เข้าสู่ระบบVitória estava inquieta desde que soubera dos planos de casamento de Gabriel. Depois de caminhar algumas vezes pela sala, pegou o telefone e ligou para Armando, que estava na empresa. Ele atendeu enquanto organizava alguns documentos antes de uma reunião com os acionistas. — Armando, por que não me contou que Gabriel pretende se casar? — questionou ela, sem esconder a indignação. Do outro lado da linha, o marido suspirou. — Vitória, você precisa aceitar a escolha do nosso filho. Se continuar agindo assim, corremos o risco de perdê-lo. — Mas ela não é o tipo de mulher que imaginei para ele — respondeu Vitória. Sua voz falhou no final da frase, e seus olhos se encheram de lágrimas. Armando permaneceu em silêncio por alguns segundos. — Gabriel é adulto. Ele escolheu Amanda e está feliz com ela. Não podemos decidir com quem nosso filho deve construir a própria família. — Você fala como se fosse simples... — Não é simples, Vitória. Mas precisamos respeitar a decisão del
Depois do jogo com os amigos, Gabriel decidiu acompanhá-los até um bar para tomar alguma coisa antes de voltar para casa. O estabelecimento estava movimentado. Conversas se misturavam ao som da música ambiente, enquanto os garçons circulavam entre as mesas com bandejas de bebidas. Gabriel estava sentado ao lado de Danilo, conversando descontraidamente, quando uma mulher de vestido vermelho se aproximou. Manuela Castro. Ela usava um perfume sofisticado, que chegou antes mesmo de sua voz. — Oi, Gabriel! Lembra de mim? Estudamos juntos! — cumprimentou, abrindo os braços para abraçá-lo. Gabriel levantou-se do banco, mas aproveitou o movimento para se afastar discretamente do abraço. — Como poderia esquecer? Você andava com a minha ex-namorada — respondeu, pegando o copo para tomar um gole. — Sim! Eu também namorava naquela época. Saíamos juntos como casais, lembra? — comentou Manuela, tentando prolongar a conversa. — Lembro. E agora estou comprometido novamente. E você?
Um empregado abriu a porta da elegante residência de Josefa e cumprimentou Cristina e Rubens antes de anunciar a chegada do casal. Ao ouvir a notícia, Josefa deixou a sala de estar e foi recebê-los pessoalmente. Seu rosto se iluminou ao ver a sobrinha. — Cristina, querida! Que alegria receber vocês! Ela abraçou Cristina com carinho e, em seguida, cumprimentou Rubens. — Entrem! Vão ficar para o jantar? — perguntou, sorridente. — Sim — respondeu Cristina. — Não — disse Rubens ao mesmo tempo, surpreendido com a proposta. Para ele, aquela seria apenas uma visita rápida. Cristina tocou o braço do marido. — Amor, já que estamos aqui, vamos prolongar um pouco a visita. Faz tempo que não passo uma noite com a minha tia. Rubens lançou-lhe um olhar desconfiado, mas acabou cedendo. — Tudo bem. Você venceu. Josefa sorriu, satisfeita, e pediu à empregada que preparasse um lugar a mais à mesa. Pouco depois, os três se reuniram na sala de jantar. A mesa estava elegantemente
Ao retornar à rotina, Gabriel foi até a sala de seu pai para conversar sobre a situação da empresa durante sua ausência. Armando explicou os principais acontecimentos, mencionando alguns assuntos que precisavam de atenção, mas garantiu que tudo havia corrido bem. Quando terminou, apoiou os documentos sobre a mesa e recostou-se na cadeira. — Tirando isso, filho, ficou tudo bem. Mas estive pensando em uma coisa. Nossa família está muito separada ultimamente. Pensei em convidar você e sua namorada, seu irmão e Cristina para almoçar aqui no final de semana. Gabriel permaneceu em silêncio por alguns instantes, observando o pai. — Pai, eu entendo que seja desagradável ver a família assim, tão desunida. Mas você já conversou com minha mãe e com meu irmão para saber se eles concordam? Tenho receio de que façam comentários desagradáveis à Amanda. Ela já enfrenta implicâncias demais, e agora é minha noiva. Pretendo me casar com ela o mais rápido possível. Armando ergueu as sobrancel
A manhã na pousada do conde Um tempo depois, Gabriel despertou lentamente ao lado de Amanda. A chuva, que durante a noite havia castigado as janelas da pousada, agora caía com menos intensidade. O som das gotas escorrendo pelo telhado se misturava ao vento suave que soprava do lado de fora. Gabriel se espreguiçou, afundando por alguns instantes a cabeça no travesseiro. — Dormi muito bem aqui — comentou, com a voz ainda rouca de sono. Amanda, deitada ao lado dele, virou o rosto em sua direção. — Que bom! Eu nem tanto. Estou com um pouco de fome. Será que tem alguma coisa para comer? Gabriel sorriu ao perceber a expressão dela. — Você acorda pensando em comida? — Não é culpa minha se meu estômago resolveu acordar antes de mim! Ele soltou uma risada e se inclinou para lhe dar um beijo carinhoso na bochecha. — Vamos descer e descobrir o que esse lugar tem para oferecer. Amanda sorriu, satisfeita com a ideia. Pouco depois, os dois deixaram a cabine e seguiram pelo c
A viagem de Gabriel e Amanda corria tranquilamente até que, no meio do caminho, o céu mudou de repente. Nuvens escuras cobriram o horizonte, escondendo o azul que os acompanhava desde o início da viagem. Pouco depois, os primeiros pingos começaram a bater no para-brisa. Em questão de minutos, a chuva engrossou, transformando a estrada de chão em um caminho enlameado e escorregadio. Amanda olhou pela janela. — Está chovendo muito... Não dizia nada sobre isso na previsão do tempo. Ela pegou o celular, mas a tela continuava sem sinal. Do lado de fora, a paisagem havia desaparecido atrás da cortina de água. Gabriel manteve as duas mãos firmes no volante, diminuindo a velocidade. — Parece que essa chuva resolveu aparecer sem avisar. Os pneus derraparam levemente sobre o barro, fazendo Amanda prender a respiração. — Acho melhor a gente encontrar algum lugar para esperar. Gabriel olhou atentamente para a estrada. Então, uma lembrança lhe veio à mente. "Mais à frente...







