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CAPÍTULO 14

作者: Alex Mello
last update 公開日: 2021-10-23 11:10:52

Quando Maximus chegou em casa, Henrique estava sentado no sofá escrevendo em um dos scrapbooks tão concentrado que nem tinha notado sua presença.

- Oi, meu Gabe. – falou suavemente para não o assustar. Porém não adiantou.

- Jesus Cristo, Maxie! Quer me matar do coração? – trocaram algumas carícias e beijos. – Como foi seu dia?

- Nada fora do normal. Mesmos problemas de sempre. E você? Como foi a consulta com Dr. Bells?

- Esclarecedora. – sorriu maliciosamente.

- Sei...

- Com relação ao vazamento, disse que pode ser mesmo algo relacionado com leite, parece que estou desenvolvendo a mama para amamentar. Confesso que ainda soa muito estranho falar essas coisas.

- Sei como é.

- Contei para ele sobre as pessoas estarem perguntando, ele falou que a desculpa que arrumamos pode realmente manter os curiosos fora do radar foi uma ótima escolha. Pelos cálculos dele nosso bebê está com aproximadamente 20 semanas.

- Cinco meses... uau... passa rápido. E o que você está fazendo aí?

- Contando algumas coisas para nosso filho quando ele já tiver idade suficiente para ler e entender.

- Bem que eu tinha estranhado que um dos livros que sua mãe fez tinha sumido.

- Você podia pegar o outro que está em branco e fazer o mesmo. Colocar seus sentimentos nele, tem me ajudado a manter a sanidade mental. – Maximus já estava se afastando quando Henrique o pegou pela mão e o puxou de volta, sentando na borda do sofá e abrindo o cinto e a calça social do marido.

- Gabe?!

- Lembrei de outra coisa importante que o Dr. Bells falou... – arriou as calças do marido deixando-o de cueca boxer. – Acho que você já percebeu do que se trata.

- Tem certeza? E o bebê?

- Está tudo bem, meu Maxie. – acariciou o pênis do marido por cima da roupa íntima. Recostou no sofá, colocando uma almofada para apoiar a lombar enquanto Maximus tirava o resto da roupa.

Olhar para o marido completamente nu na sua frente, fez seu corpo tremer. Estava com um desejo enorme de ser possuído por ele, não importava como. Mack subiu no sofá e se inclinou de forma que Henry pudesse fazer o que mais gostava de fazer para iniciar o sexo: oral.

Estavam tão excitados os dois que logo, logo a coisa saiu do controle. Maximus despiu Henrique e sentou-se no sofá enquanto seu marido subiu nele e se beijaram loucamente por muitos minutos.

- Quero sentir você de novo, Maxie.

- Mesmo?!

- Mesmo. – para não colocar o peso na barriga, ficaram de lado na chaise longue e, com cuidado extra de ambos, Maximus penetrou vagarosamente em Henrique.

O grávido sentiu tudo com uma intensidade ainda maior do que o normal quando sua próstata foi estimulada, fazendo-o soltar um gemido alto de prazer, não demorou muito para que atingisse ao clímax sem precisar nem se tocar, o que fez com que Mack atingisse em seguida.

- Foi rápido...

- Mas foi absolutamente sensacional! – a respiração ainda estava descompassada.

A manhã seguinte se dirigiram ao shopping.

Tinha apenas um outro casal na maior loja de artigos para bebês da região. Andaram pela loja meio sem rumo por alguns minutos, de mãos dadas e admirando cada detalhe: roupinhas de bebê de vários tamanhos, cores, para diversas fases. Brinquedinhos fofos, de pelúcia, grandes, pequenos, móbiles, decorações e até mesmo os móveis.

Era uma loja completa.

- Boa tarde, rapazes! Me chamo Debbie, posso ajudar com alguma coisa. – foram abordados por uma jovem vendedora.

- Boa tarde. Estamos meio perdidos, devo confessar. É tanta coisa para ver e decidir que nem sabemos por onde começar. – falou Maximus acariciando a barriga já bem pronunciada.

- Que lindos! – falou naturalmente. – Quantos meses?

- Pouco mais de cinco.

- Já passaram da metade do caminho, nossa! E já sabem o sexo?

- É menino.

- Olha, vou ajudar vocês com tudo. Posso dar uma dica?

- Deve! – deu para cada um deles uma cartilha.

- Podem ler isso depois. Já tem alguma ideia dos móveis que precisam para o quarto?

- Só a cor. – iniciou Henry. – todos brancos e simples. Sem muitos detalhes, vou deixar os detalhes para a decoração e a pintura do quarto.

