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Capítulo 7

ผู้เขียน: Peixe Koi
Lorena viu que, depois de um breve constrangimento, Isaac e Aurora logo assumiram esse “novo” papel. Os dois passaram a conversar e rir com o parceiro de negócios como se nada tivesse acontecido. Eles pareciam um casal perfeito…

Lorena, em silêncio, tirou uma foto com o celular. Quando ela se virou para ir embora, a agulha que ela tinha enterrado no peito voltou a espetar, espalhando uma dor fina e cortante pelo tórax, até a ponta do nariz arder.

— Lorena!

Quando ela já estava quase saindo do shopping, alguém chamou por ela.

Lorena olhou para trás. Uma mulher, descendo pela escada rolante, acenava com entusiasmo. Quem a chamava era a Professora Diana, a antiga mestra da faculdade de dança.

— Professora Diana! — O rosto de Lorena se iluminou de surpresa.

A professora desceu rápido e veio em direção a ela, segurando as duas mãos de Lorena. Ela também estava feliz:

— Eu olhei e achei que era você. E não é que era mesmo? Como você está? Já faz cinco anos que eu não te vejo.

Um aperto atravessou o peito de Lorena. Cinco anos… e ela tinha se transformado num quase nada. Com que cara ela encarava a professora?

— Você está ocupada? Se não estiver, vamos tomar um café e colocar a conversa em dia. — Professora Diana ainda segurava a mão dela.

Lorena não estava ocupada. Antes, ela talvez inventasse uma desculpa, se encolhesse de novo, recusando qualquer coisa relacionada ao mundo da dança. Mas, desde que ela tinha aberto o álbum de vídeos no celular, era como se uma rachadura tivesse se aberto no céu escuro dela. De repente, ela queria que um pouco de luz entrasse.

Lorena assentiu:

— Vamos, professora.

Sem motivo aparente, os olhos dela ficaram úmidos.

A Professora Diana a levou até uma cafeteria em estilo inglês, bem no centro do primeiro andar.

— Professora, como estão os meus colegas de turma? — Lorena tinha ficado tempo demais longe do mundo que antes era o dela. Ela tinha saído de todos os grupos com ex-colegas.

A Professora Diana lançou um olhar atento para ela:

— Você tem certeza de que quer saber?

A Professora Diana sabia da história de Lorena. A aluna que tinha conquistado a indicação direta para a pós-graduação da universidade, de repente, tinha aberto mão da vaga. A professora, claro, tinha perguntado o que tinha acontecido, e chegou a ir pessoalmente até Cidade Huambo para ver Lorena.

Lorena assentiu com força. Então a Professora Diana começou a contar.

Cinco anos eram tempo suficiente para mudar a vida de qualquer pessoa. Alguns dos colegas de Lorena tinham entrado para o corpo de baile nacional e se tornado primeiros dançarinos. Outros tinham ido para o exterior fazer mestrado e doutorado, alguns já tinham concluído o PhD. Havia quem tivesse ficado na faculdade, como professor, formando novos alunos.

Cada um deles tinha dado um passo enorme na própria trajetória. Só Lorena tinha ficado para trás… Mas, a partir daquele dia, ela também ia mudar.

Lorena iria correr atrás, com tudo que tivesse. Mesmo sem poder mais dançar, ela precisava encontrar o próprio lugar em outro campo.

— Professora, eu… também posso, finalmente, te entregar uma resposta. — Os olhos de Lorena ardiam. Naquele instante, ela sentia que tinha decepcionado todas as expectativas da professora.

— Que bom. — A Professora Diana sorriu do mesmo jeito de sempre.

Lorena se inclinou na direção do ouvido da professora e contou, em voz baixa, sobre o plano de estudar fora do país.

— Isso é maravilhoso! Eu sabia! Nenhum aluno meu é covarde. — A Professora Diana apertou a mão dela, emocionada. — Aliás, foi na hora certa. Nós vamos fazer uma turnê pela Europa. Vem com o grupo, sente o clima, se acostuma com o ritmo de vida lá fora.

— Mas eu…

Lorena olhou para a própria perna. Como ela ia fazer? Ela não podia mais dançar, mal conseguia andar no mesmo ritmo que as outras pessoas. A pós-graduação que ela tinha escolhido era em teoria da dança, não em performance.

— Não tem "mas" nenhum. Se não tivesse acontecido aquele acidente, você estaria hoje no corpo jovem de dança, fazendo temporada com eles. Dessa vez, você vem como assistente. Maquiadora.

A Professora Diana falou com tanta firmeza que, por um momento, ela apagou o rótulo de "manca" da cabeça de Lorena.

Lorena não conseguiu segurar um sorriso. Ela adorou aquela sensação de não ser tratada como inválida. Ela não podia mais dançar, mas podia fazer outras coisas. Não era porque ela tinha perdido o palco que ela tinha virado um estorvo.

Assim que ela terminou de falar, o celular da Professora Diana vibrou. Tinha chegado uma mensagem.

— É do meu marido. Você se importa se ele vier tomar um café com a gente?

A Professora Diana perguntou com delicadeza.

— Claro que não me importo. — Lorena respondeu, rindo.

No fundo, ela estava nervosa. Depois de cinco anos trancada, ela tinha perdido o hábito de lidar com desconhecidos. Mas ela precisava dar o primeiro passo, não precisava?

