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Luzes Sobre o Papel do Divórcio

Luzes Sobre o Papel do Divórcio

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언어: Portuguese
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Na nossa noite de núpcias, deixei uma regra clara para o meu marido, o CEO: — Não me importo se você se apaixonar por outra, mas se ela aparecer na minha frente, você nunca mais me verá. Por isso, mesmo quando ele se encantou por uma professora, ele a manteve escondida. Deu a ela tudo o que queria, exceto a permissão para cruzar o meu caminho. Mas aquele "canário", confiante no amor dele e exibindo sua barriga de grávida, decidiu me desafiar: — O Fábio disse que nunca te amou. Ele só se casou com você por causa da família Castilho. Se tiver juízo, tire esse bebê e peça o divórcio logo. Senão, quando o Fábio te chutar, você não vai levar nem um centavo! Eu sorri, peguei o telefone e liguei para o meu pai: — Pode cancelar o investimento na família Moretti. Eu vou me divorciar.

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1화

Capítulo 1

Flora Castilho estava acomodada na poltrona macia da sala VIP do salão de beleza, aguardando o início do serviço, quando a funcionária se aproximou com uma expressão constrangida.

— Sra. Flora, sinto muito, mas o sistema indica que o saldo do seu cartão é insuficiente.

Aquelas palavras fizeram Flora paralisar por um instante, incapaz de compreender a situação. No mês anterior, seu marido, Fábio Moretti, havia lhe entregado aquele cartão de presente, garantindo com um sorriso carinhoso que havia depositado trinta mil reais para os cuidados dela. Como era a primeira vez que ela tentava utilizá-lo, o erro parecia impossível.

A atendente voltou a digitar no computador, conferindo os registros antes de virar a tela discretamente.

— Sra. Flora, consta aqui uma despesa de vinte e oito mil reais realizada na última quinta-feira à tarde.

— Quinta-feira? Vinte e oito mil? — Flora franziu a testa, tamborilando os dedos no braço da cadeira enquanto buscava na memória. — Impossível. Nesse dia eu passei a tarde inteira em reuniões na empresa.

A funcionária hesitou, desviando o olhar antes de finalmente revelar o que o sistema mostrava, gaguejando levemente:

— É que... o registro mostra que o Sr. Fábio veio pessoalmente. Ele trouxe uma moça e, na saída, ela pediu para debitar vinte e seis mil como gorjeta para uma de nossas manicures, dizendo que o restante era pelo serviço.

O coração de Flora acelerou violentamente, provocando um zumbido surdo em seus ouvidos. Naquela quinta-feira, Fábio havia ligado avisando que encontraria um cliente difícil e só retornou para casa depois das oito da noite, exausto e reclamando do trabalho. Ela se lembrava nitidamente de ter encerrado o expediente mais cedo apenas para preparar uma sopa revigorante para ele, preocupada com seu cansaço.

— Quero ver as gravações das câmeras de segurança. — Exigiu Flora. Sua voz saiu baixa, quase um sussurro, enquanto uma sensação gélida tomava conta de seu peito.

Quando as imagens surgiram na tela do monitor, a realidade a atingiu como um golpe físico. Fábio entrou no salão abraçado à cintura de uma jovem que usava um vestido azul-claro. Em determinado momento, a garota ergueu o rosto para dizer algo e ele riu, acariciando os cabelos dela com uma ternura que Flora conhecia bem. A intimidade dos gestos fazia com que parecessem um casal de namorados no auge da paixão. Isso, era claro, se Fábio não fosse casado com ela.

De repente, a cena mudou. Sob a orientação risonha da manicure e da própria garota, Fábio se ajoelhou no chão do salão. Com uma dedicação chocante, ele começou a pintar as unhas dos pés da amante. Ao terminar, segurou o pé da moça com as duas mãos e, num gesto de adoração submissa, beijou-o delicadamente.

O sangue de Flora pareceu coagular em suas veias. Seu marido, o orgulhoso empresário, havia se rebaixado para pintar as unhas de outra mulher. O estômago dela revirou violentamente ao constatar que, naquela mesma noite, ao voltar para casa, ele a beijara com aquela mesma boca que havia tocado os pés da amante. Flora levou a mão à boca, segurando um acesso de ânsia de vômito.

O vídeo continuou a rodar. Fábio permaneceu ao lado da garota durante todo o atendimento e, na saída, pegou a bolsa branca dela com naturalidade, carregando-a como um cavalheiro. Flora fixou o olhar no acessório, sentindo os olhos arderem. Aquela bolsa era idêntica à que repousava em seu closet, um presente "exclusivo" que ele havia trazido da última viagem de negócios. Pelo visto, a exclusividade se estendia a ambas.

— Envie esse vídeo para o meu e-mail agora mesmo. — Ordenou Flora, levantando-se abruptamente. Suas pernas tremiam tanto que ela precisou segurar a própria bolsa com força para não desabar enquanto saía apressada do estabelecimento.

