FAZER LOGINNa nossa noite de núpcias, deixei uma regra clara para o meu marido, o CEO: — Não me importo se você se apaixonar por outra, mas se ela aparecer na minha frente, você nunca mais me verá. Por isso, mesmo quando ele se encantou por uma professora, ele a manteve escondida. Deu a ela tudo o que queria, exceto a permissão para cruzar o meu caminho. Mas aquele "canário", confiante no amor dele e exibindo sua barriga de grávida, decidiu me desafiar: — O Fábio disse que nunca te amou. Ele só se casou com você por causa da família Castilho. Se tiver juízo, tire esse bebê e peça o divórcio logo. Senão, quando o Fábio te chutar, você não vai levar nem um centavo! Eu sorri, peguei o telefone e liguei para o meu pai: — Pode cancelar o investimento na família Moretti. Eu vou me divorciar.
Ver maisA notícia da gravidez chegou numa tarde dourada de sol, mudando para sempre a rotina da casa. Eduardo segurava o exame de laboratório com as pontas dos dedos brancas de tensão, e sua voz, sempre tão firme nos negócios, falhou:— É... é verdade mesmo?O médico sorriu, acostumado com aquela reação:— Meus parabéns. Já são seis semanas.Num impulso de euforia, Eduardo se virou e ergueu Flora num abraço, girando-a no ar. Mas, no segundo seguinte, uma expressão de pânico cruzou seu rosto e ele a colocou no chão com um cuidado exagerado, como se ela fosse feita de vidro.— Meu Deus, será que machuquei o bebê? Apertei muito? — Perguntou ele, tateando desajeitadamente a barriga ainda plana da esposa.Flora soltou uma gargalhada, apertando as bochechas tensas dele.— Amor, não é tão frágil assim, calma.Mas a calma passou longe de Eduardo nos meses seguintes. No caminho de volta para casa, ele dirigiu numa lentidão irritante, freando a cada quebra-molas como se estivesse transportando explosivo
No dia do casamento, a igreja parecia ter prendido a respiração quando Flora surgiu à porta. Ela caminhava pelo tapete vermelho num vestido de um branco imaculado, o braço entrelaçado ao do pai, exibindo nos lábios um sorriso de uma ternura desarmante. Ao seu lado, Pedro lutava para manter a compostura. Seus olhos estavam marejados e a mão, que sustentava a da filha, tremia levemente denunciando a emoção do momento.Ele respirou fundo, tentando estabilizar a voz, e sussurrou apenas para que ela ouvisse:— Flora, minha filha, o maior desejo da minha vida sempre foi ver você feliz.Sentindo o nariz arder e as lágrimas ameaçarem cair, Flora apertou a mão do pai com carinho e respondeu:— Pai, eu sou imensamente feliz agora.Pedro assentiu, engolindo o choro preso na garganta, e a conduziu passo a passo em direção ao altar, onde Eduardo a aguardava.O noivo, impecável em um terno preto de corte perfeito, mantinha o olhar fixo nela. Seus olhos queimavam com uma intensidade que dispensava pa
Flora observava a paisagem pela janela do quarto quando sentiu os braços de Eduardo envolverem sua cintura. Ele apoiou o queixo no topo da cabeça dela com ternura.— No que você está pensando? — Sussurrou ele, o hálito quente roçando a orelha dela e causando um arrepio suave.Flora se recostou no peito dele, sentindo os cantos da boca subirem involuntariamente.— Estava lembrando daquela vez em que nos vimos e você colocou um sapo na minha mochila. — Respondeu ela, divertida.Eduardo riu baixo, e a vibração de seu peito ecoou nas costas dela, transmitindo uma sensação de segurança.— E você sabe que eu só fiz aquilo porque tive pesadelos por três dias depois que você me empurrou na fonte, não sabe? — Retrucou ele.Risadas animadas subiam do andar de baixo, invadindo o quarto com a promessa de felicidade. No jardim, Pedro e Gustavo disputavam uma partida de xadrez acirrada, enquanto Renata, a mãe de Eduardo, discutia os detalhes do menu do casamento com o chef da família Castilho. Desde
Fábio estava parado diante do imponente portão da mansão da família Castilho, os dedos apertando com força a alça daquela bolsa de edição limitada que custara uma fortuna. Embora os punhos do seu terno estivessem puídos e seus sapatos de couro tivessem perdido o brilho, seus olhos queimavam com uma persistência quase febril.Ao ver Flora sair de casa, ele avançou apressado, tentando ignorar a distância social que agora se abria entre eles.— Flora! Veja, eu comprei a bolsa que você queria. — Exclamou ele, estendendo o objeto como se fosse uma oferenda capaz de apagar o passado.Flora vestia um conjunto bege impecável e seus cabelos estavam presos de forma despretensiosa, conferindo-lhe um ar de nobreza indolente e inatingível. Ela lançou um olhar indiferente para a bolsa nas mãos de Fábio, e um sorriso que mal chegava aos olhos curvou seus lábios.— Ah, é? — Murmurou ela, estendendo a mão para pegar o presente.Mas, sob o olhar expectante do ex-marido, ela soltou a alça de repente.O b






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