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Capítulo 2

작가: Luar
— Preciso dedicar algum tempo para acalmá-la nesses dias, caso contrário, como vou convencê-la a criar nosso filho?

— Tudo o que faço é para que seu filho se torne o herdeiro do Grupo Azevedo, entende?

Uma onda de fraqueza me atingiu, e eu cambaleei alguns passos para trás.

Ele não apenas matou o filho que era nosso, como também planejava me fazer criar o filho dele com Sacha.

Dez minutos antes, esse homem estava segurando minha mão ao lado do meu leito, dizendo juras de amor.

No segundo seguinte, entrou no quarto de outra mulher para discutir como me fazer criar o filho dele com a amante.

Se eu não tivesse ouvido com meus próprios ouvidos, jamais acreditaria que este era o marido que amei por oito anos inteiros.

Do quarto vinham sons de intimidade. Sacha riu dengosa e o abraçou.

— O médico disse que no final da gravidez você pode se aliviar ocasionalmente... hum! Você é mau!

Como se quisesse me torturar, fiquei paralisada olhando por um longo tempo antes de conseguir sair dali, caminhando passo a passo até o consultório médico.

— Dr. Pires, diga-me a verdade. O bebê na minha barriga já parou de se mexer há muito tempo, não é?

Nunca imaginei que perguntaria isso com tamanha calma. Talvez meu coração já estivesse anestesiado.

O Dr. Pires ajeitou os óculos, desviando o olhar do meu, mas acabou cedendo e me contou:

— Sra. Azevedo, eu não deveria lhe dizer isso sem a permissão do Diretor Azevedo, mas o feto em seu ventre já está... há dois meses...

Ele nem teve coragem de terminar a frase.

Ele sabia o quanto carregar um feto morto por dois meses prejudicava o corpo, mas o objetivo era me fazer desistir completamente da criança para que eu aceitasse criar outra.

Eu disse calmamente ao médico:

— Dr. Pires, preciso de um favor seu. Após a cirurgia, você poderia dizer a ele que eu morri na mesa de operação?

O Dr. Pires, cheio de culpa, respondeu:

— Tudo bem, eu prometo.

Ao sair do consultório, encontrei Sacha passeando. Ao lado dela, Umberto a amparava pacientemente.

No instante em que nossos olhares se cruzaram, Umberto entrou em pânico, soltou Sacha imediatamente e veio em minha direção a passos largos, nervoso, para me segurar.

— Querida, eu estava te procurando por toda parte. Por que saiu sozinha? É perigoso.

Em seu peito, ainda havia marcas vermelhas recentes que não tiveram tempo de desaparecer, lembrando-me novamente da intensa batalha amorosa que ele acabara de travar.

Esbocei um sorriso irônico. Era muito perigoso, de fato. O perigo de eu descobrir sua traição.

— Não estava me sentindo bem, fui procurar o Dr. Pires para perguntar algumas coisas.

Falei friamente, afastando-me dele discretamente.

Sacha se aproximou, com o olhar cheio de um ressentimento mal disfarçado, e disse com um sorriso ambíguo:

— Lílian, o Diretor Azevedo se preocupa tanto com você. Bastou você sumir por dois minutos para ele revirar o mundo te procurando.

O escárnio no rosto dela era óbvio demais para ser ignorado.

Antes que eu pudesse dizer algo, Umberto, com o rosto sombrio, gritou com ela:

— O que te interessa? Suma daqui!

Ele usava a impaciência e a frieza para disfarçar a relação ilícita com Sacha.

Mas ao ver as costas de Sacha se afastando irritada, a preocupação em seus olhos era impossível de esconder.

Notei que Sacha também usava uma medalha de santo na cintura, muito parecida com a minha, mas um pouco diferente.

Ao voltar para o quarto, pesquisei discretamente no celular sobre a medalha e descobri que era diferente da que eu usava.

A internet dizia que, se a marca fosse diferente, poderia prejudicar o corpo e afetar a saúde do bebê.

Acontece que a minha medalha era falsa. A verdadeira estava com Sacha.
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