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CAPÍTULO 11

作者: Alex Mello
last update 公開日: 2021-10-23 11:07:40

O casal retornou ao shopping alguns dias depois. Henrique precisava de mais roupas para aguentar os meses que ainda faltavam.

- Pena vai ser me desfazer disso tudo depois. Nada disso vai caber mais em mim.

- Caber, vai. Só vai ficar um pouco grande demais. – Maximus aproveitava toda e qualquer deixa de Henry para tirar sarro. – Já notou que sua barriga já está começando a ficar mais aparente?

- Já. Esse é um dos motivos de estarmos aqui no outlet. Não vou comprar roupas com preço de coleção da estação para depois doar ou ficarem guardadas no sótão.

- Por onde quer começar?

Entraram em uma loja de roupas mais casuais. Até Maximus se interessou em adquirir algumas peças de roupas para ele mesmo, enquanto o grávido olhada outra parte da loja com tamanhos para pessoas altas e obesas.

Apesar do abdômen estar mais saliente, ele ainda tinha um porte mais puxado para o atlético, mesmo já a algumas semanas sem praticar musculação. Sempre praticou durante toda sua vida desde a adolescência era de se esperar que o físico também demorasse um pouco mais para se acomodar.

Um vendedor se aproximou dele com aquela já conhecida simpatia dos profissionais do ramo.

- Bom dia, eu sou Billy. Em que posso te ajudar hoje?

- Bom dia, Billy. Eu sou Henrique. Estou dando uma olhada.

- É para presentear alguém? – Henrique inicialmente se sentiu ofendido, a resposta malcriada chegou a ser formulada mentalmente, mas se lembrou que as roupas naquela parte eram para pessoas bem mais avantajadas que ele naquele momento e forçou habilmente um sorriso.

- Pode-se dizer que sim. – respondeu sem muita convicção. – Mas eu também gosto de andar em casa com roupas mais largas, é mais confortável.

- Nunca pensei nisso.

- Experimente e depois me diga o que achou.

- Vou sim. Qualquer ajuda que precise, estou por perto.

- Obrigado, Billy.

Pegou algumas camisas e bermudas para usar em casa e nas caminhadas de dias mais quentes, e mais dois conjuntos de moletom para a noite. Passou no caixa e foi sentar-se nos bancos do lado de fora tomando uma casquinha de sorvete, esperando Maximus.

Olhava os outros casais e famílias que passeavam pelo shopping de lojas de ponta e queima de estoque. Muitos turistas, embora New Casterside fosse um reduto turístico conhecido apenas pelos norte-americanos. Ainda assim estava com um movimento bastante grande.

É óbvio que as situações que mais chamavam sua atenção eram de casais com bebês e crianças. Evitava ficar olhando muito para não acharam que era algum tipo de predador sexual, mas se encantava com a reação dos pequenos que corriam de um lado para outro, uns pedindo itens das vitrines, outros reclamando de fome, outros distraídos com seus brinquedos ou tablets ou celulares, e alguns poucos dormindo nos colos dos pais.

Animou-se com o que, em breve, estaria acontecendo com eles. Já queria arrancar o bebê de dentro da barriga e começar a andar com ele para cima e para baixo.

- Pensando em quê, Sr. Lopes-Fuller?

- No nosso futuro. – apontou com a cabeça para um casal que passava com um carrinho de bebê, abraçadinhos. Conseguiam sentir o amor tamanho que havia naquela família. – É pedir demais que o tempo passe logo e a gente passe a ter esse tipo de coisa acontecendo com a gente?

- Segundo nossas mães, a gente passa a maior parte do tempo pensando assim, mas quando vai chegando mais perto da hora H, elas passaram a pedir para ter mais tempo com a gente dentro da barriga para nos proteger. Vai entender.

- É... vai entender. Ficar carregando um peso no corpo que não é o seu, ficar com o corpo todo deformado... Será que eu vou recuperar minha forma, Maxie?

- Por que não recuperaria?

- Sei lá. Só estou falando o que me vem à cabeça... sem muito filtro.

- Claro que vai. Se precisar da minha ajuda, sabe que pode contar comigo.

- Eu sei. – se levantou de súbito. – Próxima parada... tênis.

- Mais?!

- Mais.

Além de mais três pares de tênis, Henrique e Maximus ainda compraram camisas de flanela, camisas básicas de algodão, pijamas e robes.

- Mais um número acima nos calçados! Isso tá ficando ridículo! – reclamou indignado. – Se eu continuar inchando assim, amarre uma corda porque posso sair voando feito um balão a qualquer momento.

- Segundo Dr. Bells e seu pai isso é perfeitamente normal.

- Perfeitamente normal para eles que não engra... quer dizer... que não passam por isso. – baixou o tom de voz.

Maximus se limitou a abraçar o marido na frente de todos e dar vários beijos em seu rosto, na testa, bochecha, ponta do nariz e por fim na boca, bem suave e carinhoso.

- Você sabe me domar. Isso é covardia!

- Anos de experiência. Em matéria de Gabe, sou pós-doutorado.

