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Capítulo 2

ผู้เขียน: Luna
Durante todos aqueles anos morando na Mansão dos Fagundes, qualquer pessoa conseguia perceber o quanto o meu amor por Felipe era intenso.

Falei com firmeza:

— Eu realmente não quero me casar com o Felipe. Pretendo ir estudar no exterior no mês que vem.

Zuleide suspirou, como se tivesse finalmente entendido a minha determinação.

Ela deu um leve tapinha na minha mão e disse:

— Mesmo que você não se torne minha nora, continua sendo minha filha. Não pode se afastar de mim.

Não consegui conter as lágrimas e a abracei.

Quando eu tinha oito anos, algo aconteceu com a minha família.

Foi Zuleide quem veio de muito longe para me adotar e dar um lar a uma criança pequena e indefesa como eu.

— Zuleide, obrigada por tudo o que vocês fizeram por mim ao longo desses anos. Mas eu e o Felipe realmente não somos compatíveis. Só acabaríamos nos machucando.

Zuleide acariciou minhas costas e falou com a voz suave:

— Menina boba, vocês cresceram juntos. Como não seriam compatíveis? Foi o Felipe que disse alguma coisa pesada para você?

Lembrei do olhar de repulsa de Felipe na vida passada.

— Algumas pessoas estão destinadas a ter ligação, mas não a caminhar juntas. — Afastei o corpo dos braços dela e olhei para ela com seriedade. — Não quero que um casamento forçado acabe impedindo a minha volta para esta casa.

Eu dizia a verdade.

Na vida passada, depois do nosso casamento, Felipe quase nunca voltava para casa.

Quando os pais sentiam falta dele, só conseguiam encontrar ele indo até a empresa.

Os olhos de Zuleide se encheram de lágrimas e, no fim, ela cedeu:

— Tudo bem. Eu respeito a sua escolha. Se quiser ir para o exterior, vá. Esta sempre será a sua casa.

Assenti, agradecida.

Fugir de Felipe era o primeiro objetivo depois de renascer.

Nesta vida, eu só queria ser para ele uma estranha familiar.

O restante do banquete transcorreu sem novos incidentes.

Sempre que alguém tentava ir atrás de Felipe, eu tratava de impedir.

Justo quando achei que aquela noite terminaria em paz, um grito repentino ecoou do andar de cima.

— Ah! Felipe, o que aconteceu com você?! Médico, venha rápido! — era a voz de Mônica.

Zuleide se despedia do último convidado.

Ao ouvir o alvoroço, correu para o andar de cima, e eu fui atrás dela.

A porta do quarto de Felipe estava aberta.

Mônica estava caída na entrada do quarto, sentada no chão.

O vestido de festa estava rasgado e desalinhado, deixando os ombros e o pescoço claros à mostra.

Ao ver Zuleide, ela pareceu enxergar uma salvação e se arrastou até ela, chorando:

— Eu não sei o que aconteceu... o Felipe, de repente, ele...

As palavras saíam desconexas, mas o olhar que ela lançou na minha direção trazia uma provocação velada e um certo triunfo.

Zuleide não perdeu tempo com ela e correu direto para dentro do quarto.

Da sala de banho vinha o som da água.

Felipe estava submerso na banheira gelada, ainda de terno.

O rosto dele estava anormalmente ruborizado, os olhos bem fechados.

Ele já tinha perdido a consciência.

Fiquei parada no mesmo lugar, sentindo um frio se espalhar pelas pontas dos dedos.

Na vida passada, fui eu quem apareceu com as roupas desarrumadas, presa sob o corpo dele, exposta à vergonha diante dos olhares de desprezo de todos.

E, nesta vida, ele preferiu se torturar até desmaiar dentro da água gelada a encostar um único dedo em Mônica.

De repente, tudo ficou claro para mim.

Mônica era o primeiro amor que ele mantinha à distância, intocável.

Ele não tinha coragem de macular ela com um método tão sujo.

Ele podia me destruir sem hesitar, mas estava disposto a tudo para proteger a pureza de Mônica.

Uma sensação amarga subiu do fundo do meu peito, deixando a garganta tomada por fel e os olhos ardendo.

Ainda bem que eu já tinha enxergado tudo com clareza.

Zuleide chamou às pressas o médico da família.

Depois de muita correria ao longo da madrugada, Felipe finalmente despertou.

A primeira coisa que ele fez ao acordar foi pedir para falar comigo:

— Eu sei que você também voltou.

Meu coração deu um baque, mas mantive a calma por fora:

— Do que você está falando?

— Para de fingir, Natália. Você é ainda mais cruel do que na vida passada. Não só me dopou, como também quis destruir a Mônica.
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