LOGINIsang don ng underground ay umibig sa isang estudyanteng naghahanap buhay para makapagtapos. Ang kanilang mga magulang ay kasal at sa papel, sila ay magkapatid ngunit hindi sila magkadugo. Nagwalay sila sa isat isa noong tatlong taong gulang pa lamang si Andromeda.
View MoreO reflexo no espelho do banheiro do ateliê não mentia, embora Clara Mendes desejasse que sim. Sob a luz fria e impiedosa do teto, as suas mãos pareciam permanentemente manchadas por uma leve camada de poeira cinzenta, o resquício teimoso da argila que ela passara as últimas quatro horas a moldar. Para Clara, aquela sujeira era um distintivo de honra, a única prova tangível de que ela possuía um mundo que era exclusivamente seu. No entanto, sabendo que o jantar de gala daquela noite exigia a perfeição milimétrica de uma herdeira da dinastia Mendes, ela suspirou e abriu a torneira, observando a água levar embora os últimos vestígios da sua liberdade artística.
A mansão dos Mendes, localizada no bairro mais nobre e vigiado da capital, nunca fora um lar; era uma vitrine de poder econômico. Desde a infância, Clara compreendera a mecânica gélida daquela casa. Enquanto os seus irmãos mais velhos eram preparados para liderar os conselhos de administração e expandir o império de mineração e logística da família, a ela fora reservado o papel de ornamento polido. Ela não possuía voz nas decisões dominicais, não era consultada sobre os investimentos e, frequentemente, a sua presença nas refeições era tratada como um mero protocolo visual. Para o seu pai, o implacável patriarca Otávio Mendes, e para a sua mãe, a altiva socialite Beatriz, Clara não era uma filha com sonhos, dores ou aspirações. Ela era, puramente, uma peça de xadrez de alto valor estratégico, mantida guardada na caixa até o momento exato em que o tabuleiro exigisse o seu sacrifício em prol de uma aliança mais lucrativa. A única exceção a essa regra de gelo era a tia-avó Leonor. Leonor era o único porto seguro de Clara, a única pessoa naquele palácio de mármore que olhava para ela e enxergava a sua alma, e não o potencial do seu sobrenome. Idosa, com a saúde fragilizada pelo tempo, mas com uma lucidez e doçura que contrastavam violentamente com o restante da família, a tia-avó era quem financiava secretamente os materiais de escultura de Clara e quem lhe dedicava abraços demorados que cheiravam a alfazema. Leonor, que também fora uma jovem da alta sociedade forçada a conveniências no passado, reconhecia o brilho sufocado nos olhos da sobrinha-neta. Ela costumava segurar as mãos de Clara e sussurrar, longe dos ouvidos atentos dos empregados, que a arte a salvaria do inverno do mundo. — Clara? Estás a ouvir-me? — A voz estridente de Beatriz Mendes cortou os pensamentos da jovem, batendo na porta do ateliê com uma impaciência aristocrática. — O teu pai já está no escritório com os advogados. O anúncio será feito antes do jantar. Trata de te apressar com essa maquiagem. Não tolerarei atrasos hoje, de todas as noites. — Já vou, mãe — respondeu Clara, a voz saindo num tom baixo e submisso que ela aperfeiçoara ao longo dos anos para evitar conflitos desnecessários. Ela secou as mãos na toalha de linho e encarou o vestido de seda azul-escuro pendurado no cabide. O anúncio ao qual a sua mãe se referia não era segredo, embora os detalhes tivessem sido guardados sob sete chaves. Há semanas, o mercado financeiro sussurrava sobre a monumental fusão corporativa entre o Grupo Mendes e o Grupo Albuquerque, um conglomerado farmacêutico e de infraestrutura cujo poder rivalizava com o deles. Clara sabia, pela frieza dos olhares que o seu pai lhe lançava durante o pequeno-almoço, que a fusão não seria selada apenas com assinaturas em contratos bilionários. A outra empresa impusera uma condição inegociável, um clássico do velho mundo corporativo que ainda ditava as regras nas sombras da elite: um casamento para garantir que os interesses de ambas as famílias estivessem unidos pelo sangue e pelo patrimônio. Enquanto descia a imensa escadaria de mármore, sentindo o tecido do vestido roçar nas suas pernas, o coração de Clara batia num ritmo descompassado. Ela sabia que seria entregue a algum herdeiro