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Quando o Marido Quer a Sua Morte!
Quando o Marido Quer a Sua Morte!
작가: Luar

Capítulo 1

작가: Luar
O celular caiu no chão, encerrando a chamada.

Olhei para baixo, fitando minha barriga, e acariciei-a suavemente, com os olhos já transbordando de lágrimas.

Não era de se admirar que, toda vez que eu pedia para Umberto sentir o bebê chutar, ele não demonstrava a mínima emoção.

Ele sabia desde o início que essa criança estava condenada a não nascer.

Umberto saiu do banheiro sorrindo.

— Querida, o bebê está comportado? Está agitado de novo? Deixe-me dar uma bronca nele!

Levantei meu rosto banhado em lágrimas para encará-lo, as palavras de acusação presas na garganta.

Mas ao vê-lo se aproximar com preocupação e me abraçar nervosamente, hesitei.

— O que foi, meu amor? Está muito nervosa? Eu vou ficar com você o tempo todo, não tenha medo.

O aperto de suas mãos me causou um calafrio.

Como ele podia ser tão cruel?

Ao mesmo tempo em que matava nosso filho e mantinha um relacionamento com a amante, conseguia dizer palavras doces com tamanha naturalidade.

Senti um gosto amargo na boca e, com dificuldade, toquei minha barriga para testá-lo.

— Amor, por que... por que não sinto o bebê mexer?

Ele se abaixou e encostou o ouvido na minha barriga. Encarei-o fixamente e vi, com meus próprios olhos, um lampejo de impaciência em seu olhar.

Diante de mim, porém, essa impaciência se dissipou e ele disse suavemente:

— Ele está se mexendo sim, o bebê está bem ativo. Você só está muito ansiosa, querida. Estou aqui com você.

Justo quando abri a boca para perguntar sobre o telefonema, seu assistente bateu à porta e entrou.

— Diretor Azevedo, o médico precisa falar com o senhor sobre a cirurgia.

Umberto olhou para mim instintivamente e disse com voz mansa:

— Vou lá rapidinho e já volto.

Para evitar que eu me preocupasse com minha saúde, sempre que o médico tinha algo a dizer, conversavam no quarto, na minha frente.

O assistente baixou a voz na porta e disse a ele:

— Ela continua insistindo em vê-lo. Tenho medo que ela se altere e isso afete o bebê.

Meu coração se apertou involuntariamente. Segui-os sem pressa e vi quando ele entrou no quarto ao lado.

Talvez pela pressa, ele esqueceu de fechar a porta, deixando uma fresta aberta ao entrar.

A pessoa deitada na cama era a filha da nossa empregada.

Umberto encostou-se na barriga dela com um sorriso largo, consolando-a com ternura:

— O bebê está ótimo, veja só. Você já vai ser mãe e ainda é tão infantil. Da próxima vez, não minta dizendo que está passando mal, eu fico preocupado, sabia?

Ele tocou levemente a testa de Sacha Santos com carinho. Sacha sorriu docemente, segurou a mão dele e a beijou, fazendo manha:

— É que eu estava com saudade. Você passa o dia todo com aquela mulher, não pode dedicar um pouco mais de tempo para mim?

Umberto inclinou-se e deixou beijos suaves nos lábios dela, acalmando-a com voz terna.
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