เข้าสู่ระบบZionTer a Catarina ali nos meus braços, com as mãos pequenas dela presas no meu cabelo e o corpo colado ao meu, era uma tortura e uma salvação ao mesmo tempo.A minha vontade era de pegar ela no colo, sair daquela varanda e sumir na floresta para onde ninguém mais pudesse olhar para ela ou tentar usar o passado dela contra mim. O meu lado animal queria marcar ela de um jeito que todo mundo naquela região soubesse exatamente a quem ela pertencia. Mas vendo o rosto cansado dela de perto, com pequenas olheiras sob os olhos negros, eu sabia que ela não aguentaria mais nenhuma briga hoje.— Você está acabada, Catarina… — falei baixinho, passando a mão pelas costas dela e sentindo como o corpo dela estava tenso. — Sua magia tá fraca. Eu sinto o cheiro do seu cansaço daqui.— Eu já disse que estou bem. — ela teimou, tentando afastar um pouco o corpo do meu, mas eu não deixei, apertando a cintura dela com mais força. — Apenas preciso de alguns minutos para reorganizar minhas energias e confe
ZionO vento frio da noite batia contra o meu rosto na varanda, mas não adiantava nada para diminuir o fogo de raiva que queimava no meu peito.Eu estava de pé, apoiando as duas mãos no parapeito de pedra antiga da varanda do casarão. Apertei o bloco de pedra com tanta força que senti os nós dos meus dedos estalarem, e farelos de rocha começaram a se desmanchar debaixo da minha pressão. Minhas costas estavam rígidas, e a minha respiração saía pesada pelo nariz, parecendo fumaça no ar gelado da floresta.O meu problema era que eu não conseguia controlar o meu lobo direito. Ele não era uma voz na minha cabeça com quem eu conversava. Ele era um bicho puro, um instinto selvagem e brutal que nascia lá no fundo do meu estômago e subia rasgando tudo quando eu ficava com raiva. Quando o meu lado animal tomava conta, não tinha conversa, não tinha raciocínio. Era só a vontade de rosnar, quebrar coisas, lutar e proteger o que era meu.E, naquele momento, aquele instinto bicho estava surtando den
CatarinaO silêncio no porão ficou pesado. Olhei para os pedaços da pedra no chão, quebrados pela força de Zion. O que ele fez não parecia humano e nem de um lobisomem comum. Era o poder de um Alfa tomado pela raiva.Ainda sem acreditar no que vi, observei Zion se abaixar e pegar Selene no colo com cuidado, mesmo estando com o corpo tenso de raiva. Ele nem olhou para mim. Não disse nada. Passou do meu lado como um furacão quieto e subiu as escadas de pedra.Respirei fundo e segui os passos dele até o salão principal. O meu coração estava mais calmo porque o feitiço tinha acabado, mas sentia um aperto no peito por causa de Zion.No salão, a névoa clara sumia devagar. As garotas do coven começavam a acordar das cadeiras e do chão. Ouvia sussurros e gemidos fracos de quem estava voltando a si.Zion deitou Selene no sofá com calma. A jovem bruxa abriu os olhos devagar e puxou o ar com força.— Catarina...? — a voz de Selene saiu bem fraca.Cheguei perto e me ajoelhei ao lado do sofá. Olhe
ZionO ar no fim da escada do porão era gelado e pesado. Segurei a mão de Catarina com força, sentindo os dedos dela tremerem. Ela tentava fingir que estava calma, mas eu sentia a sua dor e o seu medo na pele.Descemos os degraus de pedra um por um. Lá no fundo, um brilho vermelho fraco iluminava o caminho. O cheiro de terra molhada se misturava a um cheiro doce de magia.Quando meus pés tocaram o chão do porão, o que vimos nos fez parar na hora.Selene estava caída no meio da sala, desacordada. O rosto da jovem bruxa estava muito pálido, e uma fumaça clara saía devagar da sua boca. O que mais chamou minha atenção foi uma corda vermelha e brilhante presa ao pulso dela. A corda parecia feita de sangue e luz. Ela ia pelo chão e terminava amarrada em uma pedra preta e grande, fincada no meio do cômodo.A pedra parecia engolir a luz. Ela soltava um poder tão incômodo que meus dentes começaram a doer, e meu lobo rosnou forte dentro de mim.Catarina deu um passo para a frente e soltou minha
CatarinaA voz de Matilde ecoou pelo quarto, mas algo dentro de mim gritava que aquela cena estava errada. A presença dela, a postura ereta, a pele jovem... parecia perfeita demais. Real demais.Antes que Zion pudesse dar um passo em direção a ela, estendi o braço e o segurei pelo peito.— Zion, espere… — sussurrei, com a voz firme apesar do nervosismo. — Não chegue perto.Zion franziu a testa, com os olhos dourados fixos na figura de Matilde no centro do cômodo. Ele manteve a postura defensiva, rosnando baixo, mas respeitou o meu aviso e não avançou.— O que foi, Catarina? — perguntou ele sem tirar os olhos da anciã. — Essa mulher esteve fingindo o tempo todo. É ela quem está por trás disso.Olhei fixamente para a figura de Matilde. Dei um passo lento para o lado, observando a forma como a luz fraca das poucas velas que restavam acesas refletiam nela. A sombra dela na parede não acompanhava o movimento do corpo. A sombra estava parada, rígida, como se pertencesse a uma estátua.— É u
ZionO silêncio que tomou conta do casarão era pesado e nada natural.Até alguns minutos atrás, a tempestade lá fora parecia querer derrubar os telhados de madeira, mas agora o som do vento parecia abafado, como se uma parede invisível tivesse sido erguida ao redor da casa. A minha audição de Alfa captava apenas o som da respiração de Catarina ao meu lado e o estalar fraco das velas que queimavam no quarto.Ajustei a calça e caminhei até a janela do cômodo. O vidro estava coberto por uma névoa espessa, cinzenta e parada. Não se via mais as árvores da floresta, nem o clarão dos raios. Apenas um vazio fosco e esbranquiçado.— Algo mudou lá fora… — falei, com a voz saindo rouca. — O cheiro da chuva sumiu. Só sinto cheiro de terra queimada e cinzas.Catarina se levantou da cama, colocando as roupas com as mãos ainda trêmulas. O rosto dela estava corado, mas o olhar castanho rapidamente recuperou o brilho de preocupação de sempre. Ela caminhou até mim, e o calor da presença dela ainda traz







