MasukParte 3
Mas tinha que admitir que ele tinha muitos pontos positivos que superavam esse jeito meio rude de ser e que também tinha seu charme. Só não gostava quando ele se mostrava autoritário, como se a opinião dele fosse a certa.
Era bonito e sabia que muitas mulheres davam em cima dele, mas poucas vezes o viu ir em cima de alguma. Parecia até um pouco solitário às vezes e ficava recluso de vez em quando e só era visto no trabalho.
_ Sei que é diferente, mas nem por isso pode escapar de ter seus planos mudados. Muitas coisas acontencem com a gente sem esperarmos.
_ É, eu sei - apertou os lábios _ Não tinha planejado acordar na cama com você e menos ainda que meu irmão me visse.
_ Eu também não - rebateu _ Por acaso acha que planejei isso?
_ Não disse que planejou. Acontecimentos ruins nos pegam deprevenidos e...
_ Eu sou um acontecimento ruim? - a olhou feio _ É isso que está dizendo?
_ Não, você é muito tosco, Vitor - reclamou.
Eles nem perceberam e já estava entrando na área da fazenda. O portão grande estava aberto e ele entrou com o carro enquanto discutiam.
Briana estava na varanda ao lado de uma empregada quando viu o carro e os viu lá dentro. Desceu os degraus e ficou olhando com a mão na cintura enquanto o carro parava perto.
Juliana desceu e bateu a porta do carro. Vitor desceu do mesmo jeito. Não a viram ali.
_ Se você tivesse lembrado logo disso, daria tempo - ele disse.
_ E por que você não lembrou? - ela cruzou os braços _ Por acaso isso é trabalho só da mulher?
_ Eu não disse isso.
_ E o que disse, Vitor? - abriu os braços _ Você só sabe reclamar sobre o que aconteceu e até parece que a culpa é só minha.
_ De certa forma é - deu de ombros _ Não tinha que ter começado com essa história e...
Eles pararam de falar e viraram o rosto ao perceber que Briana estava de olho preso na conversa deles e pela cara dela, achando bem estranho.
_ Briana está ouvindo tudo - ela disse.
_ Porque você saiu do carro - ele murmurou.
_ E por que diabo você está falando baixo agora? Ela já nos viu, inteligente - fez um bico de raiva.
Ele a puxou para o outro lado do carro.
_ Se quiser, a gente pode ir até uma farmácia aqui perto e compramos um teste caseiro. Em poucos minutos dá para saber se está ou não, grávida.
_ E quem vai comprar? - inclinou a cabeça _ Se eu for a fofoca vai aumentar. Se você for vão espalhar que é para alguma das muitas amantes suas.
_ Eu não tenho amantes - mexeu a cabeça _ E como vai ser então?
_ Depois eu vejo isso - passou a mão no cabelo _ Agora já estamos em casa.
Briana desceu o resto dos degraus e se aproximou dos dois com a testa franzida.
_ Oiii... Posso saber o que houve?
_ Nada - responderam juntos.
_ Nossa - deu uma risadinha _ Imagine se tivesse acontecido. Parece que estão brigando.
_ Impressão sua - Juliana respondeu _ Era só uma boagem sobre... Sobre o casamento.
_ É... A gente está decidindo a data.
_ Nossa - abraçou os dois _ Que lindos, já estão resolvendo o dia, que amor. Não vejo a hora de seu irmão voltar.
_ Eu não - ela murmurou - Quer dizer... Eu não, quero que ele aproveite bem a lua de mel.
_ Ah, mas isso eles já estavam fazendo antes.
_ Nós pegamos seu pedido - Vitor mudou a conversa _ Marcy enviou mais coisas.
_ Ah, já sabia - sorriu _ Ela é assim mesmo. E que bom que vocês não estão brigando.
_ Imagina - Vitor abraçou Juliana _ Nós estamos só decidindo o que fazer, só isso.
_ Então entrem e tragam minha encomenda. As crianças estão doidas para provar.
_ Onde está Jessé? - ele perguntou.
