Quando Parei de Disputar por Você
No terceiro dia de silêncio após a briga com o noivo, ele aceitou de propósito a proposta de sua assistente, Bruna, de fazer uma viagem de carro.
Ele achou que eu reagiria como antes, disputando e demonstrando ciúmes, mas, quando voltou um mês depois, percebeu que eu tinha mudado.
Quando ele ajudou Bruna a se apropriar do meu projeto, eu não pedi demissão por impulso como antes; ao contrário, permaneci ocupada o tempo todo, ajudando-a com dedicação a elaborar o plano.
Ele destruiu o projeto que eu havia desenvolvido com tanto esforço apenas para garantir o bônus de fim de ano de Bruna. Em vez de continuar tentando me justificar, assumi toda a culpa e aceitei que ele me punisse.
Até mesmo quando ele quis promover Bruna, em caráter excepcional, ao cargo de diretora-geral da empresa, eu não fiquei irritada; pelo contrário, tomei a iniciativa de ceder todas as minhas ações para que meu noivo as distribuísse como quisesse.
Bruna ficou radiante.
— Viu como eu estava certa? Com alguém como a Patrícia, não adianta confrontar diretamente; é preciso agir com frieza para funcionar. Com certeza, esses dias longe surtiram efeito. Ela teve medo de te perder, por isso ficou tão obediente.
Meu noivo acreditou plenamente, elogiou a inteligência de Bruna e depois veio falar comigo em particular, dizendo que me daria uma promoção e um aumento, além de, de forma inédita, prometer um casamento inesquecível.
Mas ele parecia ter se esquecido de que, durante a viagem, já havia assinado o meu pedido de demissão.
E eu também já tinha terminado com ele.
A partir de então, cada um seguiu seu caminho, sem qualquer ligação entre nós.