로그인Gustavo também tinha plena consciência disso; assim que contaram a novidade para ele, ele naturalmente já soube que precisava se prevenir.Nina e Íris chegaram à mesma conclusão. As duas mal tinham pegado o celular para ligar para Gustavo quando o aparelho de Nina tocou primeiro.Era Gustavo na tela.O gesto de Nina parou no ar. Ela atendeu e, antes mesmo que pudesse falar, a voz de Gustavo veio do outro lado, fria e cortante:— Nina, essa liberdade provisória da Amanda foi coisa da sua família?Nina quase tinha esquecido que ali era Cidade A, território dos Marques. Era impossível Gustavo receber notícias mais devagar do que eles. Na verdade, ele até costumava ser mais rápido.A diferença era que, provavelmente, ele só tinha ligado depois de entender todo o enredo.Nina olhou para o próprio pai e, sem sequer tentar aliviar para ele, respondeu:— Me desculpa, foi o meu pai que mexeu os pauzinhos. A gente também acabou de saber de tudo.Do outro lado, o silêncio demorou. Só depois de al
Edson falou num tom gelado:— Ela sumiu?— Uhum.Nina respondeu a ele, mas o olhar dela não saiu do rosto de Durval em nenhum momento.Meia hora antes, Amanda tinha sido colocada em liberdade provisória por causa do estado de saúde.Pelo procedimento normal, esse tipo de concessão demorava, tinha um trâmite cheio de etapas. Mas, no caso de Amanda, tudo correu rápido demais.Como era liberdade provisória, e ainda por cima todo mundo sabia que Durval sempre passava pano pra ela, a polícia não teve coragem de destacar alguém pra ficar colado nela vinte e quatro horas.Ninguém queria comprar briga demais. Vai que, no futuro, quando Sr. Callum morresse, quem assumisse tudo fosse justamente Durval. Aí, na hora de decidir sobre promoção, transferência ou até vida ou morte profissional, quem é que iria protegê-los?Ninguém tinha imaginado que, com essa folga mínima, Amanda simplesmente fosse evaporar dentro do hospital.Não eram só Nina e Edson. Até Sr. Callum e Sra. Patrícia olharam para Durv
Ela sabia muito bem como o neto dela era: levado, sim, mas sempre com limite. Ele não passava da linha.Enquanto os filhos dos outros viviam metidos em bebida, noitada, apostas e coisa pior, Cauã não se misturava com nada disso, quanto mais com os exageros que corriam por aí.Sr. Callum achou que talvez o neto estivesse fazendo tempestade em copo d’água e lançou um olhar para Nina. Quando ele viu que ela assentiu de leve, ele também fechou a cara:— A gente conversa dentro de casa.Dito isso, ele entrou primeiro.Durval sentiu a cabeça latejar e lançou um olhar fulminante para Cauã.Cauã permaneceu tranquilo:— Quando o senhor resolveu me estapear, devia ter lembrado que meus avós ainda tão bem vivos.Ele deu uma parada, virou-se para Sra. Patrícia e para Íris e avisou:— Eu ainda preciso passar no hospital pra fechar meu desligamento direitinho, então hoje não vou entrar.Íris assentiu:— Você tem certeza do que tá fazendo?— Tenho.Cauã confirmou com um movimento firme de cabeça. Com
A voz dela saía mansa, com aquele tom suave de sempre, mas cada palavra parecia criar raiz dentro do corpo de Gustavo, como se ficasse ali para sempre.Ele baixou os olhos para encarar aqueles olhos úmidos e brilhantes e sentiu o peito ferver por dentro.Como é que ela podia ser tão irresistível.Luiza não era lenta; ela percebeu, ainda que de leve, que a respiração dele estava ficando mais pesada e tratou de avisar na hora:— V-você se controla, hein. Agora não pode…Naquela fase, qualquer coisa mais intensa entre quatro paredes podia afetar o bebê na barriga.Gustavo, ao ver o cuidado exagerado dela, deixou escapar um sorriso nos olhos. Ele apertou a bochecha dela entre os dedos e resmungou:— O que é que você anda guardando nessa cabecinha, hein? Eu sou tão bicho assim?Ele sabia, melhor que ninguém, que o corpo dela não aguentava e, mesmo assim, iria partir pra cima?O que ele estava pensando, na verdade, era em como ele tinha dado a sorte de cruzar com uma mulher como ela.Luiza p