_ No escritório. Se quiser pode ir lá falar com ele, mas aproveite e o traga com você.
_ Certo - pele egou as coisas no carro e aproveitou e cutucou Juliana ao passar _ Podemos comprar o teste hoje à noite, o que acha?
_ O que tem hoje à noite? - Briana perguntou.
_ Meu Deus, você tem aparelho de surdez nos ouvidos? - Juliana a olhou espantada.
_ Nunca precisei - riu.
_ Percebe-se! - mexeu as sobrancelhas _ Nós temos algo a fazer hoje à noite... E não é o que você está pensando aí - disse logo.
Eles entraram o colocaram as coisas em cima da mesa. Juliana ia sair da cozinha quando Neide olhou para seu dedo e deu um grito.
_ Credo, mulher - colocou a mão no peito _ O que foi? - olhou para o chão _ Uma barata? Uma cobra?
_ Não - deu um pulinho _ O que é esse anel? Meu Deus, olha só Briana, que lindo.
Neide agarrou a mão dela com força a puxando para mostrar o anel.
_ Nossa, realmente - deu um tapa no ombro de Vitor _ Você está podendo, hein? Maravilhoso.
_ Obrigado - disse meio sem jeito _ Foi a Juliana que escolheu.
_ Bom gosto, adorei. Seu irmão vai gostar de saber que já estão encaminhando tudo.
Juliana olhou para ele fazendo um bico. Esperou a euforia delas passar e saiu da cozinha.
Vitor saiu rápido atrás dela e a parou no corredor, a segurando pela cintura e a puxando para se encostar em seu peito.
_ O que foi agora?
_ O que acha? Estou me enrolando cada vez mais - se virou, mas ele não a soltou _ Vitor, você tem que me ajudar a sair dessa.
_ Eu? - abriu muito os olhos.
_ Sim, você - cutucou seu peito _ Eu fui honesta com você e contei meus planos. Como vou realizá-los estando presa a um homem?
Ele ficou calado um instante. Ouviu os passos que vinham da cozinha e sua cabeça não teve tempo de pensar em outra coisa. Abaixou o rosto e a pegou de surpresa lhe dando um beijo.
Juliana não esperava ser beijada e não reagiu, deixou que as bocas se encontrassem e nem ouviu a risadinha da cunhada quando passou por eles e disse alguma piadinha.
O beijo foi algo melhor do que lembrava. Talvez por estar sóbria agora e poder sentir de verdade como era ser beijada por um homem como ele.
As línguas se encontraram sem pressa, em um toque gentil e devagar foi se aprofundando. Em um suspiro leve ela passou os braços pelo pescoço de Vitor e colou o corpo ao dele, aproveitando aquele calor que emanava dele.
E seu cérebro sentiu que estava bom. Muito bom, aliás. E que estava até gostando da ideia de ter um noivo de mentira, por algum tempo.
O beijo continuou e ela sentiu a parede em suas costas. Vitor a impressou e segurou seu rosto, deixando suas pernas moles com o beijo.
Só pararam quando ouviram a voz de Jessé.
_ Será que dá para vocês não fazerem isso aqui no corredor? - parou ao lado deles _ Tem outros lugares para isso, sabia?
Eles pararam e Juliana ficou vermelha. Briana apareceu atrás do marido rindo.
_ Amor, eles agora não precisam se esconder mais. Não seja chato - o puxou para a cozinha.
_ Temos que conversar mais Vitor - ele falou alto _ E você também, mocinha - apontou para ela.
_ Depois, amor - Briana disse _ Eles vão organizar as coisas para o casamento, até estão pensando na data já.
Juliana olhou para Vitor arregalando os olhos. A cunhada a estava prendendo mais ainda. Vitor segurou seu rosto.
_ Calma, eu vou te ajudar.
Ele disse isso, mas no fundo algo o cutucou. Não seria tão ruim assim se ele se casasse com ela, seria? Haviam se beijado de novo, sóbrios, ela não o rejeitou e seu coração acelerou quando os lábios se tocaram. Isso queria dizer algo.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







