เข้าสู่ระบบCapítulo 279 — Nova VidaFernanda GarciaNoventa dias. Três meses haviam se passado desde a tarde cinzenta em que a sombra da Verônica despencou para sempre nas águas do East River, levando embora o pavor e as correntes invisíveis que sufocavam a nossa família.A paz, quando finalmente chegou, parecia uma brisa morna de primavera limpando anos de poeira e medo.Pousei a mão espalmada sobre a curva suave do meu ventre, sentindo o tecido delicado do vestido de noiva se moldar à forma redonda que agora se destacava com orgulho. Aos quatro meses de gestação, o nosso bebê já não era apenas uma ideia ou um teste positivo; era uma presença sagrada, viva e constante que me fazia sorrir boba a cada vez que eu me olhava no espelho.O quarto principal do chalé de Noah e Juliet em Hudson Valley cheirava a lavanda, orquídeas e madeira fresca. O sol suave da tarde entrava pelas janelas amplas, iluminando a bagunça adorável de vestidos, sapatos e taças de água de coco espalhadas pelas cômodas.— Se
Capítulo 278 — Onde o Ódio Perdeu o NomeDamien KnightEu fiquei parado na soleira daquela porta por minutos intermináveis, sem ousar respirar mais alto do que o farfalhar do vento nas cortinas.Ouvir a voz suave e quebradiça da Emma conversando com o porta-retrato, assisti-la honrar os pais e, com uma pureza que beirava o sagrado, pedir a bênção da Clara para continuar nos amando… foi como se alguém estivesse desarmando, peça por peça, qualquer resquício de dor que ainda existia cravado no meu peito.Quando os olhos azuis dela encontraram os meus em um sobressalto doce, minhas pernas se moveram por puro instinto.Caminhei descalço pelo carpete macio, me sentei na beirada daquele colchão e segurei o rosto pálido da mulher da minha vida entre as palmas quentes das minhas mãos. O contato da pele macia da Emma contra os meus dedos enviou um choque elétrico que fez o meu coração bater na garganta.— E nunca vai existir nesse mundo mulher que mereça mais o meu amor… do que você — repeti em
Capítulo 277 — As Raízes da PazEmma AndersonO asfalto da Ponte RFK ainda estava gélido sob o meu corpo, mas os braços de Damien eram um abrigo impenetrável. Ele me apertava contra o peito com tanta força, com tanto desespero, que eu podia sentir as batidas violentas do coração dele martelando contra a minha bochecha molhada de lágrimas. O vento impiedoso do East River bagunçava os meus cabelos, mas o pesadelo finalmente havia se dissipado nas águas cinzentas lá embaixo.O som característico de pneus cantando chamou a nossa atenção em meio à confusão de sirenes e luzes vermelhas.Uma viatura médica avançada freou a poucos metros de nós. As portas traseiras se escancararam e Elijah saltou de dentro, trazendo uma maleta rígida nas mãos, seguido de perto por Esther, que ainda trajava o jaleco do hospital. Os dois médicos abriram caminho pelo cerco policial com passos firmes e urgentes.— Abre espaço, Damien! Deixa a gente olhar ela agora! — Esther ordenou com aquela autoridade nata, aj
Capítulo 276 — O Abismo de ManhattanDamien KnightEu já sabia sobre a morte da Clara. Vicent havia descoberto, Dominic confirmou e a própria Verônica confessou antes de matar Izabel. Mas ouvir ela dizer isso enquanto tinha a minha mulher na mira de uma arma, explodiu algo dentro do meu peito.A fúria que subiu pela minha espinha ameaçou me cegar, mas no segundo em que os olhos azuis da Emma encontraram os meus, qualquer desejo de vingança foi esmagado pelo pavor de perdê-la.Emma estava quase suspensa. A mureta de ferro da Ponte RFK batia na altura da sua cintura, e as águas cinzentas e revoltas do East River corriam quarenta metros abaixo, prontas para engolir qualquer corpo que despencasse daquela altura. Se Verônica puxasse o gatilho ou simplesmente se jogasse para trás, levaria a mulher da minha vida e os meus filhos para o fundo daquele abismo.O dedo dela continuava trêmulo sobre o cão armado do revólver.Eu precisava parar o mundo. Precisava desarmar aquela bomba antes que o g
Capítulo 275 — O Ultimato na PonteDamien KnightO ronco do motor do meu SUV parecia um rugido furioso cortando o asfalto irregular da saída leste. Minhas mãos estavam grudadas ao volante com tanta força que eu sentia a dormência subir pelos antebraços, mas a dor física era absolutamente nada comparada ao abismo aberto no meio do meu peito.Eu não conseguia piscar. Não conseguia respirar direito. Cada imagem da Emma que passava pela minha cabeça vinha acompanhada da mensagem do Elijah sobre o nosso bebê: “Sobrecarga no ventrículo esquerdo, risco de sofrimento fetal, nada de estresse.” E neste exato momento minha mulher estava nas mãos de uma psicopata ensandecida, jogada no fundo de uma lata velha em fuga.— Damien, pelo amor de Deus, não perde a traseira da viatura do Dom! — Ambrose gritou do banco de trás, segurando-se no encosto de couro enquanto eu jogava o carro na contramão de uma via secundária para desviar de um caminhão de entregas.Tristan mantinha o olhar cravado no retro
Capítulo 274 — A Fúria de um PaiDamien Knight O velocímetro marcava mais de cento e quarenta na descida da avenida. Minhas duas mãos esmagavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos, sem sangue.Ao meu lado no banco do carona, Tristan mantinha o celular colado ao ouvido, a mandíbula tão travada que o músculo saltava ritmicamente no rosto pálido. Atrás, Ambrose se inclinava para a frente entre os nossos bancos, com a respiração curta, os olhos fixos na pista e o olhar carregado de um desespero mudo.Nenhum de nós três era homem de armas. Não éramos policiais, não éramos agentes federais, não éramos do submundo. Éramos empresários, homens de negócios que construíram um império no asfalto limpo de Manhattan. Mas naquele segundo, com o eco da voz trêmula de Emma preso na minha cabeça:“Damien, por favor, toma cuidado…”Qualquer civilidade que existia em mim ruiu por completo. O dinheiro, os contratos, os prédios… nada daquilo valia uma fração de poeira se a minh







