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Capítulo 7

Author: Ana Elói
last update publish date: 2026-11-05 05:47:08

August Ward

O quarto continua fedendo a mofo. A cama é estreita demais, o colchão afunda no meio e a janela emperrada deixa entrar um barulho de grilos que parece zombar de mim.

Odeio esse lugar.

Odeio a cidade.

Odeio o fato de ainda estar aqui.

Estou sentado à mesa precária com o tablet ligado. Não estou mais querendo correr o risco de ter mais surpresas pelo caminho, confesso que ignorei estudar aonde eu estava entrando, acreditando que conseguiria reverter esse casamento.

Infelizmente sã
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    August WardO quarto continua fedendo a mofo. A cama é estreita demais, o colchão afunda no meio e a janela emperrada deixa entrar um barulho de grilos que parece zombar de mim. Odeio esse lugar. Odeio a cidade. Odeio o fato de ainda estar aqui.Estou sentado à mesa precária com o tablet ligado. Não estou mais querendo correr o risco de ter mais surpresas pelo caminho, confesso que ignorei estudar aonde eu estava entrando, acreditando que conseguiria reverter esse casamento. Infelizmente são mais ambiciosos do que pensei que seria um. Por que uma quantidade de dinheiro agora, se eles podem garantir por um bom tempo a proteção da minha família vinculada à deles? Vejo os arquivos sobre a família Willis abertos um ao lado do outro. Nomes, idades, histórico financeiro, fotos antigas. Eu deveria ter feito isso no primeiro dia. Fui negligente e a negligência tem preço.Começo pelo patriarca: doente, hospitalizado, teimoso como uma mula. Depois o filho, Kleber: fraco, bajulador, desespe

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    August WardO médico me acompanha pelo corredor. Abre a porta e nos deixa sozinhos. A senhorita insuportável está sentada na cama. Um curativo cobre parte da sua testa. Saber que está respirando é o suficiente, não quero uma morte em minhas mãos.Ela ergue os olhos quando me vê.— Você de novo.— Também não estou feliz de te ver.Revira os olhos.— Pegou as minhas coisas? Ou vou ter que eu presto queixa? — ameaça.Eu estreito os olhos.— Só pretende prestar queixa se não tiver pego as suas coisas?— Sim. Graças a Deus, eu estou bem. Então me dê as minhas coisas e pode ir embora.Sento na cadeira no canto do quarto.— Bom, não está comigo.— Como assim, não?Ela olha para o celular do lado da cama, com certeza tentada a ligar para a polícia.— Mandei entregar na sua casa.— O quê?! Quem te contou onde eu moro? Ah, esquece! Essas pessoas são umas fofoqueiras.Ignoro o escândalo que ela está fazendo.— Será que agora eu posso saber o seu nome?Afrontosa, ela empina o queixo no ar.— Kell

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