- Boa ideia, assim a estrela do quarto acaba estando em detalhes que realmente importam e no bebê. Venham, deixem mostrar algumas opções bem interessantes.

A vendedora os ajudou a escolher cada um dos móveis. Foi relativamente fácil a escolha. Tanto Henrique, quanto Maximus tinham gosto bem parecido e praticamente as mesmas ideias de simplicidade. Escolheram o berço, a banheira, a cômoda com trocador. Mas já não foram tão simplistas ao escolher a poltrona de amamentação.

Henrique se encantou com uma que além de ser larga, era absurdamente confortável cinza chumbo, vinha com um pufe. Tinha aquecimento e era massageadora.

- Vou me permitir essa extravagância, já que escolhemos os móveis mais baratos.

- É justo. Já que começamos...

- Eu não me levanto dessa poltrona até chegar em casa com ela colada na minha bunda! É impossível sequer imaginar fora daqui.

- Venha, seu preguiçoso.

- Está chamando de preguiçoso aquele que está carregando esse trambolhinho pra cima e pra baixo. Queria ver você no meu lugar. – Maximus o puxou pelas mãos e Henrique fez um muxoxo exagerado. – Nãããão.

- Ver a dinâmica entre vocês dois é tão lindo. – a vendedora ficou tocada. – Posso perguntar uma coisa?

- Claro.

- Como está sendo a experiência de ser pai depois da mudança de sexo? Me perdoe se estiver ultrapassando algum limite.

O casal se entreolhou e um percebeu no outro que deviam levar essa história adiante.

- Imagina, Debbie. A gente sabe que muitas pessoas ficam curiosas. Está sendo reveladora, e uma aventura mágica, e não estou exagerando nas palavras, acredite.

Maximus deu um risinho de canto de boca.

- Mas se está grávido, isso quer dizer que não completou sua transição?

- Não, realmente não. Eu tinha a ideia de um dia poder querer ter um filho com os meus genes e de quem eu tivesse, e finalmente isso aconteceu. Não foi programado, mas aconteceu. E não podia ter sido em melhor momento.

- Que lindo. Bem, eu vou processar o pedido de vocês e m****r separar os itens para levar até seu carro, ok? – Mack assentiu e se aproximou de Henrique. Esperou que a vendedora estivesse longe.

- Estou espantado com a sua atuação. Devia considerar mudar de profissão, atuar está mais para você. Só espero que não esteja atuando pra mim. – Henry deu um soco no ombro dele.

- Você quer dizer mentindo, né? Me sinto mal fazendo isso, mas é melhor que a alternativa.

- Nisso concordamos.

- Você está parecendo mais leve depois do chá revelação. Pelo visto a conversa com o sogrão valeu a pena.

- Não faz ideia... EI! Você ouviu alguma coisa?

- Não. Fiquei olhando vocês à distância, achei que estivesse precisando de um tempo com eles. Acho que meus instintos não me enganaram.

- Realmente. Foi uma das melhores e mais motivadoras conversas que já tive tanto com seu pai quanto com o meu. Acho que finalmente estou começando a entender melhor o que está se passando comigo, com a gente e com esse pequeno serzinho que está se desenvolvendo aqui. – fez cócegas na barriga de Henrique, o que chamou a atenção dos outros vendedores e casais próximos.

- Para com isso. As coisas estão começando a ficar, digamos... TENSAS lá embaixo. Então, vai lá pagar enquanto eu fico sentadinho aqui nessa poltrona maravilhosa pensando em uma mulher, gorda, feia, desdentada, mesquinha e rica.

- Oi?!

- Não pergunte. – respondeu entre risos pela reação do marido.

Maximus passou pelo marido ao acordar, ele segurava uma caneca grande de café e estudava o espaço do seu escritório estudando onde colocaria cada um dos móveis que ainda estavam encaixotados e a poltrona com o pufe ainda envoltos em plástico bolha.

- Bom dia, meu amor. Tem certeza de que quer mesmo se desfazer do seu escritório?

- É mais conveniente e, de qualquer forma, é mais bem localizado, além de ser uma suíte, o que é uma vantagem e fica mais perto da porta do nosso quarto...

- Não que dar três ou quarto passos a mais seja um grande sacrifício. – disse apontando para o próprio escritório.

- Ainda assim perde pelo fato de não ter o banheiro.

- Verdade.

- Temos que começar a montar as coisas.

- Temos. – se entreolharam. – Mas podemos deixar para depois da próxima consulta, né? Ainda temos que pensar em como será a decoração do quarto, só devemos montar os móveis depois de pintar as paredes.

- Você quem manda.

