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CAPÍTULO 17

作者: Alex Mello
last update 公開日: 2021-10-23 11:13:41

Ao chegarem no condomínio, Nicholas foi com Phil até a casa dos pais para uma ducha rápida, trocarem de roupa e voltariam mais tarde para uma noite de jogatina e pizza antes da viagem do atleta. Henrique pegou o scrapbook que estava usando como seu diário de gravidez, uma caneta e foi direto para a sala.

Maximus antes de sentar-se foi até a cozinha pegar os suplementos de Henrique, e sentou-se na ponta oposta do sofá.

- Fazendo o que, Gabe?

- Anotando mais algumas sugestões de nomes para nosso bebê. Escutei em Chicago tantos nomes diferentes que estava doido para chegar e passar todas as anotações do celular para o diário.

- Então, quais foram os nomes que você anotou aí? – retirou da carteira que estava no bolso da calça, um papel todo rabiscado.

- Você também? – Mack riu. – e por que eu tenho que começar? – Maximus apenas levantou uma das sobrancelhas. Henry riu. – Tá... você me conhece demais, Jesus Cristo.

- São mais de quinze anos juntos, lembra?

- Vamos alternar, eu falo um, você fala outro. E a gente risca os que não gostarmos.

- Combinado.

- Elijah.

- Hum... não, pode riscar. Minha vez: Jaxon.

- Legal, mas... não acho que ele tenha carinha de Jaxon. – Riram e riscaram o nome ao mesmo tempo. – Eu tinha anotado esse também. Aiden.

Os dois se olharam com a mesma expressão e Henry riscou o nome.

- Theodore.

- Também coloquei esse! Não sou muito fã do nome em si, mas a versão curta dele eu gosto: Theo. O que acha?

- Já está falando o seu?

- Não! Estou só comentando.

- Gosto do nome completo, a versão curta é legal e provavelmente chamaríamos ele mais de Theo que Theodore...

- Exceto quando formos chamar a atenção dele para alguma besteira. THEODORE LOPES FULLER! – simulou como se fosse brigar por algum motivo com a criança.

- NÃO! – falaram ao mesmo tempo e riscaram o nome.

- Certo, minha vez de novo... Matteo.

- Por que você não fala o nome que mais gosta da sua lista logo, Henry? Estou vendo que está deixando-o pro final.

- Faz o seguinte. Coloca a foto do rostinho dele em 3D na TV e vamos olhar nos nomes qual combinaria mais com ele.

- Gostei da ideia. – Maximus encaixou o flashdrive na USB da televisão da sala e procurou pela imagem. A melhor era uma das últimas quando o pequenino colocou na boca o polegar da mão que antes cruzava a barriguinha. – Olha só isso, ele já é um chantagista emocional antes de nascer, se ele faz isso ao vivo me derreto todo.

- Só você? – olhou para o scrapbook e para a tela. – Vamos olhar por alguns minutos para a imagem.

Se aninharam no meio do sofá, ambos admirando o pequeno...

- Owen! – soltou Maximus do nada. O nome não estava em nenhuma das duas anotações. Se entreolharam e voltaram suas atenções novamente para a tela.

Henrique sentiu uma movimentação na barriga.

- Acho que ele aprovou. – falou o grávido. Maximus colocou a mão onde havia mexido e o pequeno se manifestou novamente.

- Gostou mesmo, hein garoto?! Então tá... Nosso pequeno Owen. – Henrique e Mack se beijaram.

Enquanto Henrique estava no banho, Maximus enviou todo o conteúdo do exame para o sogro.

[Que imagens ótimas, Maximus. Parece que nosso campeão posou para vocês.]

- Dr. Bells falou quase a mesma coisa.

[Obviamente não sou especialista, mas pelo que estou vendo nas anotações, ele está perfeito e se desenvolvendo muito bem.]

- Tanto o bebê quanto Henrique estão dentro do que se podia esperar. E amanhã saberemos qual será o dia que estaremos oficialmente marcados para a cesárea.

[Deve ser por volta do dia 20 de setembro pelos meus cálculos.]

- Exatamente. Tem certeza de que você não é obstetra? – Mack brincou com o sogro.

- É meu pai?! – Maximus assentiu.

- Pai! Pede para a mamãe entrar na chamada pelo celular dela. Maxie, chame seus pais e seus irmãos. – Alguns minutos depois, todos fazendo a videochamada.