arrogante, algum homem criado para a ganância que a trataria com a mesma indiferença com que o seu pai tratava a sua mãe. Ela já estava mentalmente preparada para aceitar o seu destino com a dignidade silenciosa que era a sua única defesa. Ao entrar no imenso escritório revestido de jacarandá, o cheiro de charuto e papéis timbrados invadiu os seus sentidos. Otávio Mendes estava de pé atrás da monumental mesa de trabalho, enquanto dois advogados seniores organizavam pastas de couro. O olhar do pai pousou sobre Clara, desprovido de qualquer calor paternal, avaliando-a como um avaliador examina uma obra de arte que está prestes a ser leiloada. — Senta-te, Clara — ordenou Otávio, apontando para a cadeira de veludo à frente da mesa. — Os trâmites com o conselho do Grupo Albuquerque foram finalizados. A fusão está garantida. Como sabes, o acordo exigia um vínculo familiar para estabilizar as ações no mercado internacional. Clara sentou-se, mantendo a postura ereta, as mãos cruzadas sobre o colo para ocultar o tremor dos dedos. — Sim, pai. Quem... quem é o herdeiro? — Arthur Albuquerque — respondeu o pai, sem rodeios, soltando a fumaça do charuto em direção ao teto. — Ele acabou de ser nomeado o novo presidente do grupo. O antigo patriarca Albuquerque exigiu que ele estivesse casado para assumir o controle total das ações operacionais. É um homem brilhante, focado e pragmático. O casamento ocorrerá em dois meses. O nome ecoou na mente de Clara como o estrondo de um trovão num dia de sol absoluto. O ar pareceu faltar nos seus pulmões por alguns segundos, e a sala de jacarandá pareceu girar de forma lenta. Arthur Albuquerque. Não era um estranho. Não era apenas um nome nas colunas de economia que ela lia casualmente. Era o rapaz que habitava os cantos mais protegidos e melancólicos da sua memória de adolescência. O protagonista silencioso de uma paixão platônica que ela nunca tivera a audácia de confessar a ninguém, nem mesmo à tia-avó Leonor. Imediatamente, a mente de Clara foi arrastada dez anos para o passado, para os corredores cinzentos e competitivos do renomado colégio de elite onde ambos estudaram o ensino médio. Naquela época, os Mendes e os Albuquerque já eram gigantes, mas Clara era apenas uma adolescente retraída, que preferia os cadernos de desenho aos grupos de conversas fúteis das herdeiras de marcas de luxo. Por ser calada e focar-se na sua arte, ela era frequentemente alvo de comentários maldosos e isolamento por parte das outras jovens. A memória mais nítida que guardava — aquela que acalentara durante anos de solidão — acontecera numa tarde chuvosa de outono, na quadra de esportes coberta da escola. Clara havia sido derrubada intencionalmente durante uma aula de educação física por um grupo de meninas que achavam divertido o seu jeito desajeitado. O seu caderno de esboços caíra no chão úmido, e os desenhos de esculturas em que ela trabalhara por semanas espalharam-se pelas poças de água. Enquanto as raparigas se afastavam a rir, Clara ajoelhara-se no chão de cimento frio, com as lágrimas a turvarem-lhe a visão, tentando desesperadamente salvar o que restara do seu mundo particular. Foi quando um par de sapatos desportivos brancos parou à sua frente. Arthur Albuquerque, que já naquela época se destacava pela postura imponente, pelo olhar cor de tempestade e por uma aura de liderança natural que afastava a maioria das pessoas, abaixou-se sem dizer uma palavra. Com dedos longos e firmes, ele recolheu os papéis molhados que haviam voado para mais longe. Ele não se importou em sujar o seu uniforme perfeito. Quando se levantou, estendeu a mão para Clara, ajudando-a a erguer-se do chão áspero. — Não ligues para elas, Clara — dissera ele, com uma cordialidade calma, uma voz que, embora jovem, já carregava uma firmeza reconfortante. Ele entregara os papéis secos e olhara para o esboço de uma figura moldada em argila que ela desenhara. — Os teus desenhos são muito melhores do que qualquer coisa que elas conseguiriam fazer. Continua. Eles não se tornaram melhores amigos após aquele dia. Arthur pertencia ao círculo dos alunos mais populares, o herdeiro perfeito que todos orbitavam, enquanto Clara continuava