MasukParte 2
_ Obrigado, Marcy - Vitor disse _ Podemos levar agora? - Juliana enfiou as unhas em sua mão _ Nós estamos um pouco cansados - mentira.
Juliana ficou sem jeito, se sentindo um ratinho que o gato prende contra a parede. Pelo jeito a cunhada já tinha cometido o deslize de espalhar a notícia.
Gostava muito de Marcy, mas sabia que ela adorava falar e logo todos que passassem pela confeitaria ficariam sabendo da novidade.
Quando ela entregou uma das bandejas, suas mãos tremiam e quase derrubou tudo.
_ Deixe que eu levo, querida.
Vitor disse ao ver a cara dela de nervosa e também a de um rapaz ao lado que franziu a testa. Se era para ser o noivo de mentirinha, que agisse como tal.
Pegou a bandeja pesada e deixou que ela levasse só uma sacola com as caixas. Para piorar, Marcy viu o anel no dedo dela e veio logo checar. A cara de Juliana era de desespero.
Marcy deu um gritinho enquanto mexia no anel, virando a mão dela de um lado para outro. Ainda chamou os outros para verem também.
Juliana estava vermelha de vergonha e pelo jeito ia abrir a boca para soltar outra das suas. Antes disso ele tinha que tirá-la dali e logo.
_ Marcy, temos que ir mesmo - sorriu _ Outro dia vocês olham o anel com mais calma.
_ Nossa, que casal de sorte - ela disse _ Menina que anel é esse? - abriu bem os olhos _ Deve ter custado uma fortuna. Olha... - apontou para a garota ao lado _ É um diamante de verdade.
_ É só um anel - Vitor disse.
_ Que nada - ela abanou a mão _ Isso é prova de amor. Um homem não gasta tanto em um anel assim. E olha, vocês ficam lindos juntos. Adorei saber do noivado. Espero que sejam felizes juntos - sorriu grande.
Juliana estava quase sufocando no meio das mulheres mexendo em sua mão para olhar o anel. Uma delas a cutucou no ombro.
_ Juliana, desde quando vocês estão juntos? Eu sempre soube que você não queria perder tempo com casamento - cruzou os braços a olhando curiosa _ O que aconteceu para mudar de ideia?
_ Ai, deixa de ser besta - Marcy respondeu _ O que aconteceu está aqui ao lado - sorriu apontando para ele _ Vitor aconteceu.
_ Pois é - outra mulher continuou _ E a vida é assim mesmo. A gente faz um plano, ela vem e desfaz. Simples. É só correr como um rio, na direção que está fluindo e pronto, tudo começa a dar certo.
Juliana o olhou com uma cara de agonia. Ele entendeu que logo ela iria soltar a língua.
_ E foi isso que aconteceu com a gente, não foi querida? - falou carinhoso _ E agora vamos continuar com o fluxo porque se demorarmos mais, a Briana vai ligar reclamando.
Foi a deixa para ela sair do meio das mulheres e se afastar. Uma das maiores fofoqueiras se aproximava toda curiosa esticando a cabeça para ver o anel.
_ Pronto, agora a família toda já está comprometida - Marcy disse sorrindo _ Imagine só a festa no casamento de vocês? - elevou as mãos _ Meu Deus, vou separar uma semana só para os comes e bebes que a Briana vai me encomendar - saiu rindo.
Eles iam saindo quando ouviram uma funcionária falar:
_ Bem que eu queria um compromisso com um desse aí. Não seria nada mau - deu um risinho.
Juliana ouviu e não gostou. Olhou para a garota de cara fechada e ela abaixou a cabeça.
Não era por causa dele, era apenas porque se estavam noivos, isso seria uma ousadia dela. Era só isso mesmo.
Se despediram e saíram antes que mais alguém aparecesse querendo saber sobre o casamento. Ela andava de cara fechada, respirando fundo. Vitor sabia que estava aborrecida, mas ele não tinha culpa.
_ Vai ficar com essa cara até chegarmos?
_ O que você acha? - abriu a porta depressa.
_ As pessoas ficam animadas com novidades. As boas notícias correm rápido - guardou tudo no banco de trás _ Não tem que fechar a cara.
_ Não era para mais ninguém ficar sabendo - o olhou fazendo careta _ Agora as fofoqueiras de plantão vão espalhar para cada um que entrar ali.