Gustavo abriu um sorriso meio rendido:— Quando foi que a senhora já errou em questão de boa educação?— Mas é que eu não sabia que eles eram a família da Luiza. — Manuela rebateu.Tratar futuros parentes era bem diferente de receber visitas comuns. A medida era outra.— Quem não sabe, não tem culpa. — Gustavo comentou. — A família Frota não é gente sem razão, não.— Isso é verdade.Pelo que ela tinha visto naquele dia, Manuela também tinha chegado à mesma conclusão.E, embora os dois lados fossem famílias tradicionais, ela achava que o jeito da família Frota conduzir as coisas, seja em casa, seja fora, deixava a família Marques bem atrás.De repente, Manuela lembrou de outra coisa:— E a família Frota, pretende se revelar pra Luiza quando?— Eles querem esperar a situação da Luiza estabilizar mais um pouco.Enquanto conversavam, os dois entraram pelo hall. Assim que ouviram as vozes, Luiza, encolhida no sofá, levantou o olhar. Gustavo mudou de assunto na mesma hora:— Tá com sono?Os
Sra. Patrícia, que tinha escutado aquela frase, deu um tapa certeiro na testa dele:— Seu pestinha, que foi que você saiu falando agora, hein?Pela cabeça de gente mais velha e tradicional, o melhor que podia acontecer era a vida amorosa da neta seguir lisa, sem tropeço.Tudo que saía da boca de Cauã, na opinião dela, soava como mau agouro.Aquela palmada tinha vindo sem nenhuma delicadeza, tão firme que até Gustavo quase deixou escapar o riso no canto da boca.Cauã sentiu uma pontada aguda, arreganhou os dentes de dor e puxou o ar com força, mas ainda assim tentou se defender:— Vó, eu só tava lembrando ele de tratar a Jennifer melhor.— Eu é que acho o Gustavo bem mais confiável que você. Ele precisa do quê, do seu lembrete ainda? — Sra. Patrícia não hesitou nem um pouco em ficar do lado de Gustavo. Depois de elogiar, ela se voltou para ele e acrescentou. — A Luiza vai dar trabalho pra você e pra sua avó cuidarem dela, viu.— Imagina. — Manuela, que não tinha entendido direito toda a
Luiza não sabia quanto tempo havia passado quando foi despertada pelo zumbido do celular vibrando. A luz era forte demais, e ela usou uma das mãos para proteger os olhos enquanto, com a outra, tateava o celular para atender. A voz saiu meio sonolenta: — Alô? — Luiza, por que você ainda não vol
— Não tem problema. — Luiza observou o motorista pelo retrovisor, notando sua expressão abatida. — De vez em quando passar frio não é nada, mas você... Parece que seu coração não anda muito bem, certo? Tente não se descuidar. O motorista ficou surpreso. — Ei, como você percebeu isso? Antes que
— Hum. — Ethan hesitou por um momento antes de responder. — Amanhã à tarde tenho uma reunião. Talvez termine um pouco tarde. O coração de Luiza afundou lentamente. — Entendi... — Entendeu o quê? — A voz de Ethan veio firme, porém gentil. — Me deixe terminar. Só não vou conseguir voltar para ca
Dona Joana, no fim, só conseguiu prometer que mandaria Ronaldo para fora do país por seis anos. Mesmo que, depois daquele escândalo, a vida de Luiza tenha se tornado ainda mais difícil, ela nunca se sentiu prejudicada. Afinal, lidar com as dificuldades diárias era muito melhor do que viver sob o m