- Pessoal, já sei o motivo do Gabe chamar todos aqui, mas vou deixar que ele fale.

- Então. Para os que não viram ainda... – virou a câmera do celular para a imagem 3D da escolha do nome ainda na TV. – Apresentamos a vocês nosso garotão. Owen.

Depois de muitos “ooooh!” e “que lindo!” e ainda “Tem cara mesmo de Owen.” de todas as partes, Henrique continuou.

- A data provável do nascimento dessa coisa mais fofa é para a terceira semana de setembro, ainda não está marcado, o médico irá marcar com o hospital amanhã e passamos a data para vocês.

[Não vai tentar parto humanizado ou normal?] – Katherine a esposa de Adam se manifestou.

- Como não temos certeza de como o órgão irá se desenvolver, o médico achou por bem fazer cesárea. Imagina se não tiver por onde o bebê sair! – Mack explicou.

[Verdade, não tinha pensado nisso.]

[Crianças, estão precisando de alguma ajuda?] – perguntou Helena, que estava visivelmente louca para que dissessem que sim para que fizesse as malas no dia seguinte. Os dois se olharam e riram.

- Mamãe, você não precisa de desculpa para vir. Se eu disser para esperar mais um pouco vai levar meu pai à loucura. MAS... posso sugerir uma coisa? Daqui a cinco semanas vamos fazer mais um ultrassom, acho que seria uma época boa para vir, faltaria pouco mais de um mês para o parto e toda a sua ajuda seria ótima, o que acha?

[Tudo bem. Acho que vai ser melhor também. Mas e se precisarem de alguma ajuda?]

- Nesse período tem um novo amigo nosso que tem feito companhia todos os dias para Gabe enquanto estou no trabalho.

[E ele já sabe a verdade?] – perguntou William.

- Sabe. Mack contou para ele e para o marido. Ficaram encantados.

- Devem estar chegando daqui a pouco para passarmos a noite comendo pizza e jogando.

[Pega leve na gordura, meu filho.]

-Relaxa, pai. Não existe grávido mais responsável que eu.

[Claro! Provavelmente é o único. Então isso não me diz nada.] – caçoou do filho.

- Mas você me conhece.

[Verdade. Acredito em você.]

-Além do mais, sair da dieta de vez em quando é saudável também...e seu neto está pedindo pizza de calabresa com bacon e morango e pasta de amendoim regada a 7-Up.

[Deve ser uma delícia...] – Adam fez cara de nojo.

- Eu tava brincando. Ou será que não?

Atualizaram sobre os desejos surreais que Henrique estava tendo durante a gravidez, repassando os primeiros até chegar nos últimos. Nada que não pudesse ser concretizado, porém um ou dois impublicáveis e outro não recomendado: pão sírio com pó de madeira, terra molhada, azeite e chantilly. Justine e Helena choravam de tanto rir.

Porém procuraram manter os eventos com o repórter omissos por enquanto.

- Sério, pessoal. Eu podia jurar que um dia ele ia colocar Pantalaimon no forno com batatas. – Henry olhou para o gato no colo de Maximus.

- Será que fica bom? Até que você me deu uma ideia interessante, Maxie.

- Nem brinque com isso! – abraçou o gato ainda mais forte que soltou um miado inocente. – Pan-Baby não é comestível.

[Mack, uma dica...] – Helena e Justine começaram juntas, mas Helena continuou. – [Pode falar, Justie.]

[Mantenha uma quantidade insana de antigases por perto. Vão precisar.] – todos riram, menos as que já tinham passado pela experiência da gravidez.

[Henry, é sério... agradeça nossas mães depois pela dica.] – Sophie falou tão sério e podiam jurar que estava até tremendo por experiência própria.

- Obrigado mamães por antecipação. – A campainha tocou e Maximus foi atender. – Provavelmente são os rapazes. Nicholas entrou seguido de Philip e o irmão de Mack quase teve um surto.

[Vocês são amigos do Philip “Superman” Miller?!]

- Oi pessoal! – Phil cumprimentou todos com um aceno.

- Phil, é bom se acostumar, a família inteira é sua fã. – falou Henrique.

- Daqui a pouco se acostumam e você passa a ser mais um na multidão. – Mack provocou o irmão.

[Como assim?! Esse cara é o melhor quarterback de todos os tempos. Jamais será mais um na multidão!]

