MasukParte 2
Ela deu uma risada.
_ Sei bem o que você quer fazer em um local reservado. Só que não vai rolar, tá - ajeitou a blusa e o cabelo _ E temos que falar sobre sua proposta. Já separou os documentos?
_ Já sim - cheirou seu cabelo _ Tem certeza de que não dá pra gente ficar um pouco em outro lugar?
_ Não - o empurrou _ Você está me enrolando, isso sim.
_ Não estou - fechou o cenho _ Você que está ansiosa para resolver logo. Tem que levar em consideração outras coisas.
_ O que? - cruzou os braços.
_ Nosso casamento - gesticulou _ Seu irmão vai chegar e vai querer saber tudo.
Ela fez um bico e suspirou.
_ Vitor, eu vou fazer o teste hoje à noite. Se não der nada... Que não vai dar - enfatizou _ Não vai haver casamento. E como fica a compra do terreno? Não me enrole, por favor!
_ Eu tenho palavra, não percebeu ainda? - tocou a testa dela com o dedo _ Vai me dizer a verdade sobre o resultado?
_ Claro - o olhou feio _ O que acha que sou? Louca ou mentirosa? - ergueu o dedo _ Não responda.
Ele começou a rir e sentou no bloco de feno alto. Viu dois empregados passarem na frente da baia.
_ Vamos conversar melhor depois, no meu quarto - ergueu uma sobrancelha _ Juro que só vamos conversar. Mas vou insistir para o casamento.
Ela balançou a cabeça e saiu. Vitor ficou preocupado. Juliana parecia decidida a não aceitar a ideia de uma união real entre eles.
Seria capaz de mentir como sua ex e lhe negar a paternidade? Não. Juliana não era uma mulher interesseira e vulgar. Não seria capaz de abortar para seguir seu plano de uma vida sozinha. Seria?
*******
Quando ela entrou na casa ouviu logo a voz do irmão que falava bem alto.
_ O que está acontecendo? - perguntou ao sobrinho que estava deitado no sofá com o celular na mão, jogando. Luiza estava com um tablet, também entretida com um jogo _ Gente...
_ Sei lá tia, acho que o pai brigou com a mãe.
Luca resumiu de modo simples, mas ela sabia que a questão não era tão simples assim. Foi até o quarto do casal e bateu na porta.
_ Posso entrar? - enfiou a cabeça abrindo a porta devagar.
_ Entre... Foi você quem começou isso mesmo - o irmão disse com raiva _ Agora termine.
_ Eu comecei o que? - fechou a porta.
_ Sua ideia moderninha... Agora minha mulher acha que o melhor é fazer uma cirurgia e não termos mais filhos - abriu os braços.
_ Seria bom - assentiu _ Só que o ideal mesmo, seria você fazer uma vasectomia.
_ O que? - falou alto _ Ficou doida?
_ Não... A vasectomia é mais rápida e mais segura, além de menos invasiva - fez uma cara de ironia _ E se você ama sua mulher, é mais fácil para você do que para ela.
_ Claro que eu a amo - gesticulou _ Mas não vou ficar capado como um porco.
_ Credo - ela levantou as mãos _ O tanto de burrice que eu sou obrigada a ouvir. Deixa de ser tonto - foi até a cunhada _ Olha só pra ela - abraçou seus ombros _ Não vê o quanto está cansada? E seus filhos?
_ O que tem eles? - fechou a cara.
_ Estão grudados com a porcaria de um celular na cara, jogados no sofá. Isso é errado - andou até o irmão _ Vão crescer burros porque a mente vai estar cheia de bobagens sem sentido. Deveriam estar lá fora, se divertindo de verdade, aprendendo as coisas da fazenda, conversando com as outras crianças.
_ Eu já falei isso para Briana.
_ Você é o pai deles - falou alto _ Tome uma atitude. Porque tem que ser ela pra tudo? É pra isso que quer encher a casa de filhos?
Jessé não gostou da opinião da irmã, ainda mais sendo a caçula e dando palpite em sua relação com a esposa. Os ânimos se exaltaram e eles começaram a discutir, até que Briana saiu do quarto chorando.
_ Viu só o que você fez? - ele disse.
_ Eu fiz? Eu fiz? - gritou _ Você se enfia nas coisas da fazenda e enche sua mulher de obrigações, a deixa sozinha com esses capetas o dia inteiro.
_ Eu sou ocupado - gritou.
_ Ela também é - devolveu o grito _ Você vai perder sua mulher se não prestar atenção ao que ela quer, ao que sente.
_ Nada disso teria acontecido se você não tivesse enfiado isso na cabeça dela.
Juliana segurou a vontade de xingar o irmão e apertou as mãos com força.
_ Jumento - soltou _ Briana tem vontades que você nem sabe, porque nunca quis saber - abriu os braços _ Custa parar e ouvir um pouco o que ela quer? Que tal parar de engravidá-la toda vez que quer um filho? Ela não é uma de suas vacas, sabia?
Ouvir aquilo tocou algo em Jessé. Ele parou de falar e ficou olhando com cara de raiva para fora. Abaixou a cabeça um momento e depois assentiu.
_ Está certo... Eu vou ouvir o que ela quer... Vou prestar atenção nas coisas, nas crianças... - levantou a cabeça _ E em você também.
_ O que? - franziu a testa espantada.
_ A senhorinha anda com muitas ideias nos últimos dias... De onde saiu tudo isso?
_ De minha cabeça - ela ironizou fazendo careta _ O que acha?
*Enquanto isso...
Briana passou rápido pelos filhos e foi atrás de Vitor. Estava tão nervosa que até esqueceu da dor nos pés inchados. Entrou de vez no escritório.
_ Vitor! - gritou.
Ele e o rapaz que fazia a separação das caixas se assustaram.
_ Briana? O que foi? - segurou seus braços.
_ Corre lá em casa... Os dois estão brigando.
_ Quem? Luca e Luiza?
_ Não - gesticulou nervosa _ A Juliana e o Jessé. Deixei os dois aos gritos lá no quarto.
_ Fique aqui - saiu depressa.
Briana não o atendeu e voltou para casa, andando depressa e segurando a barriga pesada.
*******
Assim que entrou na casa Vitor já ouviu os dois gritando um com o outro. Ficou preocupado que Jessé fizesse algo contra ela, talvez até a agredisse fisicamente, não sabia.
Entrou de vez no quarto e os dois olharam para ele e logo atrás entrou Briana.
_ Não grite com ela, Jessé!
_ Como é? - deu uma risada _ Ela é minha irmã.
_ E minha noiva - desafiou-o _ E não gosto que fale assim com ela.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







