Lembro de uma conversa com meu avô sobre amizade quando eu tinha 12 anos. Ele me disse que 'amigos para sempre' não são aqueles que você vê todo dia, mas os que deixam marcas no seu jeito de ser. A verdadeira amizade sobrevive a silêncios longos e mudanças radicais. Cultivar isso exige paciência para entender quando o outro muda, e coragem para mostrar quem você realmente é, mesmo quando é difícil.
Nos meus 20 anos, descobri que amizades profundas precisam de três coisas: vulnerabilidade (compartilhar medos, não só festas), reciprocidade (não sempre 50/50, mas equilíbrio ao longo do tempo) e espaço para crescer. Meu melhor amigo e eu brigamos feio em 2019 por diferenças políticas, mas hoje nos respeitamos mais porque aceitamos que amor não significa concordar em tudo. Às vezes, 'para sempre' é sobre reinventar o vínculo, não preservar uma versão antiga.