- Se eu não soubesse que você é hetero e está casado com uma mulher que literalmente te adora eu diria que você tem uma queda por Philip. – foi a vez de Henrique provocar.

- Já aviso logo, esse tem dono. – Nick o beijou carinhosamente.

[Acho melhor deixarmos vocês com a programação de vocês.] – Justine tratou de convocar o encerramento da videochamada. – [Meninos comportem-se. E se precisarem de alguma coisa, tratem de nos chamar. Amo vocês.]

- Obrigado mãe.

[Mack, no próximo final de semana vamos dar uma passada aí para vê-los.]

[E nós vamos juntos. Não é, Kat?] – a esposa de Adam revirou os olhos e Maximus levou as mãos ao rosto.

- Acho que Philip ainda estará aqui. –  Nicholas falou e o jogador confirmou.

- Reunião de família. Eba! – sussurrou Henry como se estivesse forçando uma animação, mas era apenas provocação ele estava adorando a ideia de ter a casa cheia. – Vou aproveitar e chamar K-San também, assim Marie vai ter com quem brincar, Pan e Youko podem me agradecer depois.

[Até parece que Marie é tão ruim assim com seus filhos de 4 patas.] – Sophie fechou os olhos admitindo silenciosamente que a filha levava os animais ao limite do estresse.

- Da última vez que ela brincou com Pan ele ficou escondido no nosso closet por três dias.

- Sem falar que toda vez que ele escuta a voz dela, ele corre para o nosso quarto e fica debaixo da cama todo encolhido. – completou Henrique. – Só Youko aguenta o tranco.

- E só porque ele ainda é maior que ela e mais forte.

[Vocês são tão engraçados, ha... ha... ha...]

- É só brincadeira, Soph. Marie só é um pouco bruta com Pan porque ainda é pequena e não entende que ele não é um brinquedo. – Maximus amenizou a brincadeira. – Esperamos ansiosamente por vocês. Combinamos tudo direitinho durante a semana.

[E o senhor, Henry, trate de ficar mais quieto. Nada de ficar fazendo esforço.] – Gustavo reforçou a instrução do médico.

- Não se preocupe. – Nicholas interviu. – Não sou nenhum doula[1], mas se precisar acorrento ele no sofá e coloco sapatos de chumbo para ele ficar quieto.

[Já gostei desse rapaz. Vi que está em boas mãos.]

- Acho que você deveria rever suas prioridades, pai. Uma pessoa que acorrenta seu filho não é alguém que queira deixar perto do seu neto que ainda nem nasceu.

- Dr. Gustavo, não se preocupe... Nicholas é um ótimo fake[2]-doula. – Maximus.

Tão logo desligaram a chamada coletiva Nicholas se virou para os outros.

- Acham que eu seria um bom doulo?

- Ainda tem dúvidas, Nicky?! – o grávido começou. – Do jeito que você é carinhoso, atencioso e companheiro, acho que teria fila de grávidas e, quem sabe de grávidos também, procurando pelo seu apoio.

- Devia considerar como um segundo plano de carreira. – concluiu Maximus.

- O que você acha, amor?

- Faço das palavras deles, minhas. Não existe ninguém melhor na minha opinião, que não deve contar muito, porque eu jamais conseguiria ser imparcial no que diz respeito a você.

- Mas, como estou no meu momento egoísta, prefiro meu fake-doulo só pra mim. – brincou Henry.

- Não se preocupe, minhas atenções são todas suas. – Philip lançou um olhar de censura para o marido. – Depois de dar atenção pro Super.

Jogaram videogames e conversaram até altas horas da madrugada.

- Bom dia, Dr. Bells. – atendeu Maximus antes de ir para o escritório.

[Bom dia. Sr. Fuller. Tentei o celular do Henrique, mas está fora da área. Espero não estar atrapalhando.]

- Não, imagina, estou tomando café ainda antes de ir para o trabalho.

[Só estou ligando para avisar que marcamos o nascimento do garotão para dia 22 de setembro. Tentamos várias datas até dia 20, mas o centro cirúrgico está totalmente ocupado.]

- Sem problema. Já vamos marcar nas nossas agendas.

[Excelente! Aproveito para lembrar nas nossos próximos dois ultrassons. Dia 12 de julho vamos realizar em outro local no final do dia, quero fazer uma pequena surpresa para vocês, mando o endereço depois por texto. E o último será no dia 9 de setembro no meu consultório mesmo. Se tiver algum conflito nos compromissos me avisem para remarcar.]