Desceram até cozinha e, enquanto a cafeteira preparava o café, com Henrique sentado em uma das altas banquetas do balcão, ajoelhou-se na frente dele, abriu seu robe, levantou sua camisa e deu vários beijos na barriga.

- Oi, meu pequenino. Papai Maxie aqui. Você conseguiu dormir bem essa noite? – ficou tateando a barriga até sentir o bebê mexer. Olhou para Henrique sorrindo feito um bobo.

- Está te dando bom dia. – brincou.

- Meu amorzinho. Me desculpa não conversar muito com você nos últimos meses, mas agora vou compensar isso, você me perdoa?

O bebê parecia realmente estar respondendo à voz de Maximus, se mexia quando ele fazia perguntas. Henrique sentia algumas pontadas em outros lugares.

- Ele tá agitado hoje. – reclamou de dor na coluna. – Vamos para o sofá? Assim todos nós ficamos mais confortáveis enquanto vocês dois colocam a conversa em dia?

- Bebê, você não está machucando papai Gabe, não é?

- Tá sim. – respondeu de imediato, recostando no sofá deixando a barriga à mostra para que o marido tivesse acesso total ao bebê.

- É impressionante como sua barriga está crescendo tanto e tão rápido. Acho que nunca te vi assim.

- Acha?! Nem eu! Sempre fui rato de musculação desde meus treze anos de idade. Você sabe disso, a gente sempre frequentou a mesma academia juntos.

- Nem antes da minha chegada no Brasil você nunca foi gordinho?

- Acho que só quando fui bebê, minha mãe dizia que eu era uma bolinha que encantava todo mundo na rua, até os homens me achavam um dos bebês mais lindos que já tinham visto.

- Aposto que era. Espero que o senhorzinho herde essa característica do seu papai Gabe, porque eu era um carpaccio de grilo, segundo minha mãe.

- Vou anotar isso, preciso que minha sogra me mande fotos de você bebê. Eu não acredito que nunca vi isso nesses anos todos que nos conhecemos.

- Pois é, e eu também não vi o bebê Henrique. – Maximus pegou o celular e imediatamente mandou uma mensagem para a sogra, pedindo tais fotos. Henry o imitou.

A semana se seguiu com as mães lotando os celulares de ambos com fotos fofas e constrangedoras dos dois até completarem 2 anos de idade. Além disso, Maximus adotou uma nova rotina diária.

Henrique achou fofíssimo o novo comportamento dele. Já tinha tirados milhares de fotos, e feito diversas filmagens e enviado para as mães e para os irmãos de Mack da babação do futuro papai.

- Mãe, é sério. Olha isso. – virou a câmera do celular para mostrar Maximus conversando com o bebê todo meigo com aquela voz típica de adulto conversando com bebês e crianças pequenas. – Isso agora é todo bendito dia, antes de ir para o trabalho, na hora do almoço pede para ligar a câmera e apontar para lá para matar a saudade do filho e quando chega do trabalho a primeira coisa que ele faz é enfiar o nariz na minha barriga fazendo cócegas em mim e brincando e conversando com ele.

- Finalmente ele relaxou. Aproveite.

- E você acha que estou fazendo o que? É tão fofo que o bebê vai ter fotos e vídeos para ver por mais de duas vidas até enjoar.

- Sabe que muitas das vezes vão ser vocês dois que vão assistir a esses vídeos enquanto meu neto vai estar fazendo sabe-se lá o que no celular?

- Tenho quase certeza disso. – os dois riram.

- Preciso ir, meu amor. Continue mandando os vídeos e as fotos.

- Certo, mãe. Manda um beijo pro papai. – e desligaram a chamada. – Maxie, você vai se atrasar pro trabalho! – Henrique revisou os olhos, empurrando o marido para a saída da casa.

- Já vou, já vou... deixa eu me despedir do meu filho, pelo menos?

- Você já se despediu dele um milhão de vezes, Maxie.

- Te amo. – beijou Henrique e já ia se ajoelhar novamente para dizer que amava o bebê novamente, mas foi impedido pelo marido. Os dois riram. – okay, okay!

- Toma cuidado.

- Sempre.

- Também te amo. – Nicholas atravessava a rua no momento que Maximus entrava no carro.

- Oi, Nick!

- Oi, Max!

- Manda um abraço pro Phil!

- Você vai ter sua chance, ele chega hoje. Pode me dar uma carona até o centro?

- Claro. Entra aí.

- Só um instante... – abraçou Henrique. – E como você está hoje?

- Bem. Vai ajudar Claire hoje de novo?

- Tenho ido todos os dias. Vim convidá-los para um brunch lá na casa dos meus pais amanhã, topa?

- Preciso responder?! – riu.

- Ótimo! Vou avisar ao pessoal.

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