_ Bem, eu não tenho culpa - ergueu as mãos _ Só passei aqui porque Briana nos pediu.
_ É, mas eu disse para ficar no carro.
_ Não sou criança para você m****r em mim - ligou o carro ficando aborrecido _ Não foi nada demais. E você ia falar alguma besteira.
_ Claro que foi - bateu a mão forte no painel do carro _ Agora essa farsa vai ter mais gente participando e vai ficar mais difícil de desfazer.
_ Foi você quem começou - falou alto.
_ Não ouse levantar a voz pra mim, Vitor - apertou os lábios _ E nem vem com essa de eu falar besteira.
_ Nem você - falou alto de novo _ E toda vez que você fica perdida, acaba soltando uma das suas.
Ela puxou o ar e soltou devagar para liberar a irritação. Nunca pensou que uma mentira para poupar a pele e o emprego dele fosse resultar nisso tudo.
_ Olha, estamos nessa juntos - bateu no volante _ Desculpe, não deveria ter falado assim, mas é que você me culpa de tudo.
_ Era só ter ficado no carro - disse com um sorriso irônico _ Mas, não... Você tem que aparecer.
_ Não fiz de propósito, Juliana - torceu a boca de um lado para outro _ Eu só fiquei chateado.
_ E por que?
_ Achei que você estivesse com vergonha de ser vista ao meu lado - mexeu o ombro.
_ Não seja infantil, Vitor. Por que eu teria?
_ Sei lá... Você é a patroa, eu o empregado.
Ela o encarou um instante. Nunca passou nada parecido por sua cabeça. Era uma coisa que ela nunca faria.
_ De novo, isso é uma boagem. Eu não tenho preconceito com isso. Não tem nada a ver.
_ Então você não tem vergonha de ser vista ao meu lado?
_ Óbvio que não! - disse logo.
Ele virou o rosto e sorriu de leve. Pelo menos isso. Sempre que ela falava sobre o casamento parecia um enorme sacrifício se unir a ele. Porém, acreditava que ela não tinha mesmo vergonha dele. Falou de um modo tão sério e até espantada que só podia ser real.
_ Ainda bem, porque se você estiver grávida, esse casamento vai mesmo acontecer. Você querendo ou não - balançou a cabeça afirmando.
_ Que inferno - ergueu as mãos _ Eu não estou grávida. Quer parar de falar isso?
_ E como você pode afirmar? - olhou para a barriga dela _ Se algo já estiver sendo criado neste momento enquanto falamos?
Ela suspirou fundo. Realmente não podia ter a certeza de não estar grávida, apenas não queria afirmar essa possibilidade ou isso poria seus planos no chão.
_ Olha, eu quero ter uma família sim, mas não agora e nem nos próximos dez anos.
_ Dez anos? - ele se espantou _ Juliana, você tem vinte e um anos.
_ Exato - abanou a mão _ Em dez anos terei apenas trinta e um, ainda muito nova e posso então começar uma família, mas não agora.
_ Nessa idade a maioria das mulheres já tem mais de um filho.
_ Eu não sou como a maioria - meneou a cabeça _ Não preciso seguir o fluxo, como diz.
Ele já tinha notado que ela não era como a maioria, mas nunca a imaginou dessa forma.
Até deveria estar aliviado por ela pensar assim, só que não estava. Era estranho, mas estava cada momento mais atraído por ela e de uma forma muito inesperada.
Saber de seus planos o deixou impressionado, suas ideias e desejos, mas de certa forma, isso minimizava o que eles tinham tido. Era esquisito, mas se sentia apenas um objeto usado para sua diversão e que agora já não servia mais, por isso era deixado de lado.
Ela o olhou preocupada. Vitor parecia bem sério e até um pouco triste realmente.
Ele sempre tinha sido educado com ela e poucas vezes realmente o viu com raiva de algo por algo que ela tivesse feito e sempre coisas do trabalho. Não havia um interesse dele em sua vida particular e diária.
Percebeu com o tempo convivendo com ele, que era um homem forte de caráter, que tinha boas ideias que ajudaram muito seus irmãos. Tinha bons modos, era até divertido às vezes, mas no geral o achava meio tosco e por isso mesmo nunca ficou analisando-o bem.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