na sua periferia silenciosa. No entanto, aquele encontro estabeleceu uma dinâmica única entre os dois. Nos anos seguintes do ensino médio, sempre que se cruzavam na quadra da escola ou nos corredores antes das aulas, Arthur não a ignorava como os outros faziam. Ele a cumprimentava com um aceno de cabeça respeitoso, um sorriso breve e cordial que fazia o coração da jovem Clara disparar. Nas poucas vezes em que se sentaram nas arquibancadas da quadra para esperar o final do horário, conversavam sobre banalidades, sobre livros ou sobre o peso das expectativas familiares. Não eram confidentes, mas aquela cordialidade mútua fora o mais próximo de uma amizade genuína e desinteressada que Clara tivera antes de ingressar na faculdade de Belas Artes. Para Clara, Arthur fora o único raio de sol num ambiente escolar hostil e gélido. Com o passar do tempo, aquela gratidão juvenil transformara-se, inevitavelmente, numa paixão platônica avassaladora, que ela guardara como um tesouro secreto. E agora, o destino jogava aquela mesma peça no seu tabuleiro de xadrez. — Clara? Estás a ouvir-me ou a sonhar acordada como de costume? — A voz áspera do pai trouxe-a de volta à realidade do escritório. Otávio Mendes olhava-a com uma sobrancelha franzida, claramente impaciente com o silêncio da filha. — Estou a ouvir, pai — disse ela, engolindo em seco, tentando controlar o turbilhão de emoções que ameaçava transbordar dos seus olhos. — O Arthur... ele sabe? Ele aceitou isso de boa vontade? Otávio soltou uma risada curta e desdenhosa, cruzando os braços sobre a mesa. — De boa vontade? No nosso mundo, a boa vontade é um luxo para os fracos, Clara. O rapaz tinha uma pequena paixão insignificante, uma jovem sem posses que ele conheceu na faculdade e com quem andava a perder tempo. Mas o pai dele foi claro: ou ele se casava com uma herdeira à altura do Grupo Mendes para selar a fusão, ou o controle da presidência seria transferido para o seu primo. Arthur é um Albuquerque legítimo. Ele escolheu o poder, como qualquer homem sensato faria. Ele abriu mão da rapariga e garantiu que, por ele, o casamento pode acontecer sem problemas. Cada palavra do pai funcionou como uma pequena agulha a perfurar a esperança que acabara de nascer no peito de Clara. A imagem do Arthur gentil da quadra da escola empalideceu diante da realidade do homem que aceitara um casamento corporativo por ambição, sacrificando os seus próprios sentimentos. Ainda assim, no fundo da sua alma artística e romântica, uma pequena faísca de ilusão recusava-se a apagar. Clara pensou que, se o noivo era o mesmo Arthur que um dia estendera a mão para ajudá-la a levantar-se, talvez aquele casamento não precisasse de ser uma sentença de morte emocional. Talvez, com o tempo, com a convivência e com o amor que ela guardara por tantos anos, ela pudesse ajudá-lo a curar a ferida de ter aberto mão da sua paixão. Talvez eles pudessem construir algo real sobre as cinzas daquele negócio. Ela não sabia, enquanto olhava para o sorriso satisfeito do seu pai, que aquela pequena faísca de esperança seria a corda com a qual ela se enforcaria voluntariamente nos próximos anos da sua vida.Billionaire's PossessionThe last chapter. Part 1Walang imik na nakatitig ang Yakuza sa katawan ng kaniyang asawa. Hindi siya makagalaw. Ni hindi niya maibuka ang kaniyang mga labi. "Kagami." Kulay itim na glove ang nahagip ng mga mata ni Cain. Alam niyang palad ni Feng ang humawak sa kaniyang balikat. "Ilipad natin siya sa Hong Kong. Ako mismo ang mag-aasikaso sa kaniyang katawan." Tuluyan ng tnabihan ni Feng ang kaniyang kaibigan. "Napakabilis ng mga pangyayari. Kanina lang ay nakatayo siya sa entablado. Ngayon ay_." Napaluhod si Yuri sa tabi ng kama. "Andromedaaaaaa."Walang imik ang lahat. Tanging ang pagtangis ni Yuri ang maririnig sa loob ng silid. Dahan-dahang gwardiya ang nakapalibot at nakatindig pero wala silang magawa para sana dugtungan ang paghinga ng kanilang minahal na batang boss. "Andromedaaaa. Gising naaaaaa. Wag kang magbiro ng ganito. Please. Gising naaaa. Wag mong akong takutin ng ganitooo. Marami pa tayong gagawin di ba?" Tumayo na si Yuri. Katawan ni Andr