- Imagina! Pode manter a marcação, nós adaptamos por aqui.

[Obrigado, não sabe como foi difícil conseguir convencer o pessoal desse centro de imagens de me deixar operar o equipamento após o horário de funcionamento, tive que cobrar uns favores.]

- Dr. Bells não precisava se incomodar com isso.

[Como eu disse, é um presente.]

- Vou manter essa meia-informação só entre nós, vai ser uma surpresa para Henrique.

[Ótima ideia. – o médico riu da declaração de “meia-informação”. – Vai ser meia-surpresa para você e surpresa completa para ele. Tem uma coisa que esqueci de comentar com vocês na consulta, acredito que vocês nem sabiam que isso seria importante então lá vai: já estão se consultando com um pediatra?]

- Realmente não tínhamos pensado nisso ainda.

[Vou indicar uma colega minha para vocês. Mas é importante que vocês se sintam a bem e confiantes com o pediatra que escolherem até porque será ele ou ela que vai acompanhar o filho de vocês, não é obrigado ficar com ela só por ser minha indicação, fiquem à vontade para procurar outros profissionais. Dra. Diana Balaskas, o consultório dela fica no mesmo prédio do consultório do Henrique, aliás no mesmo andar. É provável que eles já tenham se esbarrado em algum momento.]

- Vou comentar com ele.

[É importante que na primeira consulta, principalmente, estejam os dois presentes, ok?]

- Certo. Obrigado, Dr. Bells. Ah! Mais uma coisa, provavelmente minha sogra estará por aqui também. Teria algum problema ela ir também nos dias dos exames? Provavelmente ela ficará até depois do nascimento do neto.

[É claro que não. Tem ainda mais uma coisa, normalmente eu recomendo isso somente a partir da 32ª semana, mas como estamos em um território novo por aqui, preciso saber se existe algum risco de precisarem se deslocar de avião para algum lugar até o final da gestação?]

- Não. Suponho que vai nos proibir, certo?

[Não diria proibir, mas recomendar fortemente que não façam. Se for inevitável, me consultem com antecedência de, pelo menos, dez dias. Esse tipo de recomendação eu normalmente dou para casais onde existe algum risco observado durante a gravidez, pelo que sabemos do Henrique e do bebê está tudo bem e em dia, normalmente não teria problema, mas confesso que prefiro não arriscar.]

- Entendo e acho muito válido. Mesmo que haja uma emergência de família, Dr. Bells, vou procurar alguém para acompanhar Henrique por aqui e eu resolvo o que que seja que tenha de ser resolvido.

[Deixe-o instruído sobre isso, Maximus. É importante tanto para ele quanto para o bebê. Não acho prudente arriscarmos desnecessariamente.]

- Concordo. Vou conversar com ele sobre isso.

[A gente se vê no dia do ultrassom então, mas se precisarem de mim antes me chamem na hora que precisarem.]

- Pode deixar.

Henrique desceu as escadas de calça de pijama, roupão e pantufa com o cabelo todo desgrenhado e a cara ainda toda amarrotada de sono.

- Bom dia, meu Maxie.

- Bom dia, meu Gabe.

- Estava falando com quem a essa hora da madrugada?

- Na verdade já são mais de 7 horas da manhã.

- Exatamente... MA-DRU-GA-DA. – frisou.

- Pra vocês dois, né? – acariciou e beijou a barriga do marido. – Dr. Bells ligou para confirmar os dias da cirurgia e dos dois ultrassons. E ainda indicou uma pediatra para marcarmos uma consulta.

Depois de explicar tudo, sincronizarem as agendas, marcar a consulta com a médica indicada pelo obstetra, Henrique trocou de roupa e foi fazer sua caminhada matinal, encontraria com Nicholas no caminho.

- E mais uma coisa, e muito importante. Você não tem nenhuma intenção de viajar para o Brasil até a gravidez, né?

- De jeito nenhum. Já li em algum momento sobre os riscos durante a gravidez e da burocracia. Por isso vou precisar que você cuide de qualquer coisa que precise de mim, mas vamos torcer para que não aconteça nada que necessite, né? – Maximus ficou sem palavras. – O que foi?

- Pensei que eu teria que te convencer, mas você mesmo já está preparado.

