เข้าสู่ระบบ~ Benício ~— Você ficou louca?Foi a primeira coisa que consegui perguntar depois que Chiara anunciou, diante de Marcelo, Duda e metade da minha equipe, que seria minha copiloto.Ela cruzou os braços.— Não. Tenho certeza do que quero fazer.Olhei para Marcelo, esperando que ele começasse a rir e revelasse que aquilo era alguma brincadeira combinada entre os dois.Ele estava rindo, de fato.Mas não parecia disposto a me ajudar.— Chiara, você não entende nada disso.— Você me explicou muito bem ontem à noite. E hoje, no carro.— Eu te expliquei o que um copiloto faz. Não te ensinei a ser um.— E qual é a diferença?Marcelo soltou uma gargalhada.— Uma diferença considerável, Chiara.— Chiara... — Tentei encontrar uma maneira delicada de explicar. — Você não pode simplesmente decidir que quer ser copiloto e... fazer.— Claro que posso. Quero dizer, todo mundo faz alguma coisa pela primeira vez em algum momento, não é?Era uma lógica tão absurdamente simples que, por alguns segundos, f
Benício veio até mim assim que a equipe começou a recolher as coisas para seguir até o próximo trecho. Trazia uma expressão divertida que me fez desconfiar imediatamente.— O que foi?— Você ainda está com graxa no rosto.Antes que eu pudesse responder, ele se aproximou e segurou delicadamente meu queixo. Então, com o polegar, limpou uma manchinha perto da minha boca, num gesto tão cuidadoso que fiquei imóvel, acompanhando seu rosto enquanto ele se concentrava na tarefa.— Pronto — murmurou, sem se afastar imediatamente. — Eu devia ter te avisado sobre a roupa — comentou, rindo. — Mas você está tão adorável.Adorável?Que escolha estranha de palavra.Soava como um elogio, claro. Mas um elogio muito mais adequado para uma garotinha de seis anos usando trancinhas no cabelo do que para sua futura esposa.Eu estava de macaquinho curto, pelo amor de Deus!Tudo bem que o branco havia adquirido alguns tons de cinza e marrom, mas eu ainda tinha pernas. E cintura. E outras partes perfeitament
Na manhã seguinte, acordei com o barulho de uma gaveta sendo fechada.Abri um olho e encontrei Benício diante do espelho, terminando de vestir uma blusa preta. Ele parecia irritantemente disposto para alguém que havia passado a noite anterior conversando até tarde.— Bom dia — murmurei.Ele se virou.— Bom dia, dorminhoca.— Que horas são?— Quase oito.Soltei um gemido e enfiei o rosto no travesseiro.— Isso é madrugada.Benício riu.— Volta a dormir. Vou tomar café e depois seguir para o treino.Treino.A palavra me fez despertar mais depressa do que qualquer xícara de café.Lembrei-me imediatamente da conversa da noite anterior. Das notas de percurso, da confiança absoluta entre piloto e copiloto e, principalmente, dos trinta centímetros que separavam Benício de Duda dentro daquele carro.Afastei o travesseiro.— Posso ir junto?Ele interrompeu o movimento de colocar o relógio.— Assistir ao meu treino?— É.— Vai ser longo e... sujo.Ri.— Quero te ver correr.Benício ficou me olh
Mais tarde, quando subimos para nos arrumar para dormir, eu já estava na cama quando Benício saiu do banheiro, secando os cabelos com uma toalha.Sem camisa.Porque, aparentemente, não bastava aquele homem ter passado o jantar inteiro sorrindo como se tivesse acabado de ganhar na loteria. Ele também precisava aparecer diante de mim daquele jeito, com os cabelos úmidos, a calça de pijama perigosamente baixa na cintura e algumas gotas de água escorrendo pelo peito.Era uma falta de consideração.Principalmente com uma mulher que acabara de descobrir que estava disposta a fazer qualquer coisa para vê-lo feliz.Qualquer coisa, não, Chiara.Tenha um pouco de dignidade.Benício atravessou o quarto e parou diante da cômoda para procurar alguma coisa. Acompanhei o movimento de seus ombros, a maneira como os músculos das costas se contraíam quando ele levantava os braços e...Meu Deus.Eu precisava urgentemente encontrar outro assunto para pensar.— Sua equipe é animada — comentei, no tom de q
— Bom, sim — Giulia concordou, e meu coração afundou. — Eles trabalharam juntos por anos. Formam uma boa dupla. Mas não é disso que estou falando, eu...— Muitos anos? Quantos anos? — interrompi.— Sei lá... Uns seis, sete anos, até que aconteceu o... — Ela fez aspas com os dedos. — “Incidente”. E Ben decidiu parar com os ralis. Você sabe que ele não reagiu muito bem, né?Eu sabia?— Sei... Sei, claro — murmurei. — Quero dizer, mas e se eu não souber?Giulia me encarou.— Não souber?— É. O motivo de ele ter parado. Qual foi mesmo? Só para eu confirmar se sei mesmo, sabe... Porque eu sei. Eu só... queria confirmar.O silêncio que se seguiu foi constrangedor.Giulia permaneceu imóvel, segurando a taça de vinho, com a expressão de quem tentava decidir se eu estava brincando ou se havia sofrido alguma pancada na cabeça.— Benício nunca te contou, não é?— Não é que eu não saiba, é só que os detalhes...— Chiara.Droga.Eu precisava aprender a mentir melhor.— Não posso falar — ela disse,
— Eu não quero perguntar nada.— Quer, sim — Benício respondeu, aproximando-se para se sentar ao meu lado. — É sobre o nosso contrato, não é?Pisquei.— O quê?— Você está com medo de quê, exatamente? Que eu não pague pensão para o nosso filho?— O quê? Não!— Ou que a gente simplesmente não se fale mais depois dos cinco anos e eu deixe tudo nas mãos do Igor, como se fosse apenas mais uma burocracia?Eu o encarei, horrorizada.Não era nada disso que eu estava tentando descobrir! Quer dizer, agora que ele mencionara, talvez fosse uma preocupação válida. Mas eu tinha problemas muito mais urgentes, como a possibilidade de existir uma criança de cinco anos com os olhos azuis de Benício em algum lugar do país.— Não, eu só... Eu só estava lendo, só isso — insisti.— Chiara.Ele segurou minha mão, envolvendo meus dedos nos seus com uma delicadeza que me fez sentir ainda pior.— Nada disso vai acontecer. Não precisa ter medo. Nosso filho vai ter um pai presente e tudo de que precisar finance







