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## Capítulo 05: Entre Segredos e Conhaque

ผู้เขียน: Karine Oliveira
last update วันที่เผยแพร่: 2026-07-25 06:21:40

O restante do jantar transcorreu em um tom mais ameno, com os pratos sendo recolhidos em silêncio pelos funcionários e as conversas sobre números cedendo espaço para os prazos da assinatura final dos papéis. Terminado o café, Lorenzo nos guiou de volta para a sala de estar principal. O calor da lareira continuava a aquecer o ambiente amplo, trazendo um contraste agradável com o frio que fazia do lado de fora.

Todos nos acomodamos nos sofás dispostos ao redor do tapete persa. Paolo e Giovanni ocuparam a grande poltrona dupla perto do fogo, enquanto Lorenzo sentou-se em sua cadeira habitual de couro. O mordomo da casa passou em seguida, servindo doses generosas de conhaque em copos de cristal pesado.

Aurora caminhou até o sofá menor, um estofado de veludo escuro afastado da lareira, e sentou-se de forma ereta, com as mãos postadas de maneira delicada sobre o cetim rosa do vestido. Ajeitei meu paletó e atravessei o cômodo com passos firmes, indo direto ao encontro dela. Sentei-me ao seu lado no mesmo sofá, a uma distância curta o suficiente para sentir o perfume leve de sua pele e ver os reflexos dourados que a iluminação suave deixava em seus olhos castanho-avelã.

Do outro lado da sala, as conversas dos homens e os suspiros de tédio de Bianca pareciam um ruído distante. Inclinei levemente o corpo na direção de Aurora, abaixando o tom de voz para que apenas ela pudesse ouvir o que eu tinha a dizer.

— Aurora, eu preciso saber mais sobre você — comecei, mantendo o rosto firme e o olhar fixo nos traços delicados dela. — Algum ex-namorado? Um cara na sua vida? Algum escândalo? Eu preciso saber antes de me casar com você.

Ela virou o rosto na minha direção, mantendo a postura serena e a expressão neutra que demonstrara desde o primeiro instante em que desceu as escadas.

— O senhor já sabe de tudo, Dom — respondeu ela, em um tom calmo que mal ultrapassava o som das chamas na lareira.

— Não... não sei — afirmei, travando o maxilar enquanto sustentava o contato visual. — Responda minhas perguntas.

Ela piscou devagar, sem demonstrar qualquer receio diante da minha cobrança, e pronunciou as palavras com uma clareza absoluta:

— Sou virgem, Dom. Nunca beijei e nunca transei com ninguém.

A revelação caiu sobre mim de forma direta, fazendo meu corpo rígido paralisar por um fração de segundo. O impacto daquelas palavras reverberou no meu peito de um jeito que eu não esperava. Uma garota de dezoito anos, com aquele corpo e aquela presença capaz de parar qualquer ambiente, mantida completamente intocada do resto do mundo dentro daquele isolamento na Suíça. A confirmação da sua inexperiência total criava uma responsabilidade e um peso completamente novos para o acordo que estávamos selando.

Pousei o copo de conhaque na mesa de centro ao lado antes de voltar minha atenção para ela, com a voz grave e cortante.

— Isso muda completamente a dinâmica do que temos aqui, Aurora — declarei, olhando diretamente para a curva dos seus lábios pintados de rosa. — No meu mundo, lidar com a inexperiência exige um cuidado que não costumo ter com nada.

Ela me encarou de volta, sem desviar o olhar por um segundo sequer, e continuou com a mesma firmeza ingênua e direta:

— Mas se for um problema minha virgindade, Dom, eu posso perder. Se o senhor preferir, eu posso ter mais experiências se for um problema isso.

Senti o ar travar na garganta. A sinceridade desarmada com que ela sugeria aquilo, sem ter noção do efeito que causava em mim ao pronunciar tais palavras em um tom tão suave, fez meu sangue correr mais quente pelas veias. A ideia de qualquer outro homem tocá-la ou ensiná-la sobre qualquer coisa estava completamente fora de cogitação.

— Nunca mais repita essa bobagem na sua vida — respondi de imediato, a voz baixíssima, mas carregada de uma firmeza implacável. — Você não vai encostar em homem nenhum. O que você é e o que você tem pertencem ao nosso compromisso a partir desta noite, e eu mesmo vou me encarregar de ensinar tudo o que você precisa saber no momento certo.

Ela apenas assentiu com a cabeça em um aceno lento, aceitando a instrução sem contestar, enquanto o som dos copos dos outros homens brindando na sala selava de vez o nosso destino.

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