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Capítulo 3

ผู้เขียน: Luna
Ao encarar a complexidade no olhar de Felipe, soube que ele também tinha renascido.

Mesmo assim, continuava insistindo que tinha sido eu quem tinha drogado ele.

Respirei fundo, reprimindo o turbilhão de emoções no peito:

— Eu não coloquei droga nenhuma. Você pode investigar.

Ele me lançou um olhar de repulsa:

— Isso é mesmo necessário?

A forma leviana como ele disse aquilo fez algo se romper dentro de mim.

— Como assim não é necessário?

Perdi de vez o controle. As lágrimas transbordaram.

— Então eu mereço ser acusada injustamente? Por que, depois de tantas vezes explicar, você nunca quis acreditar em mim?

Corri até ele e agarrei com força a gola da roupa dele:

— Por que você nunca consegue confiar em mim nem uma única vez?

Fitei ele com obstinação, olhando para aquele que, desde pequena, jurou me proteger por toda a vida.

Em que momento ele passou a entregar toda a confiança e todo o favoritismo a Mônica?

Minhas lágrimas pingaram no dorso da mão dele, ardentes.

O olhar dele pareceu vacilar por um instante.

De repente, a porta foi aberta com violência.

Mônica entrou às pressas:

— Natália, o que você está fazendo?!

Ela se lançou à frente de Felipe, protegendo ele:

— Se você tem algo contra mim, venha contra mim! Não encoste no Felipe!

Felipe puxou ela imediatamente para os braços.

A comoção nos olhos dele foi substituída num instante pela ternura dedicada a Mônica:

— Mônica, eu estou bem. Não se preocupe.

Em seguida, virou o rosto para mim, frio e distante:

— Não me importa qual seja a verdade, nem tenho paciência para investigar isso. Mas eu não vou me casar com você. A partir de hoje, é melhor você se comportar.

Ao ouvir aquilo, um lampejo de pânico passou pelos olhos de Mônica.

Mas, quando escutou que Felipe não se casaria comigo, o rosto dela logo se iluminou de satisfação.

Eu apenas encarei ele, tomada pela decepção.

No fim das contas, quem ficou presa ao passado fui só eu. Ele já tinha mudado.

Dei um passo para trás, com determinação na voz:

— Fique tranquilo. Eu posso me casar com qualquer pessoa, menos com você.

......

A partir daquele dia, passei a evitar os caminhos de Felipe e me dediquei a resolver tudo sobre a ida para estudar no exterior.

Mesmo assim, sempre aparecia alguma empregada para me contar as novidades deles.

Por exemplo, Felipe, ainda doente, se ajoelhou diante de Zuleide para implorar autorização para se casar com Mônica, chegando a ameaçar romper relações.

Zuleide ficou tão abalada que acabou sendo internada no hospital.

Ou então, Mônica se mudou para a Mansão dos Fagundes, e os dois passaram a entrar e sair juntos.

As demonstrações de afeto ficaram cada vez mais frequentes.

Até minhas amigas começaram a me ligar, perguntando se Mônica estava prestes a se tornar a esposa de Felipe.

Assenti com naturalidade:

— Sim.

Depois daquela conversa, o amor que eu sentia por ele tinha se dissipado.

Agora, ao mencionar o nome dele, restava apenas uma dor aguda.

Uma amiga, indignada, disse:

— O Felipe é cego mesmo. Aquela Mônica posa de santa, e ele trata como se fosse ouro.

Passei os dedos pela passagem aérea, olhando para a data marcada dali a três dias, e sorri de leve:

— Deixa eles. Isso não tem nada a ver comigo.

Afinal, na vida passada, Felipe nunca esqueceu Mônica até morrer.

Agora, ele apenas realizou o desejo que sempre teve.

Eu não queria criar mais problemas, mas foi Mônica quem veio me procurar.

Logo cedo, apareceu à porta do meu quarto, convidando para acompanhar a prova do vestido de noiva.

— Você pode ir comigo experimentar o vestido? Afinal, você é como uma irmã do Felipe. Queria que me ajudasse a opinar.

Coloquei o livro de lado e ergui o olhar para ela:

— Não tenho interesse.

O sorriso no rosto dela congelou por um instante, e os olhos se encheram rapidamente de lágrimas:

— Natália, será que você me despreza...?

Eu não tinha a menor disposição para participar daquela encenação.

Estava prestes a mandar ela embora quando a porta foi empurrada.

Felipe surgiu na entrada, com o rosto carregado e um aviso claro no olhar:

— Natália, dá para você parar de pegar no pé da Mônica? Ela te convidou de boa vontade. É só ir dar uma olhada. Por que tanta pose?

De novo era assim.

Eu recusava acompanhar Mônica, e isso virava perseguição da minha parte?
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