เข้าสู่ระบบAssim que terminei de falar, vi uma figura familiar na plateia.Felipe vestia um terno impecável, segurando um buquê de lírios nas mãos, com o olhar carregado de afeto.Ele estava visivelmente mais magro do que alguns anos antes, mas o olhar parecia ainda mais determinado:— Bem-vinda de volta.Assenti com educação, mas não estendi a mão para pegar as flores.— Eu estive esperando por você esse tempo todo. — A voz dele tremia levemente.— Esperando por ela para quê?Antes que ele pudesse reagir, um braço forte envolveu minha cintura.Meu namorado, Fernando, surgiu ao meu lado. O rosto bonito trazia um leve ar de queixa, e o tom era claramente ciumento:— Amor, você agradeceu tanta gente agora há pouco... e eu? Nem uma menção? Corri pra lá e pra cá por causa da sua exposição, quase quebrei as pernas de tanto trabalhar.Ri, empurrei ele de leve e ergui o rosto, tentando acalmar ele:— Da próxima vez eu te agradeço em primeiro lugar, pode ser? Meu maior colaborador.Trocávamos provocaçõe
A voz dele transbordava incredulidade e raiva:— Mônica, você enlouqueceu?!Ao ouvir aquele nome, aguçei os ouvidos.— Você acha que pode me ameaçar desse jeito? Some daqui com a sua família! — A voz de Felipe ficava cada vez mais fria. — Eu já te disse, acabou entre nós!Do outro lado da linha, veio um choro estridente. Mesmo à distância, dava para sentir o desespero histérico.— Felipe, você não pode fazer isso comigo! Eu recusei todo mundo por sua causa, como pode simplesmente me descartar?! Se você não voltar, eu morro na sua frente!Felipe apertou o celular com força, as veias das têmporas saltando.Ao ver a expressão atormentada dele, um turbilhão de sentimentos me invadiu.As lembranças da vida passada me diziam que Mônica nunca foi o tipo de mulher que desiste facilmente.E, como esperado, poucos dias depois Felipe comprou uma passagem de volta para Vale Central.Antes de partir, ele foi pela última vez até a entrada do meu prédio.— Natália, eu preciso voltar para resolver al
— Natália?No instante em que vi ele, o sorriso no meu rosto se dissipou:— O que você está fazendo aqui? Você não deveria estar em Vale Central, preparando o casamento com a Mônica?Ele estava mais magro, visivelmente abatido, com olheiras profundas sob os olhos.Ficou me encarando fixamente, como se quisesse me atravessar com o olhar:— Não vai mais haver casamento. Eu e ela cancelamos o noivado.— Entendi. — Respondi com indiferença, virei as costas e segui em direção à biblioteca.Ele apressou o passo para me alcançar:— A gente pode conversar?— Não temos nada para conversar.Ele falou com urgência:— Não faça isso só por birra. Volta comigo.Parei, virei para encarar ele e sorri com ironia:— Você não está confundindo as coisas? Eu não vim para o exterior para fugir de nada, muito menos de você. Minha vida é aqui agora. Você é quem deveria voltar, voltar para a sua própria vida.Minhas palavras pareceram enfurecer ele. Ele agarrou meu ombro com força:— Você simplesmente foi emb
— Olá, com licença. Vocês deram entrada aqui a alguma vítima de acidente de trânsito chamada Natália?— Não.— Pode verificar de novo, por favor? Uma jovem de cerca de vinte anos, trazida ontem à tarde.— Senhor, realmente não há ninguém com esse nome.Todos os hospitais deram exatamente a mesma resposta.Mônica o acompanhava, observando o estado abatido dele. A irritação dentro dela estava prestes a transbordar, mas, ainda assim, fingia preocupação:— Essa brincadeira da Natália já passou dos limites. Olha o quanto você ficou aflito... por que ela ainda não atende o telefone?Exausto, Felipe sentou no corredor do hospital e enterrou o rosto entre as mãos.O cansaço e o desespero o consumiam por completo.Ele se arrependeu. Por que tinha deixado Natália naquele lugar no dia anterior?Por que não a levou diretamente de volta para a cidade?— Felipe?Uma voz familiar soou. Felipe levantou a cabeça.Viu Zuleide parada a certa distância, segurando alguns exames médicos.Ele ficou atônit
Quando abaixei a cabeça, vi inúmeras mensagens enviadas por Mônica.Eram todas fotos calorosas de Felipe com ela e a família dela.No restaurante, Felipe servia comida para ela com delicadeza; os dois trocavam olhares e sorrisos.Felipe conversava com os pais dela, mantendo no rosto um sorriso educado.Ela se aninhava nos braços de Felipe, parecendo irradiar felicidade.Em seguida, ela enviou uma mensagem, cheia de arrogância:[Natália, está vendo? Essa é a felicidade que você nunca vai ter. Aproveita para tomar essa chuva e enxergar bem o seu lugar. Não deseje o que não te pertence. Felipe nunca vai te amar de verdade. Você não passa de um parasita na vida dele.]Meu coração se contraiu de repente, tomado por ondas de dor.Instintivamente, abri o WhatsApp do Felipe, querendo dizer alguma coisa.Mas, no instante em que vi a foto do perfil dele, fiquei completamente paralisada.A imagem dos dois cachorrinhos que eu havia desenhado na infância tinha desaparecido.Era a foto que ele usara
— Felipe, o que você está fazendo? — A mão de Mônica pousou sobre o dorso da mão dele. — Meus pais estão falando com você. Presta atenção.Felipe interrompeu o movimento. Ao olhar pelo retrovisor, viu os sorrisos bajuladores dos pais de Mônica no banco de trás.Só conseguiu guardar o celular no bolso e trocar algumas palavras protocolares com eles.Os pais de Mônica vestiam roupas simples, falavam com um sotaque carregado e observavam ele com excitação, como cães famintos diante de carne.Percebendo a situação, Mônica sugeriu de forma carinhosa:— Está chovendo tão forte... Que tal meus pais e parentes irem primeiro para a sua mansão descansar?Mal ela terminou de falar, a mãe dela soltou um grito animado:— Ai, que maravilha! Agora somos todos uma família! Dizem que aquela mansão tem dezenas de quartos! Genro, leva a gente lá pra dar uma olhada!Enquanto falava, empurrou ainda mais para dentro do banco o enorme saco aos pés, como se temesse que Felipe mudasse de ideia.Felipe lançou







