia, por favor, abrir o zíper para mim... marido?Eu já não sabia mais quem era naquela história: Paige ou Bela. Minha cabeça estava embaralhada. Por um momento, decidi esquecer tudo e me concentrar apenas naquilo... em Alessandro. Em fazê-lo gozar e, dessa forma, libertar Lisandro.O problema era: como eu conseguiria não g
— Eu estou cansada dos seus joguinhos.— Estou lhe dando uma chance, Paige.— Você não é o tipo de pessoa que cumpre as próprias promessas — ela disse, com raiva.— Realmente, algumas vezes não cumpro. Porém, você não tem muitas alternativas. Pode acreditar na minha promessa ou não, mas, se não jogar, nunca saberá.Paige comprimiu os lábios, derrotada. Tive certeza de que participaria do jogo que valia a liberdade de Lisandro.Ela deu alguns passos e se aproximou dele. Durante alguns segundos, apenas o observou. Depois, falou com a voz mansa:— Quando éramos crianças, você sempre dizia que, se tudo ficasse escuro, bastava contar até três — sussurrou.Eu só consegui ouvi-la porque estava próximo demais dos dois.Lisandro franziu a testa, mas seus
Pensei em falar sobre a memória, em explicar que Lisandro não reconheceria seu rosto nem sua voz porque não se lembrava de nada. Poderia contar que ele sequer sabia o próprio nome quando acordou e que fui eu quem disse como se chamava. Poderia prepará-la para o que aconteceria assim que atravessasse aquela porta.Mas ela não me preparou para nenhuma das dores que causou à minha família.— Nada.Depois de desistir de prepará-la, abri a porta.Paige observou brevemente o quarto amplo, limpo e confortável, embora não existissem janelas. Uma cama ocupava o centro do espaço, cercada por equipamentos médicos discretos.Lisandro estava sentado na cama. Os novos hematomas marcavam sua pele, lembrando tudo o que Paige me obrigou a fazer com ele.— Lisandro...A maneira como ela pronunciou o nome dele fez meu estômago se contrair. N&atil
Ela desceu atrás de mim, calada.O subterrâneo passou por uma reforma anos antes. Não era úmido, escuro nem insalubre como Paige provavelmente imaginava. O corredor possuía paredes claras, iluminação adequada e câmeras instaladas em pontos estratégicos. Lisandro ocupava o último quarto.Enquanto caminhávamos, a respiração de Paige começou a acelerar.— Ele está machucado?Não respondi imediatamente. Acho que ela já imaginava que sim. E o mais engraçado naquilo tudo é que, do nada, Paige decidiu se importar com Lisandro, sendo que antes daquela noite tudo que queria era gozar comigo.Na verdade, eu sempre soube as respostas para as minhas perguntas. E me perguntei, naquele momento, onde e quando eu me perdi, fingindo para mim mesmo que poderia haver uma outra versão dos fatos, sendo que o próprio Rafa
— Lorenzo — chamei.Ele deu um passo à frente.— Leve meu avô de volta ao quarto e chame o médico. Ele não deveria permanecer de pé nesse estado.— Não vou a lugar algum antes de ter certeza de que você cumprirá o que disse — meu avô protestou.— Paige verá Lisandro. — defini.— Hoje? — ela perguntou.— Agora. — confirmei, sentindo meu peito apertar.Paige prendeu a respiração, e aquele simples gesto denunciou o quanto minha resposta significava para ela.Meu avô me observou rapidamente, procurando alguma armadilha em minhas palavras. Depois, pareceu acreditar que eu realmente cumpriria o que prometi e tocou o rosto de Paige com carinho.— Vá, Bela.Ela segurou a mão dele:— E o senhor?— Ficarei bem. — ele deu u
Não pretendia libertá-lo. Não depois do que descobri. Enquanto restassem perguntas sem resposta e eu não soubesse até onde Paige e Lisandro participaram do que aconteceu com minha família, ele não seria libertado. Por pressão do meu avô, eu até poderia permitir que Paige o visse, mas deixá-lo sair do meu castelo estava fora de cogitação.— Sandro — meu avô chamou, apertando Paige um pouco mais contra o corpo. — Você me deu sua palavra.Não dei palavra alguma a ele. Mas dei a Paige, o que tornava tudo ainda pior.Olhei para meu avô. A respiração dele estava pesada, o corpo curvado e os dedos finos seguravam a bengala com dificuldade. Cada passo que deu para chegar até aquela sala consumiu uma força que eu sequer imaginei que ele ainda tinha.Meu vô estava morrendo. E todos nós sab&iacu