Ao chegar à mansão, correu direto para o escritório e trancou a porta. Com os dedos trêmulos e mal obedecendo aos seus comandos, discou o número de um detetive particular de confiança.

— Preciso de um levantamento completo da agenda e dos passos de Fábio nos últimos meses. Quero tudo.

Três horas depois, uma notificação pingou em sua caixa de entrada. Eram dezenas de fotos. Fábio e a garota, identificada como Cecília Cunha, fazendo compras no supermercado como um casal doméstico. Os dois de mãos dadas na fila do cinema, e a imagem mais dolorosa de todas. Era uma foto de uma certidão de casamento. A data indicava que eles estavam "casados" há mais de um ano.

O corpo de Flora foi sacudido por um tremor incontrolável. A memória de seu casamento invadiu sua mente, o momento exato em que Fábio, ajoelhado no altar, jurou: "Flora, eu prometo que nunca vou trair você, por toda a minha vida".

Aparentemente, a "vida toda" dele era muito mais curta do que ela imaginava.

O celular vibrou novamente com informações complementares do detetive: [Cecília Cunha, 24 anos, professora de uma escola internacional. A certidão de casamento é falsa, Fábio pagou trezentos reais para um falsificador. Ele frequenta o apartamento dela todas as quartas e sextas à tarde.]

Sentindo o mundo desmoronar, ela ligou para o pai.

— Pai... Se o Grupo Moretti perder o investimento naquele projeto de energia renovável... — Ela começou, mas a voz falhou.

— O que aconteceu? — O tom do Pedro Castilho mudou instantaneamente, tornando-se grave e alerta. — O Fábio fez alguma coisa com você?

A preocupação na voz do pai foi o golpe final para sua compostura. Flora se lembrou do dia do casamento, quando seu pai, com os olhos marejados, entregou sua mão a Fábio e avisou: "Se você ousar fazer minha filha sofrer, garanto que você não terá mais lugar no mundo dos negócios".

— Ele... — Flora tentou falar, mas a garganta parecia bloqueada por algodão.

Uma lembrança do ano anterior veio à tona. Quando ela teve uma pneumonia grave, Fábio a carregou nas costas até a emergência no meio da noite e permaneceu ajoelhado ao lado da cama do hospital por três dias, segurando sua mão. Como aquele homem, que ficava com os olhos vermelhos de tanto chorar por medo de perdê-la, podia ter "se casado" com outra?

— Por enquanto não é nada grave. — Mentiu ela, mordendo as costas da mão para sufocar um soluço. — Apenas aguarde minhas notícias, pai.

Assim que desligou, ouviu o som inconfundível do portão da garagem se abrindo.

Segundos depois, Fábio entrou na casa. Segurava uma pasta de documentos e exibia no rosto aquele sorriso gentil de sempre, como se fosse o marido perfeito.

— Chegou cedo hoje, querida? — Perguntou ele, aproximando-se para beijá-la.

— Sim, fui fazer as unhas. — Respondeu Flora, estendendo as mãos para que ele visse, observando cada micro expressão no rosto dele. — Usei aquele cartão que você me deu.

O corpo de Fábio ficou tenso por uma fração de segundo. Embora ele tivesse se recuperado rapidamente, Flora, que agora conhecia a verdade, percebeu o vacilo.

— A propósito... — Continuou ela, mantendo o tom de voz casual. — A recepcionista comentou que você levou uma garota lá na quinta-feira passada. Quem era?

O sorriso de Fábio congelou. Ele a estudou cautelosamente, tentando detectar qualquer sinal de raiva, mas, diante da expressão tranquila de Flora, relaxou e adotou sua melhor máscara de inocência.

— Ah, isso? Era a filha da vizinha Vera. A menina queria fazer as unhas, mas estava com vergonha de ir sozinha, então recomendei o salão que você gosta e dei uma carona. Só uma gentileza.

Ele caminhou até ela e a envolveu em um abraço caloroso, beijando o topo de sua cabeça.

— Deve estar com fome, né? Vou preparar o jantar para nós.

Flora observou as costas dele enquanto ele se dirigia à cozinha, sentindo um gosto amargo na boca. Será que ele achava que ela era tão estúpida a ponto de nunca descobrir? Ou planejava mantê-la nesse teatro para sempre?

Pegou o celular novamente e digitou uma mensagem rápida e definitiva para o pai: [Pode retirar o investimento na semana que vem. Vou me divorciar.]

Ao levantar os olhos, viu Fábio cortando legumes na bancada da cozinha americana. Os movimentos eram ágeis e precisos. Durante todo aquele tempo, ela elogiara a evolução repentina dele na culinária, sem desconfiar que aquela habilidade havia sido aprimorada na cozinha da amante, durante aquele ano de vida dupla.

Flora se levantou do sofá. Removeu a aliança de casamento, sentindo o peso do metal e do significado deixarem seu dedo, e a depositou silenciosamente sobre a mesa de centro antes de caminhar em direção ao quarto.
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