เข้าสู่ระบบEduardo ficou confuso. Só um "entendi"?Rodrigo não disse mais nada. Saiu e foi até ao seu escritório no último andar. Sentado na cadeira, observava através da janela panorâmica os carros indo e vindo do lado de fora. A atmosfera ao seu redor estava mais pesada do que em qualquer outro momento.Ele ligou para o assistente Pedro para passar algumas instruções e também avisou Henrique sobre algumas precauções.Só então ligou para Ísis.— Algum problema? — A voz de Ísis era leve e natural.— Sua mestra acordou. — Disse Rodrigo.Ísis fez uma pausa.— Não vai vir vê-la? — Rodrigo perguntou.— De certa forma, somos só amigas virtuais. — Ísis se recostou, sentando-se de forma relaxada na cadeira. — Depois de tantos anos, duvido que ela ainda se lembre que tem uma discípula.— Se lembra ou não, de que isso importa? — Disse Rodrigo.— Você não deve ter me ligado para falar disso. — Ísis não respondeu à pergunta, mantendo o mesmo tom despreocupado de sempre.— Se Dulce quiser levar a Luísa embo
— Então por que você não disse antes? Fiquei preocupada por tanto tempo! — Nádia rangeu os dentes do fundo.— Você não perguntou. — Luísa respondeu.— A capacidade dela de irritar as pessoas é exatamente igual à sua. — Nádia disse para Dulce. — Não importa, vocês duas têm que me compensar pelos danos emocionais.— Obrigada. — Disse Dulce, com sinceridade.— Me deixa em paz. — Nádia, como sempre. — Para de me incomodar.Dulce sorriu levemente.Tudo continuava como antes.— Mãe, posso dormir com você hoje? — Luísa abraçou o braço dela, com um leve ar de manha.— Claro que pode. — Dulce afagou a cabeça dela e, tentando falar da forma mais fluida possível, respondeu.O coração de Luísa amoleceu instantaneamente e uma sensação de paz tomou conta do seu peito.— Você passou por momentos muito difíceis. — Dulce estendeu a mão para ajeitar os fios soltos da franja dela. O gesto era suave e carinhoso, embora a fala não fosse muito fluente. — Quando eu me recuperar, vou te levar embora.Luísa fi
— Como você está se sentindo agora? — Juliano entrou mesmo assim, descaradamente, com o rosto carregado de preocupação. — Há algo te incomodando? Eu tenho acesso às melhores instalações médicas...— As instalações médicas daqui são melhores do que as de lá. — Nádia o desmascarou sem hesitar.Juliano não se importou, deu um passo após o outro em direção ao leito.Quando ele estava prestes a chegar à beira da cama, Luísa se levantou e foi até ele para barrar seu caminho.— Por favor, vá embora. — Ela disse com os olhos cheios de desprezo e antipatia.— Tenho algo a dizer à sua mãe. — Juliano não queria entrar em conflito com Luísa.— A mamãe não quer ouvir você. — A atitude de Luísa foi firme.Juliano só pôde então olhar para Dulce.Dulce sequer lhe dirigiu um olhar direto.— Já está tarde. É melhor que o Sr. Juliano vá embora. — Disse Rodrigo, ao lado de Luísa. O telefone em sua mão já havia sido colocado no modo silencioso. — Imagino que o senhor não queira que as notícias de amanhã do
Luísa acompanhou todo o processo. Mesmo depois de Eduardo ter dito que ela não voltaria a ficar inconsciente, ela não conseguia ficar tranquila.— Uma coisa tão feliz e você está chorando? — Nádia veio até seu lado e cutucou-a com o cotovelo. Comparada a Luísa, ela parecia bem mais calma.Luísa mantinha os olhos na porta da sala de exames que havia acabado de se fechar. Seu coração fervilhava com todo tipo de emoção.— São lágrimas de felicidade.— Não são lágrimas de felicidade. — Disse Nádia.Luísa virou o olhar de lado.— São de recuperar o que se tinha perdido. — Um leve sorriso curvou os lábios de Nádia.Luísa voltou a olhar para aquela porta, como se seu olhar pudesse atravessá-la e ver o que estava acontecendo lá dentro.Isso mesmo. Era recuperar o que havia sido perdido. Depois de um bom tempo.De repente, Luísa virou o rosto e olhou para Rodrigo, que vinha acompanhando tudo ao seu lado.— Daqui a pouco, você volta. Hoje à noite, vou ficar no hospital com a minha mãe.— Está tu
