Share

Continua Capítulo Três

Penulis: Ninha Cardoso
last update Tanggal publikasi: 2022-02-02 21:06:27

Parte 2

Balançou a cabeça para mudar o pensamento e se concentrar no que tinha que fazer. Naquela tarde mesmo ela tinha um compromisso importante.

Abriu o armário e viu os produtos que ele usava. Barbeador, perfumes, sabonete, escova de dentes e outras coisas. Tudo bem másculo, assim como ele.

“Desde quando eu reparo nisso?”

Lá estava ela se perdendo de novo nos pensamentos fora de hora. Tinha sido uma noite apenas, não era nada demais. Ele já deve ter tido dezenas ou mais noites iguais.

Pegou o creme de barbear e cheirou, depois fez o mesmo com o perfume, fechando os olhos. Suspirou. Estava perdendo tempo. Fechou o armário.

Sua imagem lhe dizia que perdia tempo ficando ali e pensando nele. Agora teria que ter coragem para enfrentar a mentira contada ao irmão e também para ficar ao lado de Vitor como se fossem um casal.

Seria um pouco difícil no começo, porque iria recordar da noite passada ao lado dele, mas conseguiria levar adiante depois como se fosse algo normal. Teria vergonha ao olhar para Vitor, mas quando se acostumasse, tudo ficaria para trás e ela poderia desfazer a mentira e seguir sua vida.

Pegou o pente dele e passou no cabelo para se arrumar. Não sairia dali desgrenhada. Puxou o ar devagar duas vezes para se fortalecer e levantou o rosto como se tudo estivesse como sempre. Abriu a porta.

_ Ai... Que susto! - ela parou.

Vitor estava quase colado na porta e quando ela abriu se assustou. Ele estava do mesmo modo, não tinha se arrumado ainda e a encarava.

_ Sai da frente, Vitor - ele saiu _ Obrigada.

Ela buscou os sapatos jogados no canto, sentou na cadeira ao lado para calçá-los e sentiu seu olhar. Levantou a cabeça.

_ O que foi? - franziu a testa.

_ Vai sair assim?

_ Assim como? - levantou _ Eu tenho que ir. Tenho um compromisso.

_ Mas nós ainda não conversamos sobre como faremos com nosso... Problema.

_ Não temos um problema - ela balançou a cabeça cerrando o cenho _ É só a gente seguir o plano.

_ Não temos um plano - cruzou os braços.

Ela levantou arrumando o vestido. Ele estava muito sério. Agora cabia a ela levar isso de modo tranquilo e normal.

_ Vitor, eu sei que a gente cometeu um erro e sei que eu piorei isso ao abrir a boca tão rápido, mas foi por causa do que iria acontecer aqui - abanou a mão.

O que mais ele queria agora? Eles tinham ultrapassado o limite normal que havia na relação deles, que deveria ser apenas de colegas de trabalho. Agora isso tinha que ser colocado de lado e as coisas mudariam, mas não tinha que ser um drama.

Ele sabia que ela estava meio perdida e preocupada, mas fingia não estar. E isso era lindo. Segurou o sorriso para que não percebesse ou ficaria chateada com ele.

Ele relaxou um pouco. Ela era muito fofa tentando não aumentar o embaraço que foi a noite passada. Uma noite que ele recordaria durante muito tempo. Juliana o surpreendera muito.

Só que agora não havia muito o que fazer, não adiantava fingir que não tinha acontecido. A confusão já tinha se formado.

A conhecia um pouco e nesse tempo já sabia que ela ficava nervosa e metia os pés pelas mãos, então não queria causar mais estrago e nem que ficasse chateada com ele. Estava nessa com ela.

E era muito bonita com essa carinha rosada, escondendo que tinha vergonha dele. Tudo bem, entendia como era isso. Não era um ogro tão grande assim. A deixaria sair e depois continuariam a conversa.

Quando tivesse um minuto com ela, depois dessa manhã agitada, ela entenderia que ele falava muito sério sobre casar com ela. Não iria ficar como um safado mentiroso e sair da fazenda de cabeça baixa.

Era um homem que sabia suas obrigações e tentava sempre fazer o certo, ainda que pisasse no abacaxi às vezes, como na noite anterior.