Billionaire's PossessionChapter 29Part 1Lumalabas na ang tunay na Khaliv Rashitackchun. Ina lang naman din siya na nanatiling tahimik sa lahat ng mga nangyari sa ianiyang anak. Pero putol na ang pisi. Nakarating na sa dulo ng sinulid ang kaniyang pagtitimpi. Lahat ng mga tv network, radio station at mga taong nagpakalat sa mga maling balita tungkol sa presidente ng El Salvador ay kaniyang kinasuhan. At hindi lang basta kasong paninira ang isinmapa niya sa international court, lahat ng maaari niyang ikaso. Hindi lang basta mahinang matanda ang kumikilos para sa isang Yuri Rashitackchun kundi isang mapagmahal na ina na may pusong mapaghigante. "Walang talo, Dominika. Kung matatalo ako sa Korte, haharapin naman nila ang kam4tayan. Kaya wala akong talo. Nakatimbre na sila sa mga tao ni Jakrii sa buong Asya. At kahit pa magtago ang mga taong sangkot sa pananakit at paninira sa aking anak ay hindi nila kayang takbuhan ang naghihintay sa kanila na kapalaran." Hindi pa rin maiwasan ni K
Billionaire's PossessionChapter 28Part 1Walang imik ang dalawa. Nagkakatitigan sila. Ilang segundo din tumigil ang ikot ng orasan sa kanila."Ikaw na ba yan?" Si Red ang unang nagsalita.Napapalunok si Menchin. Hindi niya alam kung ano ang kaniyang sasabihin. "Ikaw yung kasama ni papa sa kaniyang pag-alis. Ikaw siya. Ikaw nga! Ikaw si Mariga."Tumango si Red. "Ate Menchin. Ate. Ateeeeee." Si Menchin ang yumakap sa kaniyang kapatid. "Namiss kita Mariga. Namiss kita."Ni hindi maigalaw ni Red ang kaniyang mga kamay para sana yakapin din ang kaniyang ate. Pakiramdam niya ay babagsak na siya. Ramdam ni Menchin ang pagbigat ng katawan ng kaniyang bagong hanap na kapatid kaya mas lalo niyang hinigpitan ang kaniyang pagyakap. "Di na kita pakakawalan pa. Iuuwi na kita." Walang naririnig si Red kundi ang sarili niyang paghikbi. Walang nagrereshistro sa kaniyang utak.Pinakawalan ni Menchin si Red. "Tumingin ka sa akin. Nakilala mo na ba sina Andromeda at Sela? Nakausap mo sila? Ngayon, a
Billionaire's PossessionChapter 27Part 1Nakadapa si Andromeda sa mga hita ni Cain. Nakadikit ang kaniyang dibdib sa mismong hita ng Yakuza. Minamasahe naman ni don Luis ang talampakan nito. "Dad. Magsusuot kayo ng tradisyunal na kasuotan?" "Oo naman syempre." Dinidiinan ng don ang talampakan ng kaniyang anak. Namumula na iyun dahil kanina pa niya iyun minamasahe. "Bakit mo nagtanong?" "Wala naman." Tumihaya bigla si Andromeda. Sa pisngi ng don dumapo ang kaniyang talampakan. Dumapo naman ang kaniyang malilikot na daliri sa mukha ni Cain. Pinipisil pisil niya ang seryosong mukha ng Yakuza. "Ah. Mamayang gabi na pala ang wedding ceremony." Agad tumayo si Andromeda. "Mayroon pala akong ibibigay sa inyo." Matamis na ngiti ang iginawad ni Andromeda kina doktor Michael at doktora Menchin na abala sa pagpili ng isussuot na accessories. Itinigil ni doktora Menchin ang kaniyang pagsusuot ng hikaw. Ibinalik niya ang isang pares ng hikaw sa box nito. "Oo nga pala. Sabi mo ngayon mo ibibiga
Billionaire's PossessionChapter 6Part 1Nakatitig din sa monitor ang mga bantay. Hindi sila lumilingon sa katawan na nakahiga sa mahabang couch. Nagpapalitan ng mensahe ang kanilang mga mata. Nakatindig sila na parang estatwa. Naglagay na ng gel ang doktor sa tiyan ni Yehudi. Bilang isang nurse
Billionaire's PossessionChapter 5Part 1Malapit na naman dumilim sa Tokyo. Ngunit tila nakikiayon din ang panahon. Tila nabalot ng kalungkutan ang Tokyo sa kabila ng napakaraming taong naglalakad at tumatawid sa mga pedestrian lane at mga sasakyang parang naghahabulan. Ang ilaw ng mga stop light
Billionaire's PossessionChapter 4Part 1Matalinong tao si Don Luis. Hindi nga bat tinatawag siyang don-hindi dahil sa kanyang kayamanan kundi dahil isa siyang don sa underworld. Pinakamakapangyarihan sa lahat ng mga maffia at syndicate. Alam niya ang sistema sa underground business. Ang pagpapaki
Chapter 3Part 1Namalagi ang mag-ina sa Atari villa. Napakaganda ng view ng villang ito. Napagod silang pasyalan ang mga naggagandahang parke. Pareho nilang ibinabad ang kanilang katawan sa onsen. Napakasaya nila na tila ba wala silang pinoproblema.Taas-baba ang dibdib ni Zyke, indikasyon ito na
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