Naquela mesma noite, Luísa estava sentada frente a frente com Rodrigo, jantando.De repente, o celular dela tocou de forma urgente. Ao ver que era Nádia ligando, Luísa atendeu sem hesitar.— Tia Nádia.Rodrigo não sabia o que Nádia estava dizendo a Luísa. Apenas viu que, conforme a ligação se prolongava, Luísa foi parando de comer, e uma emoção intensa começou a agitar seus olhos.— A... a senhora está dizendo a verdade? — Pela primeira vez, Luísa sentiu uma onda de emoção no peito.— Por que eu mentiria sobre uma coisa dessas para você? — Nádia nem se importou com o "senhora" que ela usou. — Tenha calma e mantenha as emoções sob controle, está bem?Como Luísa poderia manter a calma?Ela largou os talheres apressadamente, pegou o celular e correu para fora.Depois de dar dois passos, voltou correndo, pegou a chave do carro e saiu novamente. O carro arrancou mais rápido do que em qualquer outro momento.Rodrigo ficou completamente confuso. Ele estava prestes a ir atrás dela quando o cel
— Como está a investigação sobre o caso do Cacá? — Ela retirou a mão da dele e perguntou. Dois dias antes, ao ouvir os colegas falarem animadamente sobre o acampamento de verão, Cacá disse que queria voltar para lá, e Rodrigo o enviou novamente.Mas ele havia dito que descobriria a verdade em três dias, e já haviam se passado vários dias sem que ele dissesse nada.— Foi apenas um conflito entre as crianças. Aquele garoto viu que o Cacá era popular e que sempre ficava em primeiro lugar nas atividades, então ficou com inveja. — Disse Rodrigo com calma.— Como ele sabia da alergia do Cacá? — Luísa questionou.A professora havia dito que alguém tinha colocado algo no copo dele que lhe causava alergia. Para colocar, a pessoa precisava saber antes. As informações sobre as restrições de cada criança estavam nas mãos do professor responsável.— Antes, na escola, alguém ofereceu um lanche ao Cacá. Quando ele recusou, comentou que era alérgico. — Explicou Rodrigo com naturalidade. — O garoto d
"Você não quer ir para o céu também, não?" Era o que Henrique gostaria de gritar. A vontade de enfiar a mão na cara de Rodrigo quase o consumia. Ele mal havia voltado e já estava sendo tratado como escravo e ainda por cima com exigências absurdas.— Não garanto conseguir empurrar o preço exatamente
Quando Rodrigo chegou, Luísa ainda conversava com o médico sobre os detalhes da cirurgia.Ele vestia, como sempre, um terno sob medida de valor incalculável. A expressão, fria e impenetrável, não revelava qualquer emoção.Ao vê-lo entrar, Tatiana se levantou apesar da dor, encarando-o com um olhar d
— Você não tinha pavor de sentir dor? — Perguntou Eduardo.Ele se lembrava bem de quando ela torceu o tornozelo durante um ensaio de dança e foi trazida nos braços por Rodrigo, repetindo várias vezes que doía, quase chorando. A dor de agora, porém, era muito pior e ela permanecia calada.— Antes fic
— Quando se acalmar, a gente continua. — Rodrigo ignorou suas emoções, deixando seus longos dedos sobre os botões do paletó. Diante dela, desabotoou o casaco de um lado só e jogou a roupa no chão, sem cerimônia.— O que você quer fazer? — Luísa recuou automaticamente, cheia de alerta.— O que você a