Sentaram-se novamente, desta vez para almoçar na praça de alimentação. Enquanto Mack foi pegar algo leve para comerem e água para o grávido tomar suas “trezentas vitaminas de Esparta” como ele brincava, Henry ficou olhando as roupas que tinha comprado e comentou quando o marido chegou.

- Vou ficar parecendo aquelas mães de filmes e séries, andando de um lado pra outro, arrastando o chinelo pela casa, com um balde ou de sorvete ou de asinhas fritas... hummmm

- Meu Deus... ainda nem começamos a almoçar e já sei o que vamos jantar hoje.

- Exatamente.

- No caminho pra casa a gente compra, quer que eu faça ou compramos pronto?

- Acho que podemos comprar pronto, né? Você precisa descansar depois desses últimos dias com meus desejos malucos.

- Verdade. Obrigado por pensar em mim, criaturinha. – passou a mão na barriga de Henrique.

Um repórter do folhetim local tinha acabado de entrevistar um gerente de uma das lojas próximas ouviu a observação de Maximus e aquilo o instigou. Dois rapazes juntos, agindo como se um deles estivesse passando por uma gravidez.

“Só pode ser trans.” – pensou logo de imediato. – “Finalmente uma matéria diferente e interessante para nosso jornal. Faz tempo que algo desse tipo não acontece por aqui.”

Tentou acompanhá-los, mas ainda tinham outras tarefas a cumprir no shopping.

- Caleb. – chamou o assistente.

- Sim, chefe.

- Tenta descobrir alguma coisa sobre aquele casal. E se eles aceitariam dar uma entrevista para mim. Procura não assustá-los, espere um momento que estejam mais relaxados, ok?

- Deixa comigo.

Já estavam no meio do período da tarde e uma loja famosa decidiu fazer uma promoção relâmpago, formando uma aglomeração atípica de pessoas na porta e congestionando o corredor, sendo controlada por alguns dos funcionários e seguranças do centro comercial. Henrique e Maximus tiveram que se espremer por entre as pessoas para irem até o carro.

Alguns esbarrões fizeram com que o grávido sentisse algo nada comum e extremamente íntimo. Achou estranho por estar despertando algo que começou a deixá-lo extremamente constrangido, puxou suas sacolas para sua frente na linha da sua cintura.

“Tenho que tomar cuidado para não ser acusado de atentado violento ao pudor ou tentativa de estupro.” – sua ereção o deixou numa posição delicada no meio da multidão. – “Pelo amor de Deus, preciso sair dessa confusão.”

Cada vez que esbarrava com o peito, ou roçava com a bunda em alguém sentia um arrepio correr pela espinha, braços e refletia no seu pênis.

- Maxie, por favor, acelera o passo... – implorou em voz alta. – prefiro ser tachado de estúpido e mal-educado do que ter problemas mais graves. E não pergunte agora! Te explico depois.

Maximus puxou Henrique afastando as pessoas da forma que dava, muitos reclamando e Henrique rezando para tudo aquilo passar logo.

“Baixa meu filho... pelo amor de Deus, baixa!” – pensava. – “Tenho que pensar em outra coisa: mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica... é... talvez funcione: mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica... de novo... mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica...”

Teve que se esfregar em mais um monte de pessoas, forçando contra seu próprio corpo as sacolas com a mão que as segurava.

“mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica...” – repetiu o mantra na tentativa de acabar com a ereção, mas não adiantou muita coisa. – “Não consigo pensar em nada pior, Henrique Júnior! Por favor, relaxa! Mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica...”

Quando finalmente se viram livre da multidão, o grávido acelerou o passo a ponto de quase correr até o carro. Parou ofegante, todo suado e largando as sacolas no chão.

- O que houve, Gabe?

- Olha isso! – ficou de frente para ele, olhou rapidamente para os lados e, indignado, tirou as mãos da frente, revelando tanto a ereção quando a calça marcada como se não tivesse conseguido se segurar para ir ao banheiro e se mijado.

- Gabe! Não dava pra se segurar mais para ir ao banheiro? – gargalhou alto.

- Tem certeza de que é isso que está te chamando mais a atenção. – olhou para Maximus com os olhos semicerrados. Foi então que o marido arregalou os olhos.

- UOU! – fez uma cara de menino safado. – Se quiser, posso resolver seu problema aqui e agora, seu safadinho.

- Para com isso, Maxie! Eu podia ter sido acusado de tentativa de estupro, assédio sexual, sei lá mais o que!

- Desculpa, não resisti. Mas... por que isso agora?

- E eu lá sei?! Só sei que bastava alguém encostar no meu peito ou na minha bunda que me deixava maluco, nem preciso mencionar o que é isso aqui na verdade, né? – apontou para a mancha molhada da calça.

- Chegou a tanto?!

- Quase... e, de novo, é isso que está te impressionando? Francamente, você é incorrigível. – Henrique ficou indignado, Mack se aproximou dele e o beijou. – Abre logo essa porra desse carro.

- Pode deixar que eu pego as sacolas. – Maximus riu, a irritação de Henrique e a situação toda era divertida demais, não conseguiu parar de rir.