Porém, ele não se arrependia.

_ Tudo bem - assentiu _ Tem razão. Pode ir. Nós conversamos mais tarde. Também tenho obrigações.

Ela saiu meio sem jeito, mexendo no cabelo e ele fechou a porta devagar. Se encostou na porta e fechou os olhos, pensando no que havia feito.

Foi uma loucura total. Se estivesse bem jamais teria chegado a esse ponto. Não era hipócrita. Tinha gostado e muito de ficar com ela e ter sido seu primeiro homem. Só se arrependia agora, depois da confusão criada, mas de ficar com ela de jeito nenhum.

Decidiu tomar um banho para aliviar a dor de cabeça e pensar melhor no que faria. Entrou debaixo da ducha fria e ficou pensando de cabeça baixa enquanto a água descia por seu corpo.

Quando Jessé o olhou e perguntou se casaria com Juliana ele falou sério. Não podia agora ser um mentiroso. Talvez até o problema ficasse mais grave ainda. Ele tinha dado sua palavra de homem.

Mesmo que ela achasse que casamento não era a opção, tinha saído de sua boca isso. Por ele teria falado a verdade e assumiria a responsabilidade por tudo, mesmo que isso lhe causasse a perda do emprego e talvez até de alguns dentes.

Era homem suficiente para assumir seus erros e de certa forma, apesar de ser totalmente avesso a se envolver de novo com outra mulher de modo tão sério, em seu coração isso não pareceu errado.

O terreno era perigoso, ele sabia bem. No entanto, já havia passado por esse caminho. Agora estava mais alerta e mais seguro de como proceder.

Não cairia de novo em uma armadilha como antes. Já bastava o que tinha passado com sua ex-esposa e em como perdeu dias e noites sofrendo.

Marta tinha sido cruel com ele ao enganá-lo para que pensasse que seria pai e que o casamento deles era bom. Tudo uma ilusão.

Ele tinha sido o maior culpado. Foi ele quem criou a ideia e expectativa de que ter uma família, casa, um animal de estimação e um bom emprego seriam bastante para que fosse feliz.

Marta nunca disse que pensava igual a ele e de certa forma esse pensamento era até bobo. Era difícil demais encontrar a pessoa certa que estaria ao seu lado para sempre, se é que existia isso mesmo.

Poderia casar com Juliana para cumprir sua parte na burrice que fizera e para livrá-la de ter um problema grande com os irmãos. Não queria que a vissem como uma maluquinha que se deita com o primeiro que aparece. Apesar de ter sido quase isso.

Torceu a boca e levantou o rosto para a água bater forte. Era mais velho e mais experiente do que ela, deveria ter parado. Teve oportunidade disso.

E casar não queria dizer que entraria de cabeça e se envolveria emocionalmente com ela. Seria um casamento apenas por obrigação, para cumprir um protocolo, nada mais.

Ainda tinha muitos receios sobre gostar de alguém de verdade. Não tinha sido apaixonado por Marta, mas chegou a gostar muito dela, o que não era recíproco. Até hoje não sabia porque diabos ela aceitou se casar com ele.

Tudo o que fez foi trazer mágoa e decepção para sua vida e com Juliana não seria assim. Não deixaria que seu coração embarcasse em outra furada.

Juliana era linda. E era constante quando o assunto era sério. Suas bobagens eram apenas quando estava muito estressada ou então como aconteceu, quando era pega em algo que não sabia como se virar.

E era muito fofa e doce quando estava relaxada e feliz. Já tinha reparado antes em seu jeitinho meigo com os animais da fazenda e com as crianças filhas dos empregados.

Era sempre educada e não se irritava com facilidade, mas quando isso acontecia era como um vulcão que explodia queimando tudo em volta.

Autora Ninha Cardoso

*Está gostando do enredo?

Me ajude a saber o que você gosta, comentando sua opinião. Ajuda muito a melhorar cada vez mais para os leitores. Comente!

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Capítulo Quinze - Final

    Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Continua Capítulo Quatorze

    Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Continua Capítulo Quatorze

    Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Capítulo Quatorze

    Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Continua Capítulo Treze

    Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&

  • Sem Querer - Nosso Caminho de Descobertas   Continua Capítulo Treze

    Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status