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(Narração em terceira pessoa) Após o velório, as notícias sobre Isabela dominaram as manchetes por duas semanas inteiras.Ela foi detida pela polícia e se tornou um símbolo de ignomínia pública.Os colecionadores que haviam pago fortunas pelas pinturas entraram com processos de indenização. A família Vasconcelos afundou em dívidas imensas, e o pai de Ariana sofreu um derrame cerebral de estresse.As ações do Grupo Monteiro despencaram. Rafael foi expulso da família e perdeu praticamente tudo. Em uma única noite, tudo o que ele tinha se foi.Toda vez que fechava os olhos — mesmo num cochilo rápido — via a cena do acidente se repetir. Ariana, presa sob o carro, agarrando a perna da calça dele, implorando:"Rafael... me salva... por favor... dói muito... dói tanto..."E ele, dedo por dedo, desenganchando aquelas mãos. E indo embora sem olhar para trás.Essa cena se repetiu milhares de vezes na sua mente. Nenhum calmante era suficiente para apagá-la.A família Vasconcelos também não o dei
(Narração em terceira pessoa) De imediato, todos se viraram ao mesmo tempo.— Quem é você?Isabela franziu as sobrancelhas.O homem inclinou levemente a cabeça com um sorriso:— Apenas alguém que cumpre encargos em nome da senhorita Ariana. Não sou importante — o que importa está dentro da caixa.Uma única frase foi suficiente para despertar a curiosidade de todos. As câmeras se voltaram para a caixa.Henrique logo disse:— Então abra logo. Vamos ver o que a Ariana deixou para a Isabela.— Não! — Isabela interveio de imediato. — Um presente tão pessoal deve ser aberto em casa.O pai de Ariana balançou a cabeça:— Você deu a ela uma homenagem pública tão grandiosa. Como poderíamos esconder o que ela deixou para você?E sem mais delongas, ele avançou, pegou a caixa e puxou a fita.Dentro havia um pequeno pendrive.— Deve ser um diário, ou um vídeo de últimas palavras.Meu pai o inseriu num computador com convicção. No instante seguinte, a tela grande piscou.Começaram a aparecer documen
A festa foi se encerrando. Na saída, minha mãe parou de repente:— Espera... cadê a Ariana?Olharam para todos os lados. Nada.Henrique deu de ombros com desdém:— Provavelmente não aguentou e foi chorar em algum canto.Minha mãe suspirou:— Talvez tenhamos exagerado. Afinal, ela acabou de passar por um acidente horrível.Henrique bateu levemente no ombro dela:— Tudo bem, mãe. Eu ligo e peço desculpas — isso basta.Discou. A ligação caiu direto na caixa postal.Isabela tomou o celular das mãos dele com um sorrisinho:— Pai, mãe, não se preocupem com a Ariana. Vamos logo, senão perdemos a premiação.Com isso, qualquer preocupação foi esquecida e todos entraram no carro.No caminho, porém, o silêncio era diferente do de costume. Ninguém tinha o ânimo de antes.O celular da minha mãe tocou. Um número desconhecido.— Alô?— Por favor, estou falando com a mãe da senhorita Ariana?Ela hesitou:— Sou eu. O que houve?Uma pausa. Depois, um suspiro:— Sua filha, Ariana, foi encontrada caída na
Depois disso, eles mergulharam em uma agitação frenética — de um lado, os preparativos para o casamento; do outro, a cerimônia de premiação de Isabela.Os sorrisos deles floresciam a cada dia. O meu corpo, por sua vez, definhava. Na véspera do casamento, eu mal conseguia comer.Naquela noite, minha mãe falou com a naturalidade de quem anuncia o tempo:— Ariana, talvez seja melhor não ir à festa de casamento da Isabela. Você está com mobilidade reduzida, e quando a agitação começar, ninguém vai ter tempo de cuidar de você.Meu pai concordou:— Aliás, encontrei um médico especialista vindo do exterior. Amanhã você vai consultá-lo.Eu estava prestes a responder quando Isabela bateu a mão na mesa:— Pai, mãe, parem com isso! Ela é minha irmã — como poderia faltar ao meu casamento?— Claro que vou. — Sorri levemente para ela. — Que irmã mais velha faltaria ao casamento da irmã?Minha mãe me lançou um olhar de desagrado. Ignorei e continuei:— Podem ficar tranquilos. Fico quietinha num canti
De volta para casa, Isabela não conseguiu mais esconder sua verdadeira face.Irrompeu no meu quarto e chutou minha cadeira de rodas.— O que você está tramando dessa vez?Caí no chão. Com dor lancinante, apoiei-me na parede e me levantei aos poucos.— Do jeito que estou, de que adiantaria tramar qualquer coisa?Ela me examinou de cima a baixo com um olhar frio e deu alguns passos em minha direção:— Então você está admitindo derrota?Sorri com amargura:— Sim. Perdi. Perdi completamente.O silêncio caiu entre nós. Isabela me encarou com uma expressão estranha, como se estivesse vendo uma desconhecida.— Não acredito. — Disse ela. — A não ser que você me entregue as pinturas.Desde pequena, por invejar a atenção que eu recebia por causa da arte, Isabela sempre me copiava. Mas sem nenhum talento, suas imitações nunca passavam da superfície. Mesmo assim ela não desistia — foi escalando até começar a roubar minhas obras diretamente e assinar com o próprio nome.Por causa da perseguição inc
Quando acordei novamente, vários médicos estavam reunidos ao redor da minha cama, olhando para mim com expressões preocupadas.— Seus pulmões estão gravemente queimados, senhorita. A senhora tem, no máximo, um mês de vida.Olhei para o quarto de hospital vazio e sussurrei:— Minha família sabe?O médico fez uma pausa:— Eles estão no quarto de outra paciente ferida.O silêncio tomou conta do quarto.Assenti com a cabeça e não fiz mais perguntas. Depois de um tempo, finalmente falei:— Guarde isso em segredo para mim.Assim que o médico saiu, fiz uma ligação para agendar o serviço funerário para daqui a um mês.Mal desliguei o telefone, Rafael empurrou a porta e entrou:— Você acordou? Como está se sentindo?Murmurei em concordância.— Ariana, a data do casamento está se aproximando. — Ele fez uma pausa. — Como você sabe, a família Monteiro está prestes a escolher um herdeiro, e a condição é que ele seja casado. Mas sua condição atual não é adequada para assumir o papel de