Lembro como se fosse ontem quando Andre Matos deixou o Angra em 2000, e aquilo foi um terremoto no metal brasileiro. Ele sempre teve uma visão artística muito particular, e acredito que a carreira solo foi seu jeito de explorar isso sem limites. Seu primeiro álbum, 'Time to Be Free', é cheio daquelas melodias épicas que só ele sabia criar, misturando power metal com influências clássicas.
O que mais me impressiona é como ele manteve a essência mesmo fora de uma banda consolidada. Shows ao vivo dele eram experiências quase teatrais, com arranjos orquestrais e uma energia contagiante. Parecia que ele queria provar que podia voar ainda mais alto sozinho, e conseguiu.
Lembro como se fosse hoje o último show do Andre Matos, em 2019 no Credicard Hall em São Paulo. Foi uma noite mágica, com o público cantando cada música como um coro emocionado. Ele estava radiante, com aquela energia contagiante que só ele tinha. O setlist foi perfeito, misturando clássicos do 'Angra' com solos e até um cover do 'Queen'. Quando a notícia da partida dele veio, meses depois, aquela memória ganhou um peso ainda maior. Acho que todos que estavam lá sabiam que testemunharam algo realmente especial.
Até hoje, quando escuto 'Carry On', me pego revivendo aquele final de show, com os holofotes iluminando ele abraçando os músicos. Não era só um adeus à plateia, mas um legado sendo celebrado. Tem shows que transcendem o entretenimento, e esse definitivamente foi um deles.