— Então vou pedir para ele vir. — A Professora Diana respondeu à mensagem.

O que Lorena jamais teria imaginado era que o marido de Professora Diana seria justamente o novo parceiro de negócios de Isaac, o mesmo homem que ela tinha visto há pouco.

— Meu marido veio a Cidade Huambo para fechar alguns negócios, e eu aproveitei para passar uns dias com ele. E, no meio disso tudo, encontrar você aqui… é muito destino.

Enquanto falava, a Professora Diana começou a apresentar o marido. Mas, nesse momento, Lorena viu Isaac, Aurora e o tal marido vindo juntos na direção delas.

O grupo enfim chegou até a mesa onde elas estavam.

Lorena continuou sentada, imóvel, observando as expressões que passavam pelo rosto de Isaac e de Aurora, uma mais tensa que a outra.

— Vamos, vamos, sentem-se. Esta é a minha esposa, Diana, ela é professora de dança. — O marido da professora, Hélio Valente, fez as apresentações. — E este é o empresário com quem eu vim negociar parceria, o Sr. Isaac, e esta é a esposa dele, a Sra. Cunha, Aurora.

Quando a palavra "esposa" saiu da boca de Hélio, a mão de Isaac tremeu visivelmente. Aurora também ficou desconfortável na cadeira. Os dois olharam, em pânico, na direção de Lorena.

Lorena apenas olhou para eles e sorriu de leve.

A Professora Diana também fez questão de apresentar.

— Este é o meu marido, o Hélio. — Em seguida, ela apontou para Lorena. — E esta é a minha aluna, Lorena, naquela época a maior promessa para ganhar o Troféu Alma da Dança.

Quando Isaac ouviu "Troféu Alma da Dança", o olhar dele escureceu de vez. Os olhos desceram, como se ele fosse, instintivamente, procurar a perna de Lorena.

Lorena viu, naquele instante, a dor cheia nos olhos dele. Claro que ele doía. Se a perna dela não tivesse ficado daquele jeito, ele nunca teria se casado com ela. Então, hoje, seria Aurora, ali ao lado dele, com total direito ao título de Sra. Cunha.

Lorena sorriu:

— Professora Diana, Sr. Hélio, na verdade, eu é que sou…

— Ah! — Aurora soltou um grito agudo, no momento exato, cortando a frase de Lorena.

Lorena se calou.

Aurora tinha derrubado o café. O líquido fervendo escorreu pela mão e pela roupa dela.

— De… desculpa, que vergonha, eu… que falta de jeito. — Aurora pegou rapidamente alguns guardanapos para tentar se limpar.

— Não foi nada. — A Professora Diana, sem entender direito, ainda ajudou, passando mais papel.

Uma xícara de café tinha bloqueado a verdade na boca de Lorena. Mas, se ela quisesse continuar falando, quem conseguiria impedi-la? Do outro lado da mesa, Isaac lançou para ela um olhar suplicante. Ele balançou a cabeça, muito de leve, e, só com o movimento dos lábios, formou as palavras:

"Não fala. Não fala."

No fundo, Lorena nem tinha a intenção de contar tudo. Ela só tinha jogado meia frase no ar porque queria ver os dois em pânico, se embolando nas próprias mentiras.

Naquela mesa de café, alguns estavam sentados como se estivessem sobre agulhas, outros permaneciam perfeitamente tranquilos.

Enquanto Lorena levava a xícara à boca, a Professora Diana reparou na mão dela:

— Lorena, você está de aliança? Você se casou? Quem é o seu marido?

Aquela pergunta caiu como um trovão em céu limpo. Isaac e Aurora empalideceram na hora.

Lorena olhou para a mão de Isaac, que segurava a xícara. Um sorriso de deboche apareceu no canto da boca dela. Isaac nunca tinha usado aliança. Depois do casamento, ele tinha tirado sua aliança e, desde então, ninguém sabia onde a guardava.

— Sim. Eu já estou casada há cinco anos. — Lorena respondeu, calma. — Meu marido também é Cunha.

— Que coincidência, o sobrenome dele também é Cunha? — Isaac se apressou em dizer.

A intenção por trás da frase era clara: ele queria avisar para ela parar por ali.

— É, ele também trabalha com negócios, só que a empresa dele não chega nem perto do tamanho da sua. — Lorena tomou um gole de café.

Por trás da porcelana, ela viu, com clareza, o alívio passar pelo rosto dele.

— Que coincidência incrível. Da próxima vez, chama o seu marido. Vamos tomar um café todos juntos.

Por ser aluna da Professora Diana, Lorena tinha a consideração especial de Hélio, que fez o convite com toda boa vontade.

O rosto de Isaac voltou a ficar tenso.

Lorena achou tudo aquilo, sinceramente, muito engraçado. Em cinco anos de casamento, somando todas as reações de Isaac, ela não lembrava de ter visto tanta mudança de expressão quanto naquele único fim de tarde.

Diante daquela situação, Isaac não tinha como ficar ali por muito tempo. Depois de alguns minutos de conversa, ele se levantou, dizendo que ainda tinha compromissos e precisava ir embora. Mas, ao mesmo tempo, ele não se sentia à vontade de deixar Lorena sozinha com o casal, com medo do que ela pudesse dizer. Pelo olhar, ele praticamente implorou para que ela também se retirasse.
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