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O Castelo de Mármore

last update Veröffentlichungsdatum: 24.09.2026 22:17:05

O mordomo, um homem de meia-idade de voz suave e formal, os recebeu na porta principal, que se abriu silenciosamente como se tivesse sido treinada para antecipar a chegada dos dois. Ele parecia ter saído de um filme de época, com seu terno impecável e a postura ereta, os sapatos brilhando tanto quanto o piso de mármore sob seus pés.

Rafael assentiu para ele, um gesto breve e automático, quase mecânico, e a dupla foi conduzida para a sala de estar, um espaço enorme com sofás de couro e uma larei
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  • Promessa Selada   O Castelo de Mármore

    O mordomo, um homem de meia-idade de voz suave e formal, os recebeu na porta principal, que se abriu silenciosamente como se tivesse sido treinada para antecipar a chegada dos dois. Ele parecia ter saído de um filme de época, com seu terno impecável e a postura ereta, os sapatos brilhando tanto quanto o piso de mármore sob seus pés.Rafael assentiu para ele, um gesto breve e automático, quase mecânico, e a dupla foi conduzida para a sala de estar, um espaço enorme com sofás de couro e uma lareira que nunca era usada, o mármore frio ecoando cada passo que davam.Isabela se sentiu completamente deslocada. A formalidade de tudo a sufocava, como se o próprio ar daquele lugar tivesse sido engomado junto com as cortinas.- O quarto de Isabela foi preparado, senhor. - Disse o mordomo, com uma leve inclinação de cabeça. - As malas dela já foram levadas.- E Eclipse? - Perguntou Isabela, ignorando a formalidade. O mordomo piscou, visivelmente surpreso, como se não estivesse acostumado a ser i

  • Promessa Selada   O Silêncio Entre Eles

    O carro blindado deslizou pelas ruas de São Paulo, indiferente ao trânsito pesado da tarde. Dentro, o silêncio era tão opressor quanto o barulho do lado de fora. Isabela olhava para a janela, as imagens das pessoas e dos prédios passando como um borrão. Ela sentia o peso do anel em seu dedo, a aliança de platina que a unia a um homem que mal conhecia.Rafael estava ao seu lado, impassível. Ele folheava documentos, como se o casamento fosse apenas um dos muitos itens em sua agenda lotada. A atitude dele a irritava, mas também a intrigava. Era como se ele pudesse desligar as emoções com um simples toque de botão.- Já terminou de calcular o meu valor, Senhor Albuquerque? - Ela perguntou, com irritação aparente na voz.Rafael ergueu a cabeça, os olhos castanhos fixos nela, mas sem qualquer emoção.- O nosso acordo não é apenas sobre valores financeiros, Isabela. Agora é sobre a imagem da empresa. A sua imagem é a minha imagem, e a minha é a sua. Nós somos um só. Por um ano.- Um ano... -

  • Promessa Selada   Primeiros Ajustes

    Isabela sentiu um vazio ecoar no quarto, um contraste cruel com o barulho vibrante que a preenchia no haras. Suas malas, poucas e simples, pareciam se perder na imensidão do closet que mais parecia um labirinto. As roupas, a maioria confortáveis, se encolhiam ao lado de cabides vazios, à espera de vestidos e peças que ela não estava acostumada a usar.Ao desempacotar, um pedaço de papel dobrado caiu de uma de suas blusas. Era um bilhete de sua mãe.- Seja forte, meu amor. O seu valor não está nas roupas que veste ou no lugar em que mora, mas no coração que você tem. Não se perca nesse mundo. E não se esqueça de quem você é.Isabela sentiu os olhos marejarem, a saudade já apertando o peito. A mãe, com a sua sabedoria silenciosa, sempre soube encontrar as palavras certas.Ela pegou um porta-retrato de dentro de sua mala e o colocou sobre a penteadeira de mármore. A foto era de um dia de sol, ela e os pais, sorrindo de orelha a orelha, com a paisagem da fazenda e os cavalos ao fundo. Era

  • Promessa Selada   O Silêncio Entre Eles

    O carro blindado deslizou pelas ruas de São Paulo, indiferente ao trânsito pesado da tarde. Dentro, o silêncio era tão opressor quanto o barulho do lado de fora. Isabela olhava para a janela, as imagens das pessoas e dos prédios passando como um borrão. Ela sentia o peso do anel em seu dedo, a aliança de platina que a unia a um homem que mal conhecia.Rafael estava ao seu lado, impassível. Ele folheava documentos, como se o casamento fosse apenas um dos muitos itens em sua agenda lotada. A atitude dele a irritava, mas também a intrigava. Era como se ele pudesse desligar as emoções com um simples toque de botão.- Já terminou de calcular o meu valor, Senhor Albuquerque? - Ela perguntou, a voz cortante como estilhaços de vidro.Rafael ergueu a cabeça, os olhos castanhos fixos nela, mas sem qualquer emoção.- O nosso acordo não é apenas sobre valores financeiros, Isabela. Agora é sobre a imagem da empresa. A sua imagem é a minha imagem, e a minha é a sua. Nós somos um só. Por um ano.- U

  • Promessa Selada   Despedidas

    O almoço de casamento, que prometia ser interminável, finalmente chegou ao fim. O sol da tarde entrava pela janela do restaurante, dourando a mesa e os rostos cansados. Taças ainda pela metade refletiam a luz em pequenos cacos dourados, e o aroma de flores brancas, já murchando discretamente nos arranjos centrais, misturava-se ao cheiro de café recém-servido.O pai de Isabela, com a voz embargada, se levantou e apertou a mão de Rafael, os dedos apertando com mais força do que o gesto exigia.- Rafael… cuide bem dela. - Ele disse, o olhar suplicante e ao mesmo tempo desafiador. - Ela é a luz dos meus olhos.Rafael apenas assentiu, a mão firme, sustentando o peso daquele olhar sem desviar o próprio.A mãe de Isabela abraçou a filha com força, o gesto carregado de um amor silencioso. Por um instante, pareceu que não a soltaria, como se pudesse, só pelo abraço, proteger a filha de tudo o que viria depois daquele dia.- Sua alma não se vende, meu amor. Lembre-se disso. E ligue para mim sem

  • Promessa Selada   O Almoço

    Ao saírem do cartório, a calmaria que envolvia a cerimônia foi abruptamente quebrada. Uma multidão de repórteres e fotógrafos, ansiosos por um vislumbre do casamento relâmpago, se aglomerou nas escadas do edifício. Flashes de câmeras explodiam, e uma enxurrada de perguntas invadiu o ar."Senhor Albuquerque, como o senhor se sente?" "É verdade que foi um casamento arranjado?" "O noivado durou apenas um mês, por que tanta pressa?" "Senhorita Monteiro, quais são os seus planos agora que é uma Albuquerque?"Rafael, com um movimento rápido e instintivo, colocou a mão nas costas de Isabela, guiando-a por entre a confusão. Seus seguranças se moveram em perfeita sincronia, formando uma barreira protetora que os isolou do frenesi. Ele não respondeu a nenhuma pergunta, seu rosto impassível como uma estátua. Isabela, com a mesma frieza, manteve os olhos fixos na porta do carro, ignorando os flashes e as vozes.No banco traseiro do carro blindado, o silêncio era pesado e constrangedor. A mão de R

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