- Acha que eu fico fazendo o que em casa quando estou sozinho? Tenho lido tanta coisa, pesquisado tanta coisa que às vezes acho que estou me tornando expert em maternidade... no nosso caso, paternidade. E de qualquer forma, meu pai iria ligar para a polícia caso eu colocasse o pé no aeroporto para impedir meu embarque.

“Como é bom ter um sogro médico.” – pensou aliviado Maximus. – Que bom! Fico mais tranquilo. O que você vai fazer hoje?

- Vou começar a liberar o meu escritório para ser o quarto do rapazinho aqui. E ter algumas ideias com a ajuda do Nick para discutirmos mais tarde.

- Certo. Vou indo então, se precisar de alguma coisa me chama. – se beijaram, Maximus teve que se curvar para isso. – O que houve?

- O inchaço nos pés tá causando um pouco de dor. “Hoje tá complicado, hein filho?” – sentiu as dores nos pés um pouco mais fortes que o normal e o desconforto clássico da lombar. – e a coluna, ou seja...

- Nada fora do normal. Mas também, ontem você andou mais que o normal nos últimos meses.

- Isso é.

Nicholas seguiu as instruções de Henrique na transferência das coisas do escritório dele para o porão e outras para o escritório de Mack. O coitado nunca subiu e desceu tantas escadas em um dia. Mas só pararam quando o quarto estava completamente vazio.

- Se Philip me visse ia me sacanear até dizer chega. Sou preguiçoso por natureza.

- Eu disse para não fazer.

- Henry, fica tranquilo. Não é sempre que eu faço isso e estou feliz de poder ajudar. De qualquer forma, a parte mais difícil foi desmontar os móveis. – Olharam em volta.

O cômodo era grande, o quarto seria bem confortável e muito mais que o necessário para ter tudo para acomodar o bebê, além de ser uma suíte, o que era extremamente conveniente. As paredes eram em tons sóbrios e pastéis com uma única parede escura. O chão era forrado com um carpete cinza chumbo.

- Vai manter o carpete?

- Acho que não vai ter problema, é antialérgico e revestido com antichamas, acho que vou apenas m****r passar novamente o produto ante de começarmos a decorar o quarto.

- E quais são as suas ideias? – Henrique sentou-se com a ajuda de Nicholas no chão e mostrou algumas fotos no tablet e as anotações no scrapbook.

- Queria fugir um pouco da ideia do azul ser a cor principal só porque ele é menino. Mas onde vai ficar o berço dele pensei em fazer um céu estrelado com aqueles adesivos que brilham no escuro e pintar à mão uma lua enorme bem próxima do berço. E as outras paredes usar um tom de verde azulado ou um turquesa muito claro.

- Cromoterapeuta falando?

- Exatamente – riram. – Ou até mesmo apenas verde tudo bem claro já que essa parede da lua vai ser predominantemente escura e o carpete já é escuro também.

- O que acha de usar um aqua médio-claro e fazer uns esfumaçados para imitar nuvens nas outras paredes, mas bem suave.

- Gostei da ideia. Tomara que Mack goste.

[ADOREI!] – Nick mostrou a tela do celular dele, tinha feito uma videochamada com Maximus.

- Vocês dois...

[Adorei todas as ideias, mas... tem certeza que você vai conseguir pintar a lua, Gabe?]

- Acho que se eu fizer bem aos pouquinhos, com sua ajuda, do Nick e do K-San, que é um desenhista excepcional. – revelou para Nicholas. – A gente consiga fazer bem rápido.

[Certo... me manda depois a lista de materiais que eu compro quando sair do trabalho hoje e a gente já pode começar, o que acham?]

- Por mim tudo bem.

[Então agora vou ter companhia para assistir aos jogos? Também não perco um, nem do 49ers nem do Patriots. O que me lembra de uma coisa... quero colocar uma bandeirinha de cada time no quarto do Owen.]

- Imaginei que você ia falar isso. – falou Henrique.

- Deixa que eu arrumo com Phil.

- E os móveis? Vou começar a montar com Nicholas.

[Não você! Nick, se puder, me espera chegar e a gente faz juntos.]

- Okay, mas já vou avisando. Desmontar é mole, mas montar eu sou um desastre.

[Então seremos um desastre juntos. Vou ligar para o Kaito, ver se ele topa também.]

- Certo.

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