Deu a volta e entrou no veículo, sentando-se no lugar do motorista, mesmo sendo o carro de Henry. Se entreolharam. Maximus tentava desesperadamente não rir, mas as lágrimas desciam pelo canto dos olhos. Explodiram ao mesmo tempo em uma gargalhada deliciosa.

- Que situação foi essa? – Henrique falou quando finalmente se recuperaram. – Vamos logo, pelo amor de Deus. A calça está grudenta, o cheiro de sexo que nem aconteceu tá me instigando e vou acabar avançando em você.

- Isso era pra ser uma ameaça? Sério?! – Henrique deu um tapinha no ombro do marido.

- Vamos logo. E não esquece de passar...

- Na Claire. Eu sei.

O estagiário que os seguia também acabou preso no meio da multidão, só teve tempo para anotar de longe: o modelo, cor e placa do carro. Mandou uma mensagem de texto para o repórter informando esses dados. Essa já seria uma informação com a qual poderia trabalhar e obter mais dados.

- Não deu tempo de abordá-los.

- Sem problema, já dá pra tentar descobrir pelo menos o endereço deles.

- O que tem de tão interessante nesse casal, Andrew?

- Você verá.

Subiu desesperadamente as escadas no momento que pisou em casa. Tirou toda a roupa no caminho, largando tudo no chão. Enquanto isso, Maximus entrava com todas as compras e com a caixa enorme dos benditos donuts. Não teve como não se divertir novamente com as roupas espalhadas formando a trilha.

Fechou a porta atrás dele. Largou tudo no chão, colocando a preciosa caixa dos doces no criado mudo e subiu as escadas correndo, imitando o marido e se enfiando debaixo do chuveiro junto com ele.

- Max... – ele nem deixou que terminasse de falar, interrompendo-o com um beijo quente e sensual, acariciando todos os pontos erógenos já descobertos por ele durante todos esses anos de relacionamento.

Henrique não teve qualquer chance de sequer respirar corretamente e no compasso normal. Seu corpo tremeu todo, teve que se escorar na parede enquanto atingia o clímax sem sequer chegar em vias de fato.

- Estava precisando mesmo, hein?!

- Você não tem ideia de como meu corpo está sensível, tipo muito... MUITO mais que o normal. Cheguei a ficar zonzo no shopping e agora, uau! Se você não tivesse me segurado eu teria caído com certeza. Será que isso é seguro para o bebê?!

- Acho que teremos que perguntar para o Dr. Bells na próxima consulta. Tem ainda seu pai.

- Vou perguntar para ele depois. Agora preciso fazer algo por você.

- Nada de se esforçar, fica só aí, lindo como sempre, que eu dou meu jeito. – olhou para o marido com desejo. Henry não se conteve e passou a passar suas mãos pelos braços fortes de Maximus, peitoral, abdômen.

Seus lábios se tocaram, Henrique afastou as mãos de Maximus de seu pênis e começaram a friccionar um no outro, ritmado, sexy.

- Gabe... você não devia... Meu Deus... – o grávido o beijava em um ponto específico no pescoço que o deixava sem qualquer tipo de resistência. Desceu até seu peitoral musculoso, amplo.

Maximus não aguentou e começou a se masturbar tão rápido e, assim como Henrique, não conseguiu segurar por muito tempo.

- Só eu que estou sensível?

- Faz tempo que a gente não faz nada, né? Estava na seca.

- Não tinha percebido isso.

- Confesso que nem eu. Essa situação toda tomou conta da gente.

Terminaram o banho e Henrique foi o primeiro a sair do box, parando na frente do espelho gigantesco do banheiro da suíte.

- Eu estou ficando todo deformado! – olhou para o próprio peito que estava ainda maior, parecia estar tomando alguma substância anabolizante, inchado e macio. A barriga estava maior e já formando algumas pequenas estrias. – Olha isso!

- Pra mim você continua perfeito e lindo, como sempre. Eu já disse isso hoje?

- É sério, Maxie... eu estou simplesmente desforme, horroroso, medonho.

- Acha mesmo isso, meu amor? Eu estou te achando ainda mais bonito. – Henrique o fitou desconfiado. – É sério! Acho mesmo. Você está ainda mais irresistível.

- Como pode achar isso?

- Honestamente não faço ideia, mas o fato é que eu seria incapaz de mentir sobre isso pra você, principalmente depois do que acabamos de fazer.

- Mas EU estou me achando horroroso.

- E o que eu posso fazer para tirar esse pensamento da sua cabeça teimosa?

- Esconda todos os espelhos da casa e só volte com eles depois que o bebê nascer. – Maximus riu e cruzou os braços, recostando-se na parede apenas com a toalha enrolada na cintura. Estava sexy e não parava de olhar para Henrique ainda nu com desejo.

- Sabe que eu poderia facilmente repetir a dose da nossa lua-de-mel agora? – Henrique notou o volume na toalha do marido aumentar e sorriu.

- Nunca pensei que a gente inverteria os papéis.

- Se arrependeu?

- Jamais! Por todos os motivos possíveis, inclusive esse. – acariciou a barriga saliente.

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